Archive for the VIOLENCIA Category

O milagre da criação na alcova de laboratório

Posted in CRIME, IMPUNIDADE, Luiz Inácio Lula da Silva, POLITICA, VIOLENCIA, VIOLENCIA CONTRA A MULHER - TERROSISMO DOMESTICO on 3 de Setembro de 2009 by os.maias

Com a medicina reprodutiva sendo protegida por segredos, o médico e o familiar, pouco se fala nos fracassos

Debora Diniz*


Componentes.montarControleTexto(“ctrl_texto”)

– .

“Doutor, eu quero um filho.” Essa deve ter sido a súplica de centenas de mulheres que procuraram a clínica do médico Roger Abdelmassih nos últimos 30 anos. Eram mulheres angustiadas pelo fracasso do milagre da criação na alcova. Já cansadas de esperar pela natureza ou pressionadas pelo relógio biológico, elas buscaram os doutores da criação. Não se sabe quantas se livraram da angústia da espera pelo nascimento do filho, pois pouco se conhece sobre as histórias de fracasso das tecnologias reprodutivas. Entre o comércio e o tratamento, a medicina reprodutiva caminha protegida por um duplo segredo: o médico e o familiar.


ABDELMASSIH – Especialista preso é o exemplo da autoridade médica que invade a esfera da intimidade

Por um lado, a força desse pacto de segredo se justifica pelas incertezas da medicina reprodutiva. As taxas de sucesso ainda são baixas, mal se sabe gerar apenas um filho por gestação e há dúvidas sobre quais diagnósticos devem ser feitos no embrião antes de sua transferência para o útero. As estatísticas médicas latino-americanas são produzidas a partir de dados oferecidos pelas próprias clínicas, o que levanta incertezas sobre sua qualidade. Por outro lado, o segredo se sustenta pelo simulacro da alcova no laboratório. O futuro filho de proveta deve ignorar a participação médica na sua criação. Além disso, a reprodução social das famílias depende da identidade biológica dos filhos para se atualizar, por isso a recusa à adoção como um projeto de família.

Abdelmassih não estava sozinho. São centenas de clínicas no Brasil, um dos países onde a medicina reprodutiva mais cresce no mundo. Só perdemos para os países árabes, nos quais o filho geneticamente vinculado é a condição para a manutenção de um casamento. O filho é definidor da feminilidade, por isso as mulheres se subordinam à rigorosa rotina de intervenções médicas e o medo do fracasso as silencia. A infecundidade constitui razão suficiente para o abandono das mulheres em várias sociedades. O Egito é um dos países com maior número de clínicas de medicina reprodutiva onde as pesquisas avançam rapidamente para solucionar a restrição religiosa à doação de gametas para os casais inférteis. Mas é exatamente esse imperativo moral do filho biológico que impulsionou o surgimento de novas configurações familiares com as técnicas reprodutivas.

A chegada a uma clínica anuncia um novo passo no projeto reprodutivo do casal: o poder médico assume autoridade em uma esfera da intimidade antes distante da técnica. A separação entre sexualidade e reprodução confere poderes quase divinos ao médico, a quem se concedem direitos de participação na intimidade sexual para o sucesso do tratamento. De terapeuta da infertilidade, o médico passa a agenciador de úteros, a representante comercial de bancos de esperma, óvulos e embriões, além de esteticista do patrimônio genético das famílias. Essa diversidade de papéis e poderes provoca a tênue fronteira entre assistência e comércio no campo das tecnologias reprodutivas. O médico atualiza um sonho, mas vende uma mercadoria. Sonho e mercadoria se confundem no nascimento do futuro filho.

O médico italiano Severino Antinori é conhecido por desafiar a moral reprodutiva. Entre suas pacientes estão mulheres com mais de 60 anos que desejam filhos. Contrariando algumas certezas médicas que indicam taxas elevadas de riscos à saúde ou de malformação nos fetos em gestação de mulheres com mais de 45 anos, os casos públicos de Antinori são de mães que deram à luz bebês de comerciais de televisão. Quando questionado, ele explica o sucesso de suas técnicas: o óvulo é de mulheres mais jovens; as gestações gemelares são solucionadas pela redução embrionária; alterações genéticas são evitadas pelo diagnóstico pré-implantatório; e o acompanhamento da gestação significa a redução das mulheres a seu estado de gravidez pela vigilância permanente.

A descrição de Antinori aproxima o pré-natal de uma linha de montagem de bebês: seleção de doadoras, aluguel de úteros, cardápio de traços genéticos, controle de qualidade. Seria simplório classificar essas práticas como eugênicas e rapidamente qualificá-las de imorais. O desafio ético não está na eugenia, um conceito carregado de história e pouco preciso. Em um vácuo normativo, Antinori é um médico que atualiza desejos e comercializa sonhos. O produto é o mesmo: o futuro filho. Nessa concretização de desejos pelo comércio surgem famílias idosas, famílias monoparentais, famílias gays e famílias virgens, além de famílias ainda à espera de definição judicial ou moral, como será o caso de várias das acusações contra Abdelmassih.

As crianças nascidas nas clínicas de reprodução assistida não são mercadorias em busca de suas origens de produção. O direito à identidade genética é um desses equívocos impostos pelo comércio. Entre as acusações contra Abdelmassih, estaria a troca de material reprodutivo para aumentar as taxas de sucesso de sua clínica. Isso pode vir a significar que algumas crianças nascidas de suas pacientes não têm vinculação biológica com elas mesmas ou os pais. O enfrentamento dessa questão exigirá uma verdadeira separação entre as esferas judicial e ética para essas famílias. É preciso investigar os crimes como uma garantia de justiça, o que, quem sabe, pode iniciar a normatização desse campo no País. Mas é também preciso serenidade para enfrentar os desafios éticos levantados pelos rumores. Para essas famílias, o filho não é mais um projeto, mas uma existência com biografia e afeto.

Essas foram famílias que desafiaram o milagre da criação natural por meio do socorro da medicina reprodutiva. Foram pessoas que atualizaram o significado da natureza para a constituição das famílias: os filhos seriam aqueles com herança de patrimônio genético. Essas mesmas famílias agora desafiarão o imperativo da herança genética como definidor da filiação. Seus filhos, gerados pela medicina reprodutiva, as obrigarão a enfrentar a redescrição ética sobre o significado da família sem biologia, do amor pelo filho adotado por escolha, do desejo pelo filho livre do comércio.

*Pesquisadora do Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero (Anis) e professora da Universidade de Brasília

Defesa de Abdelmassih entra com pedido de liberdade

Estadão‎01/09/2009‎
O pedido é subscrito pelo criminalista Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça (2003 a 2007), mais novo integrante da banca de defesa de Abdelmassih.
Gripe A H1N1

Fale com o Ministério

disque saúde 0800 61 1997
Ministério da Saúde – Esplanada dos Ministérios – Bloco G – Brasilia / DF
CEP: 70058-900

Vereadores tiram título de Cidadão Paulistano de Roger Abdelmassih

Posted in CRIME, NOTICIAS, VIOLENCIA, VIOLENCIA CONTRA A MULHER - TERROSISMO DOMESTICO on 3 de Setembro de 2009 by os.maias

02/09/09 – 17h56 – Atualizado em 02/09/09 – 17h56

Homenagem foi revogada na tarde desta quarta-feira (2) .
Médico é acusado de 56 estupros contra clientes de sua clínica.

Do G1, em São Paulo

var midiaEmbed = { tema: “cinzaEscuro”, imagem: ‘/GMC/foto/0,,21763198-EX,00.jpg’ , banda: ‘TIPO_TXT’ , corFundo : “FFFFFF”, corFonte : “000000”, corLink : “FF00FF”, corBorda : “00FF00”, autoStart: false, midiaId: 1111681 }; var embed = new GMCEmbed(midiaEmbed); embed.print();

A Câmara Municipal de São Paulo revogou nesta quarta-feira (2) o título de Cidadão Paulistano concedido em 2002 ao médico Roger Abdelmassih, preso desde 17 de agosto e acusado de 56 estupros contra clientes de sua clínica de fertilização, localizada em um bairro nobre da capital paulista.

Ante à consulta sobre a revogação nenhum dos vereadores presentes ao plenário se manifestou, o que significou aprovação ao projeto, que deverá ser publicado no Diário Oficial.

O advogado de Roger Abdelmassih, José Luís de Oliveira Lima, criticou a proposta na semana passada.

“Caso essa iniciativa por parte da Câmara Municipal de São Paulo se concretize fica claro que os vereadores foram no embalo e na sedução do sensacionalismo criado por uma parcela da mídia e com uma intenção clara de agradar seus eleitores. É preocupante que os vereadores da cidade de São Paulo desprezem o princípio da presunção de inocência”, disse

Transferido na terça-feira (25) para um presídio de Tremembé, a 71 km de São Paulo, Roger Abdelmassih teve o registro da profissão suspenso por tempo indeterminado no último dia 18 por decisão do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp). O médico responde a 51 processos ético-profissionais contra ele.

A Clínica e Centro de Pesquisa Abdelmassih, por meio de nota, afirmaram que mantêm padrões éticos e legais nos procedimentos médicos realizados em suas pacientes. O centro médico é gerenciado por Abdelmassih. O médico também é investigado por suposta manipulação genética. O Cremesp abriu 51 processos ético-profissionais contra o profissional.

Marcio Thomaz Bastos (foto) integrou a defesa do médico Roger Abdelmassih, acusado de 53 estupros, na segunda-feira. No mesmo dia, ele pediu a revisão da ordem de prisão do médico. Segundo o ex-ministro, como Abdelmassih teve seu CRM suspenso, já não há o suposto risco de ele fazer novas vítimas.

agência Brasil

Gripe A H1N1

Fale com o Ministério

disque saúde 0800 61 1997
Ministério da Saúde – Esplanada dos Ministérios – Bloco G – Brasilia / DF
CEP: 70058-900

Cura colombiano golpea a niña por no comerse la hosti

Posted in CRIME CONTRA CRIANÇAS, VIOLENCIA on 20 de Agosto de 2009 by os.maias

Padres de una niña de 11 años revelan que un sacerdote colombiano golpeó a su hija por no comerse la hostia y mostrársela a sus hermanos

BOGOTÁ, Colombia, ago. 19, 2009.- Los padres de una menor de 11 años en el norte de Colombia acusaron a un sacerdote católico de haberla golpeado porque la niña recibió la hostia y en lugar de consumirla fue con sus hermanos a mostrarles cómo era.

En declaraciones a televisiones locales, Samuel Martínez, el padre de la pequeña, dijo que la situación se presentó en la iglesia “El Santísimo Cristo” de la población de La Loma, en el departamento del Cesar (norte).

“La niña no tragó la hostia, sino que vino a mostrársela a sus hermanos, pero el padre la persiguió, se la arrebató y le metió una cachetada”, detalló Martínez, quien lamentó la forma de proceder del sacerdote Ramón Muñoz.

La mamá de la menor indicó que ella, al igual que su hija, fueron presas de pánico y no pudo reaccionar pues el susto por la forma de proceder del sacerdote las paralizó.

Agregó que la niña fue incapacitada y que actualmente recibe tratamiento psicológico por lo sucedido y no quiere regresar al colegio ni hablar con nadie diferente a las personas más allegadas.

Los padres de la menor pusieron el caso en manos de las autoridades.

Medios locales indicaron que aunque buscaron al sacerdote, no fue posible ubicarlo.

Swine Flu Info
Gripe A H1N1

Fale com o Ministério

Antes de enviar sua mensagem consulte a seção Perguntas Freqüentes. Sua dúvida já pode estar respondida. Caso queira registrar uma reclamação ou denúncia preencha o formulário abaixo. Você também pode ligar para o Disque Saúde – 0800 61 1997, a Central de Teleatendimento do Departamento de Ouvidoria Geral do SUS, para receber informações sobre doenças e registrar reclamações, denúncias e sugestões.

Lucas Mendes: Arroz, feijão e chumbo

Posted in VIOLENCIA on 1 de Dezembro de 2008 by os.maias


Lucas Mendes em ilustração de Baptistão

Das poucas vezes que passei por Patchogue, a uma hora e meia de Nova York, pensava em pata choca, mas é só uma conexão de sonoridade.

Patchogue é um destas pequenas, antigas e charmosas cidades de Long Island, à beira-mar, sem maiores distinções. Foi tema de um romance – Going to Patchogue, de Thomas McGonigle – na década de noventa, e onde morou o sobrinho e ultimo descendente de Hitler, William Patrick Hitler.

Nos últimos 20 anos, Patchogue cresceu, prosperou e atraiu milhares de latinos de vários países. Hoje representam 24% dos quase 12 mil habitantes. Em 1990, eram pouco mais do que 10%.

Há três semanas, Patchogue está em destaque nos noticiários porque foi cenário de um crime inédito na região: assassinato por ódio racial.

A vítima foi Marcelo Lucero, um trabalhador equatoriano, de 37 anos, sem nenhum antecedente de crime ou violência. Veio para os Estados Unidos há 18 anos para sustentar a mãe, Rosario, que tinha câncer. Ele trabalhava numa lavanderia e dividia um quarto com outros latinos, inclusive um irmão.

Os suspeitos são sete, mas o autor da facada fatal foi Jeffrey Conroy, de 17 anos, um atleta querido na escola onde se destacava nos times de futebol, luta livre e lacrosse.

Há um outro esporte favorito entre os jovens de Patchogue: caçar latinos, “beaner hunting” ou “beaner jumping”, é a expressão que eles usam.

“Beaners” é o apelido dos latinos, porque comem arroz com feijão. Os jovens disparam armas de ar comprimido quando os latinos estão saindo de suas casas para o trabalho. Ou cercam e espancam suas vítimas.

Naquela madrugada do dia 8 de novembro, dois deles já tinham enchido Marlon Garcia de chumbinhos. À noite, Jeffrey Conroy e seis amigos bebiam cerveja num parque e decidiram sair para mais uma caçada. Pouco antes de meia-noite encontraram duas vítimas: Angel Loja e Marcelo Lucero.

Depois de levar muita pancada, Angel conseguiu escapar, mas Marcelo, cercado, decidiu se defender com o cinto. Jeffrey Conroy levou uma fivelada. Enfurecido puxou uma faca e enfiou no peito de Marcelo. A polícia, alertada por Angel, em poucos minutos prendeu os sete, mas já era tarde para Marcelo.

No mesmo dia que o corpo dele estava chegando no vilarejo de Gualeceo, no Equador, os sete jovens estavam algemados diante de um juiz. Todos se declaram inocentes, mas o juiz estabeleceu fiança de 500 mil dólares para cinco e negou fiança para Jeffrey Conroy e outro que estava solto sob fiança.

O crime é ainda mais chocante porque dois dos seis agressores são latinos e Jeffrey Conroy tem amigos de varias etnias. Colegas de escola, latinos e negros, se referem a ele com afeto, admiração e até gratidão. O pai dele, aposentado, e também muito querido, criou clubes na cidade para incentivar a aproximação de jovens.

Neste momento milhares de latinos estão a caminho de volta aos seus países de origem por falta de emprego, perseguição da imigração ou violência como a de Patchogue, mas neste caso a morte de Marcelo pode representar o fim das hostilidades aos latinos.

O crime sacudiu não só a cidade como toda região. Long Island, com uma população de sete milhões e meio, quase igual à de Nova York, é a maior ilha do país e a 17ª maior do mundo. Além de ser dormitório de milhões de empregados de Manhattan, é famosa pela sua história, suas casas de praia milionárias – os Hamptons- suas assombrações e crimes, mas pela primeira vez, em quase 400 anos, alguém é indiciado por assassinato racial. Jeffrey Conroy talvez nunca mais saia da prisão.

Marcelo pagou com a vida e milhares de latinos sofreram, mas daqui por diante o arroz com feijão virá sem chumbo.

Irán confirma la pena de muerte por lapidación dictada contra una mujer

Posted in NOTICIAS, VIOLENCIA on 29 de Novembro de 2008 by os.maias

Actualizado sábado 29/11/2008 11:23

AFP

TEHERÁN.- El Tribunal Supremo iraní confirmó la pena de muerte por lapidación impuesta a una mujer culpable de adulterio en Shiraz, en el sur de Irán.

Según el diario Etemad Melli, la condenada a tan horrible pena, identificada como Assaneh R, ha sido condenada además a una segunda pena de muerte por asesinato por ayudar a su amante, Reza, a matar a su propio marido.

Dicho amante fue condenado a 15 años de prisión por su participación en el asesinato y 100 latigazos por haber tenido una relación ilegítima.

El veredicto fue emitido en abril y el Tribunal Supremo confirmó la condena el 4 de agosto, según el diario.

La ley islámica vigente en Irán todavía recoge la pena de lapidación por adulterio. Un proyecto de ley, cuyos esbozos ya han sido aprobados por el Parlamento pero que aún no ha sido debatido, prevé su abolición.

El pasado mes de julio, una asociación iraní de Defensa de los Derechos Humanos aseguró que ocho mujeres y un hombre fueron condenado a muerte por lapidación en los últimos años, e instó a las autoridades a no aplicar las sentencias.

La Justicia iraní, por su parte, anunció que había conmutado las penas de muerte por lapidación a varios condenados, aunque no está claro que los nueve condenados se hayan visto afectados por esta medida.

En julio de 2007, Irán se ganó duras críticas de la comunidad internacional tras ser lapidado hasta la muerte un hombre culpable de adulterio en un pueblo al noroeste del país.

La violencia sexual: un motivo más para no perder de vista el Congo

Posted in VIOLENCIA on 28 de Novembro de 2008 by os.maias

  • La alta comisionada de la ONU para los DDHH ha manifestado su alarma por la situación
  • Los enfrentamientos perduran a pesar del alto el fuego que se firmó hace 10 días

Por ÁLVARO LLORCA (SOITU.ES)
Actualizado 28-11-2008 21:25 CET

A pesar del frágil alto el fuego acordado en la República Democrática del Congo (RDC) hace 10 días, los enfrentamientos y los ataques continúan, según ha denunciado la misión de la ONU en el país (MONUC). Igualmente prosigue el goteo de desplazados y refugiados, hasta el punto de que más de 27.000 congoleses han cruzado la frontera con Uganda desde el pasado mes de agosto, mientras que el total de desplazados internos en Kivu Norte, la zona más conflictiva, se eleva a 250.000 personas, según datos de ACNUR. Al margen de estos datos escalofriantes, durante la última semana se ha incidido mucho en otra faceta del conflicto congolense, coincidiendo con la celebración del Día Internacional contra la Violencia de Género: la violencia sexual contra las mujeres.

(REUTERS)

Una mujer carga a su hijo en RDC.

Efectivamente, la alta comisionada de la ONU para los Derechos Humanos, Navi Pillay, se mostró ayer especialmente horrorizada por “la escalada de la violencia sexual contra las mujeres en la RDC, cometida por todas las partes en el conflicto, incluidos los soldados del ejército nacional”. Y es que en los conflictos armados, la violencia contra las mujeres suele recrudecerse de forma alarmante, según nos cuenta María Jesús Vega Pascual, responsable de Relaciones Externas de ACNUR en España. Y la RDC no es, ni mucho menos, una excepción.

De hecho, la violencia sexual contra las mujeres ha sido una constante en los últimos años en el país africano, incluso en aquellos momentos en los que la intensidad de los enfrentamientos era más baja que en estos días. Ya hace poco más de un año, el Secretario General Adjunto de la ONU para Asuntos Humanitarios, John Holmes, había advertido que “la violencia sexual en la RDC es la peor en el mundo“. Todas las cifras que se vienen manejando en los últimos años y los testimonios de las víctimas acercan una idea de la magnitud del desastre. Sólo en la región de Kivu Sur se registraron, durante el año 2006, hasta 27.000 agresiones sexuales. “¡Y eso que sólo era una provincia y que suele haber 10 agresiones por cada una que se denuncia!”, nos cuenta María Jesús Vega.

¿Por qué es especialmente grave este problema en la RDC? La experta de ACNUR nos dice que, desde su punto de vista, “hay mucha impunidad en el país, de modo que no se lleva a justicia a los autores y no hay instituciones para canalizar las denuncias. Además, las mujeres sienten miedo a la hora de denunciar, ya que corren el riesgo de ser repudiadas por sus comunidades. A esto se suma la corrupción y un gobierno débil que, tras tantos años de impunidad, contribuyen a incrementar las atrocidades“. Por último, para entender la encrucijada congolense, no hay que perder de vista que se trata de un país riquísimo en recursos, como los diamantes, el oro o el coltán (que se utiliza para la fabricación de videojuegos), lo que en parte contribuye a la inestabilidad de la zona, debido a las luchas continuas de los grupos enfrentados para controlar los yacimientos.

El aumento de las agresiones sexuales en tiempos de conflicto se debe, fundamentalmente, al uso de las violaciones “como arma de guerra”, según explica la responsable de ACNUR. Esta expresión se utiliza para describir cómo los grupos enfrentados —especialmente en conflictos de carácter étnico— buscan imponerse a sus rivales, asesinando a los hombres y violando a las mujeres, para así “hacer desaparecer futuras generaciones enemigas e imponer el grupo propio“.

(REUTERS)

Reparto de comida en un campo de refugiados.

Sin embargo, la violencia contra la mujer no sólo se limita al puro enfrentamiento directo entre bandos, sino que se extiende a todos y cada uno de los momentos del conflicto, según explica María Jesús Vega en su estudio ‘Las mujeres refugiadas y la violencia de género‘. Según la autora, hay formas específicas de violencia que se producen durante el conflicto, durante la huida, en los campamentos de refugiados (entre un 70% y un 80% de la población refugiada está compuesta por mujeres y niños) e, incluso después de la repatriación.

¿La comunidad internacional se esfuerza lo suficiente? El conflicto de la RDC ha levantado una oleada de críticas contra la ONU por su supuesta inactividad. Es cierto que la ONU tiene en la RDC, con 17.000 efectivos (y otros 3.000 que se han aprobado), su mayor misión humanitaria en todo el mundo. También es cierto que el Consejo de Seguridad de la ONU ha aprobado una resolución que aborda la gravedad de la violencia sexual como un tema de seguridad en sí mismo. Sin embargo, “hay que hacer mucho más, hay que exigir más a la ONU y hay que recordar que las críticas a la ONU son una crítica a cada uno de nuestros países”.

¿Y cómo se puede enderezar el problema? La nómina de soluciones que baraja María Jesús Vega sorprende por su amplitud, e incluye desde medidas complejas a otras más asequibles:

  • El desplazamiento de más tropas.
  • El traslado de refugiados y desplazados a aquellos campos en los que hay más seguridad (algo que hoy mismo ha comenzado a hacerse).
  • La creación de un sistema de información y registro de violaciones (en la práctica, supondría un primer paso para la existencia de una infraestructura legal destinada a acabar con la impunidad).
  • Trabajar cuestiones culturales, para que las mujeres no tengan miedo a denunciar y la comunidad no dé la espalda a las personas que han sufrido agresiones sexuales. Reconoce la experta de ACNUR que se trata de “un trabajo durísimo” y que debe ser muy constante, ya que persigue transformar una serie de creencias que están muy asentadas en la sociedad. Con tal fin, hay que entablar procesos de diálogo con todas las capas de la sociedad: las propias mujeres, los ancianos (que ejercen gran influencia), los varones (que tienen voz y voto en las decisiones) y los jóvenes (que suelen ser más permeables a los cambios).
  • La instalación de luces potentes en los campos de refugiados que permitan andar a las mujeres con tranquilidad durante la noche y evitar asaltos.

De este modo, podría decrecer el número de violaciones y aumentar la concienciación de la sociedad. Aunque algunas medidas parezcan modestas, todas ellas podrían servir, a su manera, para evitar agresiones. Pero, según reconoce María Jesús Vega, todas estas medidas, aunque parezcan sencillas, necesitan fondos para salir adelante. En todo caso, la violencia contra la mujer es un motivo más para que “el conflicto de la RDC no caiga en el olvido, y no tengamos que lamentar en el futuro un caso como el de Ruanda

Bruselas llama a luchar contra la violencia contra las mujeres

Posted in VIOLENCIA on 24 de Novembro de 2008 by os.maias

El CGPJ exigirá la formación en violencia de género a los jueces con motivo del día para la erradicación de este problema social

24/11/2008 | Actualizada a las 14:42h |

Bruselas. (EFE).- La Comisión Europea (CE) hace un llamamiento a reforzar la lucha contra todo tipo de violencia sexista y a impulsar la protección y reintegración de las víctimas de las agresiones.

En víspera del Día Internacional de la Eliminación de la Violencia contra la Mujer, el Ejecutivo comunitario instó a los Estados miembros y a las instituciones internacionales a trabajar para que se apliquen en todo el mundo las resoluciones de las Naciones Unidas en este ámbito. “Combatir la violencia contra las mujeres significa promover la paz y la seguridad humana en la escena internacional”, aseguró en un comunicado la comisaría europea de Relaciones Exteriores, Benita Ferrero-Waldner.

En concreto, la comisaria denunció los “casos repetidos de violencia sexual contra las mujeres en la zona oriental del Congo” y destacó la importancia de garantizar el cumplimiento de la resolución 1.325 de la ONU que trata la protección de las mujeres durante el conflicto armado. La Unión Europea (UE) trabaja con un “planteamiento comunitario global” para aplicar este y otros textos en la acción exterior de los Veintisiete, explicó hoy Bruselas.

Aído dice que los gobiernos deben impulsar esta lucha
La ministra de Igualdad, Bibiana Aído, ha afirmado que los gobiernos “deben impulsar y apoyar” la lucha contra la violencia machista impulsando leyes que “pongan freno a la violencia de género que sufren las mujeres de todo el mundo”.

La ministra se ha expresado así en un acto de apoyo a una campaña de Etiopía y la ONU en contra de los “matrimonios tempranos” que afectan a miles de niñas de 10 a 15 años, obligadas a casarse y abandonar sus estudios y sus familias.

Estos matrimonios forzosos son una expresión más de la violencia de género y de la falta de igualdad entre hombres y mujeres, ha planteado Aído, quien ha subrayado que los gobiernos deben impulsar establecer marcos normativos que penalicen estos actos.

Para Aído, ni la cultura, ni la religión, ni las costumbres pueden servir de excusa para perpetuar este tipo de actos; “sólo desde la existencia de leyes y la voluntad de cumplirlas se puede luchar contra esta lacra.

El CGPJ exigirá la formación en violencia de género a los jueces
Por su parte, el Consejo General del Poder Judicial (CGPJ) ha hecho saber con motivo de este día que exigirá a los jueces que aspiren a la titularidad de un juzgado de violencia de género formación sobre este tipo de agresiones, ya que hasta ahora no era obligatorio.

En un encuentro informativo, la presidenta del Observatorio de Violencia de Género, Inmaculada Montalbán, ha explicado que el Consejo está estudiando la modificación de la Ley Orgánica del Poder Judicial para incluir el requisito, a partir del próximo año, de que los jueces que opten a estas plazas acrediten una formación previa. “Igual que para ocupar una plaza en un juzgado de menores se exige una formación específica y también para ser titular en un juzgado mercantil, para estos juzgados de violencia de género también se debe tener esa formación específica”, ha asegurado Montalbán.

La presidenta del observatorio judicial ha apostado por la especialización de los profesionales que conocen este tipo de agresiones y ha señalado que desde el órgano de gobierno de los jueces se van a intensificar los cursos de formación, que hasta el momento son voluntarios para los jueces.

No obstante, en la escuela judicial se aborda este fenómeno “en un módulo” y se realizan visitas a centros de asistencia de mujeres.

“La violencia sobre la mujer tiene unas características específicas”, ha insistido Moltalbán, quien opina que es imprescindible que los jueces que optan a dirigir estas investigaciones tengan obligatoriamente “una formación multidisciplinar, en la que se incluya el conocimiento de la ley, pero también nociones de aspectos sicológicos y asistenciales”. Además, para la presidenta del observatorio hay que reforzar el proceso de acompañamiento a las mujeres, trabajando también en la especialización de todos los profesionales que intervienen.