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Veja trailer de "The Spirit", de Frank Miller

Posted in TRAILER on 7 de Outubro de 2008 by os.maias

Da Redação
Já foi divulgado trailer do novo filme de Frank Miller (“Sin City – A Cidade do Pecado” e “300”), “The Spirit”, baseado em história em quadrinhos homônima de Will Eisner (1917 – 2005).

Com um elenco que reúne Eva Mendes, Gabriel Macht, Samuel L. Jackson, Paz Vega e Scarlett Johansson, o filme tem previsão de lançamento nos EUA para dezembro deste ano.

A história apresenta o herói criado por Eisner na década de 1940, o Spirit, um ex-investigador da polícia que retorna, após a morte, para combater o crime.

Scarlett Johansson é Silken Floss

Novo Teaser – The Spirit (com Eva Mendes) – 30/07/2008 09h35

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26/04/2008 – 08h14

Frank Miller, diretor de “The Spirit”, considera Will Eisner mentor artístico

Adam Tiller
NYComiCon

Encontrar o extraordinário no ordinário é o tema que Will Eisner adorava explorar em seus quadrinhos. Ele era fascinado pelas histórias incríveis que podiam ser encontradas na normalidade da humanidade. A criação mais famosa de Eisner, “The Spirit”, era um homem sem super-poderes, um homem que pecava como todos nós, mas cujo destino era proteger sua cidade.

Divulgação/Lewis Jacobs

Frank Miller e seu chapéu conduz o câmera pelo set de “The Spirit”

Coube a Frank Miller adaptar para o cinema o personagem mais importante de Eisner, com quem fez amizade curta e intensa. O filme traz Gabriel Macht no papel de Denny Colt/Spirit, Samuel Jackson como o arquiinimigo Octopus e Scarlet Johansson na pele da vilã Silken Floss, além de Eva Mendes (Sand Saref), Jaimie King (Lorelei Rox) e Paz Vega (Plaster of Paris). A entrevista a seguir foi feita durante a 3ª New York Comic Con, segunda maior convenção de quadrinhos e afins dos Estados Unidos.

Nesta mesma página, assista ao primeiro teaser do filme, cuja estréia no Brasil está prevista para 30 de janeiro.

Você acha que Will Eisner está observando você de algum lugar, e em caso afirmativo, o que você acha que ele diria sobre o que você está fazendo?

Não há um só dia no set de filmagens em que não sinta que, caso dê uma mancada, ele se levantaria do túmulo e me estrangularia. Eu e ele tínhamos uma longa amizade e o que espero que ele teria no gostado no filme é o fato de abordar o cinema com a mesma intenção com que ele (Eisner) abordou a página de quadrinhos nos anos 30, que é com a vanguarda da tecnologia, que, no caso dele, era um pincel de pêlo de zibelina e papel Bristol. No meu caso foram todas estas maravilhas da computação gráfica e tudo mais. Eu acredito que me mantive fiel à intenção de “The Spirit”, mas eu não construí um monumento, ele é tão irreverente quanto a fonte.

A fonte de “The Spirit” é um produto de quadrinhos dos anos 40. Quão relevantes são os valores daquele período atualmente?

Eu acho que os valores não poderiam ser mais relevantes, principalmente porque são eternos, como qualquer boa ficção, “The Spirit” se baseia em elementos fundamentais. Como Will Eisner nunca tinha ouvido falar do Superman ou do Batman, ele usou o Zorro e o Sombra como suas fontes, assim como Raymond Chandler e Dashiell Hammett. E estes personagens não perdem seu apelo porque a natureza humana nunca muda e os conflitos que enfrentamos não mudam.

Como você é a adaptação do trabalho de escritor, que acredito ser isolado, para a direção, que é um esforço coletivo?

É muito diferente. É uma vida muito diferente a de um escritor e desenhista e a de um diretor. Ser um diretor é como comandar um navio de guerra, você nunca está sozinho, você precisa constantemente responder perguntas. E decidi desde cedo que não permitiria que qualquer pergunta ficasse sem resposta por mais do que alguns poucos segundos. Então tive que me transformar em um diretor muito rapidamente. É algo que trabalhei em “Sin City” e que não consegui aplicar aqui. É um relacionamento completamente diferente com a situação. Em vez de me apoiar em fontes e nos meus próprios instintos constantemente, o que faço quando dirijo um filme é me cercar de pessoas, que são melhores do que eu em tudo, e então pô-las em ação.

Divulgação/Lewis Jacobs

Frank Miller e o diretor de fotografia de “The Spirit”, Bill Pope

Qual foi o maior desafio no processo de traduzir a obra de Will para a tela grande?

Surpreendentemente, o desafio não foi o visual, porque atualmente é possível fazer qualquer coisa no cinema. O desafio foi a história, que foi a maior luta na coisa toda, a coisa mais difícil, já que Will Eisner escrevia histórias curtas, com sete páginas de duração, e eu tinha uma hora e meia de filme. Eu também sabia que queria basear a história em Sand Saref, interpretada talentosamente por Eva Mendes, mas também sabia que Octopus tinha que estar no filme, então levou tempo para reunir todos os elementos e fazer algo que acho ser fiel a Eisner. De novo, não é um monumento, não é uma reprodução perfeita da obra de Eisner, é uma atualização, uma obra nova.

Não precisa ser um monumento, já que ele nos deu algo que faz parte da cultura pública e está aberta a interpretação.

Inevitavelmente ele voltaria dos mortos e o arrebentaria. Ele não gostava de monumentos e simplesmente diria para fazer o que acredito que fiz, que é tentar fazer o melhor filme que pudesse usando seu material como fonte.

Quanto a tecnologia mudou ou melhorou desde que você fez “300”, que foi um grande sucesso?

Bem, eu estou vendo uma revolução em andamento desde que Robert Rodriguez me envolveu em “Sin City”. E sinto pela primeira vez que os instintos de um artista de quadrinhos podem ser aplicados no cinema, com a vantagem maravilhosa do elenco, dos atores trazerem os personagens à vida. Eu vejo no momento o entretenimento entrando em uma fase de colisão, onde é quase como assistir dois sóis se aproximando um do outro, talvez até três. E entre animação e computação gráfica, o cinema tradicional e os quadrinhos, eu acho que estamos vendo uma colisão espantosa de artes. Onde isso vai parar? Eu não sei, eu só quero fazer parte disso.

Quão importante é a sensualidade e a sexualidade nos quadrinhos?

Bem, eu acho que a melhor forma de responder é dizer que Will Eisner e eu compartilhávamos vários amores. Um deles era Nova York e o outro eram belas mulheres. E o que tornava o Spirit especial nos anos 40 e ainda hoje é o fato de ser um romance heróico, mas não feito para crianças. A motivação dos heróis é bem adulta. Os homens têm um amor da juventude, amadurecem e aprendem os deveres da idade adulta. É de onde vem suas motivações, em vez de um robô gigante prestes a destruir Metrópolis que precisa ser detido. Assim o filme é cheio de mulheres, como em “The Spirit”. E acho que neste sentido estamos sendo bastante fiéis à intenção de Eisner.

O que você aprendeu com suas experiências em Hollywood?

Eu tive muito pouca experiência em Hollywood. Eu fiz um filme em Austin, Texas, e um em Albuquerque, Novo México. Eu trabalhei com Robert Rodriguez, um texano, e com Deborah Del Prete, uma nova-iorquina que por acaso trabalha em Culver City. Acho que não sou a pessoa certa para responder sobre experiência em Hollywood; eu me limito apenas a fazer filmes.

Qual você diria que é o impacto dos quadrinhos na cultura americana?

Os quadrinhos no momento estão recuperando o poder que tinham perdido em nossa cultura, assim como perdemos as tiras de quadrinhos. Quero dizer, quem ainda lê tiras de quadrinhos, desde que Bill Watterson aposentou Calvin e Haroldo? Mas os quadrinhos estão ganhando uma nova dimensão à medida que nos afastamos da autocensura dos anos 50, e basicamente é como se os loucos estivessem lentamente tomando conta do asilo, e as pessoas que cresceram lendo quadrinhos têm todas uma visão comum de poder, que nasceu de uma sensibilidade adulta. A longa dança que os quadrinhos tiveram com o cinema está realmente muito próxima de um noivado a esta altura, à medida que os quadrinhos estão passando a ser vistos não mais como coisa de criança.

Você poderia falar sobre o conceito de bem e mal nos quadrinhos?

Bem e mal para mim são a essência do drama. Eu sou um romântico, não sou um naturalista e acredito no bem e no mal, eu acredito que é o trabalho dos heróis bater nos bandidos. Também acredito profundamente no romance porque acho que é uma parte essencial da aventura, é aquilo pelo qual ingressamos na jornada na vida, e há poucas coisas na vida que colocam nossas paixões mais profundas na linha, e ambas estão combinadas no romance com os heróis que chegam pendurados em uma corda para salvar a bela donzela ou salvar o mundo.

Quem está interpretando o Spirit?

O Spirit é interpretado por Gabriel Macht. Eu insisti desde o início que o ator não fosse muito conhecido; eu não queria que o Spirit fosse um veículo para alguém. Após realizarmos tantos testes que nem consigo contar, Gabriel Macht despontou como aquele que é um tipo muito raro em Hollywood, porque Hollywood produz bons atores masculinos, mas muito poucos homens. Gabriel conseguia dar ao personagem do Spirit o charme de um ídolo de matinê e a intensidade do herói.

E Paz Vega?

Paz Vega. Paz Vega conquistou meu coração logo que apareceu no set. Ela é uma das mulheres mais extraordinariamente belas que já vi, uma atriz estupenda e uma das pessoas fisicamente mais corajosas que já conheci. A certa altura eu tive que parar de rodar uma cena na qual ela empunhava espadas enormes, porque notei que assim que ela baixava as mãos, todo seu braço tremia em conseqüência de uma séria exaustão, mas mesmo assim ela não parava. Eu tive que ordenar que parasse porque ela estava ávida em transmitir os sonhos febris de Plaster de Paris.

O que você espera da estréia do filme?

Eu não sabia o que esperar das estréias de “Sin City” e “300”. Eu não sei o que esperar agora. Tudo o que posso oferecer é a promessa de que me empenhei ao máximo para fazer um bom filme, assim como uma boa representação da obra do meu mentor. Eu acho que é empolgante, que é bastante romântico. Eu acho que ele tem uma boa chance de sucesso, mas a gente nunca sabe.

Tradução: George El Khouri Andolfato

Madagascar 2

Posted in TRAILER on 4 de Outubro de 2008 by os.maias

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Posted in TRAILER on 2 de Outubro de 2008 by os.maias


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