Archive for the SIDA Category

Cientistas testam pílula de prevenção à Aids

Posted in SIDA on 20 de Novembro de 2008 by os.maias

19/11/2008 – 20h37

Da BBC Brasil

Cientistas de diferentes partes do mundo estão testando uma terapia preventiva para diminuir o risco de contaminação pelo vírus HIV, causador da Aids, mesmo quando os pacientes têm relações sexuais sem o uso de preservativos, diz um artigo publicado pela revista “New Scientist” desta semana.

Segundo a revista, o tratamento preventivo, chamado profilaxia pré-exposição (ou PrEP, na sigla em inglês), prevê que os pacientes tomem apenas uma pílula.

O tratamento ainda não teve sua eficácia comprovada por testes clínicos e é receitado por poucos médicos para um número muito pequeno de pessoas.

A “New Scientist” afirma que “é provável que o medicamento tenha um efeito modesto – talvez reduzindo o risco (de contaminação) para cerca de dois terços”.

De acordo com o artigo, os remédios usados na terapia preventiva são o Tenofovir e o Truvada – que contém o mesmo princípio ativo da primeira droga, o tenofovir, e também um outro medicamento chamado emtricitabina.

Esses medicamentos já são usados como tratamento para o HIV, em um tipo de terapia anti-retroviral. Conforme a New Scientist, isso faz com que já exista muita informação a respeito da segurança no uso desses remédios.

A revista diz que esses medicamentos podem estar prontos para o uso em prevenção bem antes do que qualquer vacina contra a Aids.

A terapia preventiva está passando por vários testes, e os primeiros resultados devem ser divulgados já em 2009, diz a “New Scientist”.

Segundo o artigo, pesquisas com animais sugerem que as duas drogas bloqueiam a infecção pelo HIV, sendo que o Truvada seria um pouco mais eficaz.

O grau de proteção oferecido pelos dois medicamentos depende de alguns fatores, como a dose administrada, mas em alguns casos, diz a revista, o Truvada bloqueou completamente a transmissão da doença.

África

Remédios antivirais funcionam ao suprimir a replicação do vírus e, com isso, paralisar a progressão da contaminação pelo HIV.

Conforme o artigo, a esperança é que, quando usados de maneira preventiva, os medicamentos consigam inibir tão bem a reprodução do vírus que o sistema imunológico possa eliminar o HIV e evitar que a infecção se instale.

A revista afirma que vários testes da terapia PrEP estão ocorrendo, envolvendo um total de 19 mil pessoas em risco – incluindo usuários de drogas injetáveis, homossexuais e mulheres sexualmente ativas em áreas de alta incidência de HIV – em várias partes do mundo.

O primeiro resultado sobre o uso do Tenofovir deve ser divulgado em 2009, e as informações sobre o uso do Truvada como terapia preventiva, em 2010, diz a “New Scientist”.

Resultados de testes realizados em animais sugerem que os usuários desta terapia não precisarão nem mesmo tomar um comprimido por dia. Um comprimido duas vezes por semana ou nos períodos em que a pessoa mantiver relações sexuais sem proteção poderia funcionar.

“Isto reduz o preço e a toxicidade dos medicamentos”, afirmou Mike Youle, diretor do centro de pesquisa em HIV do Royal Free Hospital de Londres, que foi uma das pessoas a fazer o lobby para a realização dos testes da PrEP. “A maioria das pessoas não tem relações sexuais todos os dias.”

Críticas

A revista afirma, porém, que a terapia PrEP também atraiu críticas. A principal preocupação de especialistas é que a PrEP leve as pessoas a um falso senso de segurança, encorajando o sexo sem a proteção de preservativos e, paradoxalmente, espalhando ainda mais o vírus.

Marcus Connant, médico americano que luta pelos direitos dos homossexuais e que já receita as drogas para alguns de seus pacientes, admite que alguns deles provavelmente têm mais relações sexuais sem proteção como resultado da terapia.

“Tenho quase certeza de que alguns têm um comportamento de alto risco por terem acesso aos medicamentos. Mas isto não ocorre com todos os pacientes”, afirmou.

Outro problema que poderia ocorrer é a resistência que o HIV pode desenvolver ao medicamento.

Muitos temem que alguns usuários da PrEP não saibam que são portadores do HIV. Como a terapia envolve apenas um ou dois medicamentos, o vírus poderia desenvolver resistência a eles.

A resistência é mais incomum para o Tenofovir e o Truvada do que para muitos dos outros medicamentos anti-retrovirais, mas ocorre. Uma solução seria insistir que as pessoas que se submetam à PrEP façam exames de HIV.

Un hospital público receta castidad en vez de condones frente al sida

Posted in SIDA on 18 de Novembro de 2008 by os.maias

Una guía para adolescentes en el Carlos III de Madrid tacha de “alteración” la homosexualidad, alerta contra la promiscuidad y defiende el “amor verdadero”

MARÍA R. SAHUQUILLO – Madrid – 18/11/2008

“La homosexualidad se asocia con mayor frecuencia al contagio de enfermedades de transmisión sexual y trastornos mentales. Aunque hay que ser comprensivo e intentar ayudar a las personas con hábitos homosexuales, en lo posible hay que ayudarles a solucionar su alteración conductual”. Cuando F. C. R. leyó esto se indignó. Tiene 19 años y le acaban de diagnosticar VIH. Hace tres días el médico que le trata en el hospital Carlos III de Madrid le dio una guía en la que encontró frases como ésta. No es el único. La guía Adolescentes frente al sida: preguntas con respuestas ha sido editada por la Fundación Investigación y Educación en Sida (IES), que se presenta como dependiente del servicio de enfermedades infecciosas del hospital Carlos III, y se ha repartido en la consulta de este hospital público, en colegios, clubes juveniles o asociaciones de familiares de enfermos de sida.


La guía, que contiene mensajes “rigurosos y avalados por datos científicos, sin dar cabida a opiniones”, según explica en sus páginas, se dedica en realidad a defender el que llama “amor verdadero”, basado en castidad primero y la fidelidad después. También se condenan la masturbación, la promiscuidad o el aborto.

La guía está elaborada y firmada por médicos del servicio de enfermedades infecciosas del hospital Carlos III. Algunos, como el que se la dio a F. C. R., la reparten en su consulta. La dirección del Carlos III niega cualquier vinculación con IES y sostiene que es una entidad privada, pero la web de esta organización está encabezada por los logotipos de este hospital y el de la Comunidad de Madrid. Además, en la página aparecen la descripción del hospital público, su teléfono y su dirección. El servicio y la fundación, aparentemente, son lo mismo.

Un portavoz del Carlos III aseguró ayer que el hospital desconocía que la guía se reparta en las consultas y declaró que el centro no ha dado permiso para ello. “El hospital desconoce el contenido de los materiales editados”, declaró, “y por tanto no suscribe el contenido de los mismos”. Pero para F. C. R. no es suficiente. Ha decidido cambiarse de médico. “La guía no tiene desperdicio. Es absolutamente delirante”, opina.

Lo mejor para prevenir el VIH es el “amor verdadero”, recomienda. “Una evidencia de padres de familia”, dijo Pablo Labarga, médico del servicio de enfermedades infecciosas del Carlos III y uno de los autores del libro, “pero al final es todo evidencia científica. La guía se basa totalmente en evidencias científicas”.

“Que los homosexuales tengan mayor frecuencia en problemas mentales que los heterosexuales también es una evidencia que psicólogos y psiquiatras han constatado”, aseguró. “Aunque esto, en principio, no tiene relación con la transmisión sexual del sida, y lo único que nos indica es que debemos extremar la calidad de nuestro trato”, declaró. Carlos Alberto Biendicho, miembro del International Aids Society, cree que la guía para adolescentes no mejora precisamente el trato. “Pretende adoctrinar. Quienes se sientan maltratados por situaciones como ésta deberían cambiar de hospital”, dijo.

Todo menos consejos médicos

– “Desde el punto de vista médico, hombre y mujer están llamados a unirse, a ser heterosexuales, bajo las condiciones de su anatomía y de su psicología”.

– “Actitudes que sólo persiguen la satisfacción personal del instinto sexual, con la búsqueda de placer con uno mismo (masturbación) o con otra persona, suelen deteriorar la grandeza de la sexualidad humana”.

– “Aunque algunas legislaciones, como la española, permiten el aborto en determinados supuestos, desde el punto de vista biológico el aborto no es sino acabar con la vida de un ser humano en el seno de su madre”.

Fiocruz cria 1ª droga infantil para Aids em comprimido

Posted in SIDA on 5 de Novembro de 2008 by os.maias

da Folha de S.Paulo, no Rio

O Farmanguinhos, Instituto de Tecnologia em Fármacos da Fiocruz, entrou com um pedido de registro do primeiro anti-retroviral infantil brasileiro –e o primeiro no mundo em comprimido. O medicamento deve beneficiar cerca de 7.000 crianças de até 13 anos portadoras do vírus HIV no país e será exportado para a África.

Para Eduardo Costa, diretor do Farmanguinhos, o produto vem suprir uma carência mundial de formulações pediátricas para Aids. “Há dois anos, a OMS [Organização Mundial da Saúde] alertou para a necessidade de se desenvolver fórmulas infantis, e até agora não foi registrado nenhum medicamento em forma de comprimidos”, disse.

Segundo ele, os produtos existentes são em forma de xarope ou pó para suspensão, o que dificulta o transporte e leva a problemas de estabilidade. No Brasil, o tratamento é feito com comprimidos para adultos, que são partidos de acordo com as necessidades dos pacientes. O método, porém, expõe as crianças a erros de dosagem, o que influencia a absorção pelo organismo.

O desenvolvimento da combinação pediátrica, composta por Lamivudina (30mg) e Zidovudina (60mg), começou em outubro de 2007. Segundo a Farmanguinhos, o medicamento foi aprovado nos testes e se mostrou compatível com a formulação original.

De acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o tempo médio para a concessão de registro para novas drogas é de três meses, podendo ser maior em caso de necessidade de mais informações sobre o produto. Se o registro ocorrer no tempo previsto, a produção deve começar no primeiro trimestre de 2009.

O instituto já produz nove anti-retrovirais, todos para adultos. Há investimentos, porém, em outras duas formulações para crianças.

ONGs que trabalham com portadores de HIV estão sob suspeita

Posted in NOTICIAS, SIDA on 1 de Novembro de 2008 by os.maias

Procuradoria acusa entidades de fraudar convênios; ONGs são intimadas a devolver R$ 560 mil

Fabiane Leite, de O Estado de S. Paulo


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SÃO PAULO – O Programa Nacional de Aids informou nesta sexta-feira, 31, que 57 Organizações Não Governamentais (ONGs) que trabalham com portadores do HIV em todo o País não comprovaram o uso adequado de R$ 2,9 milhões que receberam do Ministério da Saúde para a realização de ações preventivas e de apoio a pessoas que vivem com o vírus da Aids, valor suficiente para a compra de mais de 9 milhões de preservativos – quantidade capaz de abastecer as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro ao longo de um Carnaval, por exemplo.


De acordo com o programa, não foram apresentados documentos comprobatórios de despesas ou há irregularidades nos papéis encaminhados e o órgão decidiu levar os casos ao Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (Denasus) e ao Ministério Público Federal.

Em São Paulo, a Procuradoria já cobra na Justiça a devolução de R$ 560 mil repassados a três ONGs que atuavam na capital. Os valores correspondem aos prejuízos, correções e indenizações ao Estado pelas possíveis irregularidades praticadas pelas organizações, cujos dirigentes estão sendo processados por improbidade administrativa (má gestão) em razão de utilizarem irregularmente recursos públicos.

Falha em notificação sobre Aids derruba ministra no Chile

Posted in SIDA on 29 de Outubro de 2008 by os.maias

REUTERS


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SANTIAGO – A ministra chilena da Saúde, Maria Soledad Barría, renunciou na terça-feira por causa de um escândalo ocorrido no norte do país, um dia depois de a presidente Michelle Bachelet anunciar uma reforma do seu gabinete, preparando-se para a eleição presidencial de 2009.

O governo disse que Bachelet, em visita oficial à Costa Rica, aceitou a renúncia de Barría e designou sua adjunta, Jeanette Vega, para substituí-la.

Neste mês, causou indignação no país a notícia de que um hospital de Iquique (norte) havia deixado de comunicar a dezenas de pacientes que eles estavam contaminados com o HIV, vírus causador da Aids.

Antes de renunciar, a ministra afastou três funcionários possivelmente envolvidos no caso. Ela disse que sairia do cargo para “deixar de lado acusações políticas que estão tentando enlamear um sistema que é bom”.

“As instituições da nossa nação não podem ser alvo dos que buscam obter capital político e querem forçar a derrota do governo”, acrescentou.

Em meio a uma onda de protestos e escândalos, a Concertação (coalizão de centro-esquerda que governa o Chile) sofreu uma derrota nas eleições municipais de domingo, e a Aliança (coalizão de direita) agora é vista como favorita na eleição presidencial de 2009.

(Reportagem de Antonio de la Jara e Bianca Frigiani)

Desenvolvida molécula que bloqueia multiplicação do HIV

Posted in SIDA on 29 de Outubro de 2008 by os.maias

A importância da descoberta está no fato de a molécula funcionar em uma enzima celular e não em uma viral

Efe


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ROMA – Pesquisadores italianos desenvolveram uma molécula que bloqueia a proteína responsável pela multiplicação do vírus da aids no interior das células infectadas, afirma um artigo publicado hoje pelo Journal of Medicinal Chemistry.

A importância da descoberta está no fato de a molécula funcionar em uma enzima celular e não em uma viral, como costumam fazer as que são usadas para combater a doença.

O diretor do Laboratório de Virologia Molecular de Pavia, no norte da Itália, Giovanni Maga, que realizou a pesquisa, explicou que o HIV é “um parasita das células humanas e, portanto, não é capaz de se reproduzir fora do organismo infectado”.

Segundo ele, “o vírus da aids entra em uma célula, normalmente um linfócito do sangue, e retira dela seus recursos nutritivos e energéticos para duplicar o próprio genoma”.

Para esse trabalho de duplicação, o vírus utiliza as proteínas existentes nas células humanas que infecta.

O trabalho de Maga e sua equipe, em colaboração com o laboratório de química farmacêutica da Universidade de Siena, foi o de desenvolver uma molécula que possa bloquear a ação da proteína celular utilizada pelo vírus.

Essa enzima é a proteína DDX3 e o trabalho dos pesquisadores conseguiu criar uma proteína biologicamente “sob medida”, ou seja, capaz de bloquear a entrada do vírus.

Segundo os resultados publicados na revista científica, o bloqueio da proteína DDX3 causa a interrupção da multiplicação do vírus nas células infectadas sem prejudicar as células saudáveis.

Até agora, os remédios contra a aids têm como objetivo bloquear as enzimas do vírus, mas o problema é que este pode sofrer mutação durante o tratamento, o que o torna resistente aos medicamentos.

Maga acredita que, com este sistema, as células têm a probabilidade de conservar sua eficácia durante o tratamento.

África do Sul faz transplante entre portadores de HIV

Posted in CIENCIA, SAÚDE, SIDA on 26 de Outubro de 2008 by os.maias

Portal Terra

CIDADE DO CABO – Cirurgiões sul-africanos realizaram o primeiro transplante de órgãos entre pessoas com HIV positivo. A operação abre o caminho para que milhares de vidas sejam salvas, segundo o site do The Guardian.

Médicos transplantaram rins infectados com o vírus de um único doador para outras duas, também portadoras do HIV, no hospital Groote Schuur, na Cidade do Cabo. A cirurgia foi feita em setembro, mas só se tornou pública quando os pacientes indicaram que o procedimento havia sido considerada um sucesso.

A legislação na África do Sul vetava que pessoas infectadas fossem transplantadas e obrigava o descarte de cerca de um em cada três órgãos de doadores com HIV, devido ao risco de contaminação. Após sofrer críticas por parte dos médicos do país africano, onde um em cada cinco adultos possui o vírus da Aids, a lei foi revogada.

As novas medidas aumentam a chance de portadores do vírus HIV de receber transplantes, já que a oferta de órgãos infectados é grande.

O médico responsável pela cirurgia, Elmi Muller, disse que as condições dos pacientes são excelentes e não há sinais de rejeição. “Pacientes com HIV estão em desvantagem quando se trata de receber um órgão. O procedimento concede uma vantagem para essas pessoas, devido ao alto número de doadores portadores do vírus da Aids”, disse.