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Denunciado, desmascarado, encarcerado

Posted in CRIME, NOTICIAS, REPORTAGENS on 29 de Agosto de 2009 by os.maias

Amigo de famosos, respeitado na medicina, Roger Abdelmassih, o mais conhecido especialista em reprodução assistida do país, tem o registro suspenso e vai parar na cadeia sob a acusação de abusar de pacientes


Com reportagem de Bel Moherdaui, Laura Diniz e Suzana Villaverde

José Patrício/AE
CELA COM VASSOURA
Abdelmassih chega à delegacia, onde ficou encarregado da limpeza da cela: 39 pacientes e 56 episódios de abuso sexual, agora, com nova legislação, definidos como estupros

VEJA TAMBÉM

Roger Abdelmassih levanta-se, faz a barba, passa perfume e, depois, uma vassoura na cela. Um dos médicos mais conhecidos do país, responsável por praticamente todos os filhos de famosos gerados com auxílio da medicina, ele foi preso na segunda-feira passada e, na quinta, falou a VEJA na cela de 16 metros quadrados, com colchonetes sobre camas de cimento, uma mesinha e um vaso sanitário, que divide à noite com outro detido – durante o dia, os seis presos com formação universitária e, por isso, acomodações separadas no 40º Distrito Policial de São Paulo ficam num pátio. “Continuo com a minha dignidade”, declarou (veja a entrevista abaixo). Aos 65 anos, o homem que conseguia tirar Roberto Carlos de casa, recebia a gratidão de Pelé e dava jantares a Hebe Camargo, com vinhos faustosos e gorjetas de 300 reais aos empregados, enfrenta denúncias devastadoras. São 56 acusações de estupro contra 39 mulheres, todas pacientes de sua clínica em São Paulo, um endereço que, antes da avalanche, chegou a alcançar prestígio internacional.

A investigação contra Abdelmassih começou em maio do ano passado, veio a público em janeiro e na semana passada ganhou nova dimensão com a sua prisão preventiva. Quando aflorou, a maioria dos casos era tratada como abuso sexual. Agora as acusações são de estupro. A mudança aconteceu em razão de uma nova legislação sobre crimes de natureza sexual, em vigor desde 7 de agosto. Segundo ela, qualquer ato sexual violento praticado contra alguém, anteriormente designado como atentado violento ao pudor, passa a ser considerado estupro (as mudanças são explicadas no quadro). A mudança é conceitual, mas as penas previstas para os crimes, antes designados de maneira diferente e agora unificados, já eram idênticas. Por causa disso, a legislação pode ser aplicada retroativamente no caso de Abdelmassih, cujo processo criminal só foi instaurado agora e ainda deve seguir todas as etapas previstas em lei até um eventual julgamento.

Os crimes sexuais sem violência que deixe marcas explícitas são por natureza complicados. Na ausência de provas colhidas a tempo, ou mesmo de denúncias contemporâneas aos atos que lhe são atribuídos, pesam contra Abdelmassih a quantidade e a similitude de depoimentos. Algumas dessas mulheres foram ouvidas e identificadas por VEJA. Tanto elas quanto as que preferiram continuar anônimas contam histórias parecidas. Procuraram a clínica de reprodução assistida mais famosa do Brasil, fecharam pacotes caros e foram assediadas. Contam de beijos forçados, carícias íntimas. Às vezes, pouco depois de conhecer a paciente, ele se declarava apaixonado. Algumas falam que foram lambidas. Outras, que o médico passava o pênis por seu corpo. Uma tem certeza de que o ato sexual, com penetração vaginal, foi consumado; outra teve sangramento anal. Os avanços menos violentos, segundo relatam, aconteciam durante consultas, os mais torpes com as pacientes ainda sob efeito da anestesia, usada no procedimento em que os óvulos são retirados para ser fertilizados em laboratório. Abdelmassih já disse que as mulheres que o acusam sofreram alucinações sexuais provocadas pelo anestésico.

Nenhum homem e poucas mulheres sabem o que é o impulso consumidor da maternidade frustrada – mas todos conseguem entender de alguma forma o processo. O desejo de ser mãe chega a queimar por dentro, de tão intenso. Nada mais importa, nada mais tem significado. Também nisso as ex-pacientes ouvidas por VEJA, entre outras, fazem relatos parecidos. São mulheres de classe média, com bom nível de instrução, capacidade plena de distinguir o certo do errado e, hoje, de expor com lucidez o que aconteceu. Mas queriam desesperadamente engravidar e pagaram um bom preço, em dinheiro – 30 000 reais era o valor médio cobrado pela clínica Abdelmassih por três tentativas – e principalmente em investimento emocional. “Você saía de lá se sentindo grávida. Ele te olhava nos olhos e dizia que ia dar o seu filho”, conta Ivanilde Vieira Serebrenic. Sindicalista de Marília, ela narra ter acordado da anestesia sentindo o corpo do médico “em cima de mim, com a calça arriada e o pênis na minha mão, suja de esperma”. Ela engravidou de trigêmeos em outra clínica e até hoje teme que “meus filhos achem que precisei passar por isso para tê-los”. Por motivos parecidos, na maioria dos casos, as ex-pacientes não interromperam o tratamento mesmo diante das investidas que denunciam. Até os maridos a quem contavam os avanços se sentiam intimidados, tanto pelos filhos que almejavam ter com o tratamento quanto pela importância profissional e social de Abdelmassih, cuja clínica fica num casarão imponente num dos lugares mais caros de São Paulo, hoje com trinta funcionários – já chegou a ter 45 antes das denúncias – e pesquisadores brasileiros e estrangeiros.

De família de imigrantes libaneses pobres, Abdelmassih nasceu no interior de São Paulo, fez medicina na Unicamp e trabalhou com o médico Milton Nakamura, responsável pelo nascimento do primeiro bebê de proveta no Brasil. Casou-se com uma mulher de extraordinária beleza, Sonia, a quem cercava com uma levantina muralha de ciúme. Dos cinco filhos, todos com o sobrenome Abdelmassih, três são do primeiro casamento dela: o ginecologista Vicente, a reputada embriologista Soraya e a técnica em biologia Juliana. Os dois primeiros trabalham na clínica. Sonia morreu de câncer em agosto do ano passado. Quando falava da mulher, o médico ficava de olhos marejados. Abdelmassih parecia um caso extraordinário de sucesso, produto tanto da meritocracia quanto dos contatos sociais incessantemente cultivados. Bem relacionado e bem-falante, o médico animava as conversas com segredinhos que deixava escapar aqui e ali – e quem melhor do que ele para conhecer a intimidade de famosos?

O caso contra Abdelmassih foi iniciado por uma ex-funcionária da clínica, que procurou o Ministério Público de São Paulo querendo prestar depoimento contra ele. O testemunho dela estava comprometido – a certa altura, tentou chantagear o médico. Mas as pacientes cujo nome ela deu foram confirmando o que se configurou como uma cadeia de abusos. Com a divulgação das denúncias, mais mulheres se apresentaram espontaneamente com histórias semelhantes: achavam que haviam sido as únicas e carregavam sentimentos de culpa, ressentimento e impotência. Algumas acabaram o casamento; outras, que conseguiram engravidar, temiam que fossem lançadas sombras terríveis sobre a geração de seus filhos. Mas, ao perceberem que havia mulheres em situação parecida, sentiram-se encorajadas a vir a público.

Não há quem tome conhecimento de seus depoimentos sem sentir asco, revolta e raiva. É da coerência e do poder de convencimento dessas mulheres que dependerá o resultado de um eventual julgamento. Caso se atrapalhem e caiam em contradição, a acusação, já sem provas materiais, pode ruir. Abdelmassih evidentemente tem um renomado advogado, José Luis Oliveira Lima, que conta entre seus clientes o ex-banqueiro Salvatore Cacciola e o mensalista José Dirceu. A preocupação imediata dele era conseguir um habeas corpus que tirasse o médico da cadeia, o que não é improvável. Os argumentos usados pelos promotores, e acatados pelo juiz Bruno Paes Straforini, para manter o indiciado em prisão preventiva são a quantidade de acusações, o “prolongado tempo de atividade ilícita”, o uso de recurso vil para abusar de vítimas anestesiadas e a influência social de Abdelmassih. A defesa já tem uma estratégia, claro. “Não há nenhuma prova da acusação de estupro”, diz o advogado. “Doutor Roger atendeu mais de 20 000 mulheres durante sua carreira. Fez mais de 5 000 crianças. Perto dessas cifras, o número de 56 denúncias torna-se questionável.” Lançar dúvidas sobre a motivação das acusadoras também está nas regras do jogo e Oliveira Lima diz que “as acusações podem fazer parte de uma ação organizada destinada a obter indenizações do médico”.

Abdelmassih também pode ser acusado de sonegação fiscal e manipulação genética. Algumas mulheres declaram que ele propôs o uso de óvulos de doadora geneticamente parecida ou de esperma igualmente anônimo para garantir a fertilização, sem o conhecimento dos maridos, o que fere a ética. Depois que VEJA publicou a primeira reportagem sobre o caso, um empresário do Espírito Santo entrou em contato com a revista. Disse que em 1993 foi com a mulher à clínica de Abdelmassih. Relatou ter conhecimento de que a infertilidade era de sua parte, mas não queria que fosse usado sêmen de outro homem. Desconfiou quando a mulher engravidou e, depois do nascimento do casal de gêmeos, fez um teste de DNA no qual ficou demonstrado que não era o pai biológico. Procurou o médico e afirma ter aceitado uma proposta de 600.000 reais em troca da assinatura de um documento, com data retroativa, concordando com a fertilização com esperma de doador. O empresário diz que, ao fazer isso, destruiu a própria vida. Separou-se da mulher, rejeitou os gêmeos e passou a alimentar um ódio mortal ao médico. A ex-mulher endossou sua versão e disse ter contado aos filhos, hoje com 15 anos, a verdade sobre sua origem.

A ideia de que milhares de pessoas que tiveram seus filhos na clínica paulista possam agora alimentar dúvidas sobre o tratamento, mesmo sem que lhes tenha acontecido nada de irregular, é profundamente perturbadora. Abdelmassih está temporariamente impedido de praticar a medicina. No dia 7, o Conselho Regional de Medicina de São Paulo abriu 51 processos de assédio contra o médico – quase o número total de processos feitos pelo órgão nos últimos nove anos. De 2000 a 2008, o CRM recebeu 272 denúncias de assédio sexual, sendo que apenas 61, contra 53 médicos, viraram processos. Desses, só 28 foram julgados por seus pares e a metade foi absolvida sem nenhuma pena. Apenas dois médicos receberam a penalidade máxima, a cassação do registro profissional. Um deles é o pediatra Eugênio Chipkevitch, que dopava meninos e abusava deles em seu consultório. Como também filmava secretamente as infâmias, teve contra ele provas irretorquíveis. “A grande dificuldade nos casos de assédio é que não existem provas materiais”, diz o pediatra Henrique Carlos Gonçalves. “Mas hoje já se admite que testemunhas, antecedentes do acusado, determinados comportamentos e postura da própria vítima podem ser elementos considerados no processo.” Como presidente do conselho paulista, ele não pode comentar o caso de Abdelmassih, exceto por reconhecer que instaurar 51 processos contra um médico é um fato sem precedentes. “O máximo que já recebemos contra um único médico foram três denúncias de assédio sexual”, afirma Gonçalves.

Abdelmassih está bem recuperado da cirurgia feita no fim do ano passado em razão de um aneurisma na aorta. Namora a procuradora Larissa Maria Sacco, com quem frequentava restaurantes e shoppings antes da prisão. “Espero que ela seja no futuro a minha mulher”, disse ele a VEJA. Na entrevista, o médico chorou ao falar da noiva. Depois, demonstrou orgulho ao revelar um outro detalhe no campo das conquistas amorosas: “Tenho recebido muito apoio. Tenho de lhe dizer que há uma mulher que mandou cartas se dizendo apaixonada”.

“FOI DOUTOR ROGER QUE FEZ”

Fotos Antonio Milena

A lista de pacientes famosos de Roger Abdelmassih parece índice de revista de celebridades: Pelé e Assíria, Tom Cavalcante e Patrícia, Gugu Liberato e Rose, Luiza Tomé e Adriano Facchini, Fernando Collor e Caroline (a tentativa com a mulher anterior, Rosane, não deu certo), Carlos Alberto de Nóbrega e Andréa, Moacyr Franco e Daniela. Ter um filho – ou, em geral, dois, como é praxe na reprodução assistida – e dizer que “foi doutor Roger que fez” virou quase um atestado de status. Amigo de celebridades como Roberto Carlos e Hebe Camargo, ele chegou a se autonomear “Doutor Vida”, sem nenhuma modéstia, como é comum entre grandes médicos. Tem em sua conta mais de 7 000 bebês. Entre os pacientes menos conhecidos, duas constantes: mulheres que esperaram demais e casais compostos de um homem mais velho e a segunda esposa novinha, que, na sua definição, vinha “garantir a herança”.

“ESTOU MACHUCADO DEMAIS. E INJUSTIÇADO”

O médico Roger Abdelmassih falou a VEJA na quinta-feira passada, na cela onde estava preso, no 40º Distrito Policial de São Paulo. Perfumado, barbeado e usando agasalho de moletom azul-escuro e mocassim bege levados pela família, chorou duas vezes e disse que estava “envergonhado” de ser visto daquela forma. Suas declarações:

Como é o seu dia na prisão? Eu tenho dormido pouco, porque não quero tomar nenhuma medicação. Durmo, acordo, leio, durmo mais um pouco, leio. Tenho lido a Bíblia e o livro A Cabana.

E os cuidados pessoais? Eu acordo às 7 horas, me barbeio todos os dias, uso desodorante e faço minha higiene normal. Continuo com a minha dignidade.

O senhor já parou para pensar que pode ser condenado e passar muitos anos na prisão? Nestes poucos dias aqui, estou sofrendo muito. Eu estou pagando aqui pelos caminhos da vida. Não por esses fatos que estão aí, mas por outras colocações. Essa prisão é injusta. Não sou nenhum indivíduo perigoso. Tenho absoluta certeza da minha inocência e de que vou ser julgado e inocentado.

Se o senhor pudesse encontrar ao menos uma mulher que o acusa de tê-la estuprado, o que o senhor diria a ela? Quero lhe dizer que estou muito sensibilizado, muito sensível. Eu iria olhar bem no rosto dela e falar: “Você endoidou”. Quer dizer, desculpe, não endoidou, você não está falando a realidade etc. Eu estou machucado demais. E injustiçado.

Em janeiro, o número de mulheres ouvidas nas investigações era nove. Agora são quase sessenta. Como o senhor explica essa multiplicação de denunciantes? Obviamente, foi pela publicação e agitação natural. Há também outras razões que eu posso imaginar, mas prefiro não falar. O que posso dizer é que tenho absoluta segurança da minha inocência e que a Justiça vai mostrar isso. Quem está me acusando vai ter de responder por isso.

É verdade que o movimento em sua clínica caiu 90%? Não. Até o momento em que fui trazido para cá, tive perda entre 40% e 50%.

Sua defesa poderia alegar algum tipo de desvio psíquico? Absolutamente. Eu tenho 20 000 mulheres que entraram na minha clínica. Mulheres absolutamente lindas, ou não. Eu sou assim, uma pessoa sensível, simpática, querida.

Egberto Nogueira/ Ima Galeria

“Procurei a clínica do doutor Roger em 2001 porque queria engravidar, mas meu ex-marido, com quem era casada na época, havia feito vasectomia. Já na primeira consulta, com meu marido ao lado, Roger tentou esfregar o pé dele no meu, debaixo da mesa, algumas vezes.
Eu tirei meu pé, achei estranho, mas não falei nada porque tinha medo de que meu marido quisesse interromper o tratamento. Fechamos um pacote para três tentativas por 30 000 reais. Daí em diante, passei a ir sozinha às consultas, que eram sempre bem cedo. Fiquei a sós com o doutor Roger diversas vezes e nada aconteceu. Até que, um dia, estávamos sozinhos numa sala, ele me pegou pelo pescoço, me empurrou na parede, me beijou à força e ficou passando a língua na minha boca. Eu me desvencilhei e perguntei se ele era louco. Ele não respondeu. Limpei a boca, com nojo, e fui embora. Não contei nada, de novo, porque meu sonho era ser mãe. Na segunda tentativa, a fertilização deu certo, e hoje eu tenho filhos gêmeos lindos, de 7 anos. Não me arrependo de nada porque realizei meu sonho. Resolvi denunciar quando soube que ele tinha feito isso e coisas muito mais graves com várias mulheres. Até então, pensava que havia sido só comigo. Eu espero que ele fique 500 anos preso.”
Gislaine Afanasiev 39 anos, dona de casa de São Paulo, SP

Manoel Marques

“Comecei o tratamento em 2003. Um pacote de três tentativas custava 48 000 reais com recibo e 30 000 sem, e escolhemos o modo mais barato. Não engravidei na primeira tentativa. Na consulta para a segunda, fui sozinha, sem meu marido. Perguntei se eu podia escolher o sexo do bebê, porque queria menina. Ele disse que sim, mas isso custaria mais 1 200 dólares. Aceitei. Ao final da consulta, levantamos e nessa hora o Roger se postou na minha frente, me empurrou contra a mesa, puxou meu pescoço e, enquanto espremia seu corpo contra o meu, me deu um beijo de língua. Eu cerrei os dentes, mas não adiantou, ele ficou passando sua língua nojenta na minha boca. Levantei o joelho e tentei bater nele. Ele se assustou e se afastou. Eu o empurrei e saí correndo. Contei tudo ao meu marido. Ele sugeriu que a gente nunca mais voltasse lá, mas não denunciasse o Roger porque seria a palavra dele contra a nossa. Eu não queria deixar meu dinheiro lá, então resolvemos continuar o tratamento com outro médico da clínica. Fiz o resto dos procedimentos com Vicente, filho do Roger. Consegui engravidar na segunda tentativa, de gêmeas. Decidi dar o meu depoimento porque vi que a defesa do médico está dizendo que as mulheres que o atacam são frustradas por não terem conseguido ter filhos. Comigo, isso não aconteceu. Eu tenho duas filhas, mas mesmo assim denunciei esse monstro.”
Helena Leardini 40 anos, dona de casa de Curitiba, PR

Egberto Nogueira/Imafotogaleria

“No dia da aspiração dos óvulos, acordei da sedação e o doutor Roger estava me abraçando e me dando parabéns. Depois, começou a me lamber. Dizia ‘você é linda, é muito especial, vem cá’, enquanto colocava a mão no meu peito por dentro do avental. Também pôs o pênis para fora e levou minha mão até lá. Colocou um dedo dentro da minha vagina. Eu estava confusa e fraca, me joguei no banheiro e tranquei a porta. Ele batia e dizia: ‘Sai, carioca, vai ser muito bom pra você’”. Pensei em fazer escândalo, mas também pensava que meus filhos já estavam ali dentro da clínica. Enquanto meu marido assinava um cheque, o doutor Roger me puxou para dentro de uma sala. Tentou me beijar e enfiou a mão dentro da minha blusa. Saí correndo. Passei a noite tomando banho e fingindo estar com dor. Engravidei, mas perdi pouco depois. Na segunda tentativa, ao encontrar o doutor Roger no corredor, saí correndo e não quis voltar nunca mais. Não procurei outro tratamento e não fui mais a médico homem. Quando li as primeiras denúncias na imprensa, comecei a chorar e decidi contar para o meu marido, apesar do medo de que ele fosse ter nojo de mim. Ele disse que estava ao meu lado. Antes de denunciar, não me sentia digna porque não estava fazendo a minha parte, que era falar, para impedir que outras mulheres sofressem. Só no dia do meu depoimento consegui fazer uma oração de novo.”
Crystiane Cardoso de Souza 37 anos, advogada do Rio de Janeiro, RJ

Paulo Vitale

“Na segunda tentativa que fiz de engravidar, ele começou a tomar liberdades, passava a mão no meu cabelo, me abraçava. Um dia, na sala dele, me acuou contra a parede, pôs as mãos no meu seio, puxou minha mão para tocá-lo e começou a me beijar. Fiquei completamente paralisada, atordoada, mas nem pensei em parar o tratamento. Pensava: será que eu dei essa abertura? Passei a levar sempre alguém comigo, mas, quando ficávamos sozinhos, ele fazia de novo. Várias vezes tentou me beijar, enfiava a língua na minha boca, segurava meu seio, colocava minha mão no pênis dele. Uma vez eu estava de batom e sujei o bigode dele. Fiquei transtornada ao ver aquilo. Quando estava na posição ginecológica para colher os óvulos, ele se encaixava entre minhas pernas, punha as mãos nos meus joelhos e ficava me olhando, falando para eu ficar calma. Se fosse outro médico, daria um tapa na cara dele, sairia dali e nunca mais voltaria. Mas eu tinha um sonho. O que dava prazer nele era esse medo, ver até que ponto poderia mexer com a gente sem ninguém falar nada. Finalmente, contei para o meu marido só que ele tinha tentado me beijar na boca. Ele ficou transtornado. Parei de tentar engravidar na terceira vez. Depois de tudo, eu me separei, fiquei abalada emocionalmente. Nunca mais fui ao ginecologista.”
Cristina Silva 45 anos, consultora de viagens de São Caetano, SP

Gripe A H1N1

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Entidade de defesa do consumidor realiza Prêmio de Empresa Má

Posted in REPORTAGENS on 3 de Dezembro de 2008 by os.maias
A organização Consumers International premiou cinco empresas por seus comportamentos irresponsáveis. A intenção é chamar a atenção dos consumidores e obrigar as empresas a repensar sua conduta
REDAÇÃO ÉPOCA

Termos como sustentabilidade empresarial, governança corporativa e ética com o consumidor estão em moda. Todas as grandes companhias preparam grandes relatórios anuais para ressaltar seus pontos positivos. Mas nem todos caem nos relatórios de sustentabilidade das empresas. A Consumers International (CI), uma organização de defesa dos consumidores com sede em 115 países, realiza todos os anos o seu Bad Company Awards, ou Prêmio de Empresas Más, e elege as multinacionais mais prejudiciais aos consumidores e à população em geral.

O objetivo da campanha é chamar a atenção dos consumidores para os seus direitos e enfatizar as condutas irresponsáveis das empresas. Neste ano os eleitos foram a rede global de supermercados Tesco; a parceria entre a Kellogg´s e a Lego; a empresa farmacêutica Eli Lilly; a Samsung e a Toyota.

Confira abaixo a categoria de cada “vencedor” e os motivos que lhes garantiram o troféu.

 Reprodução
Tesco – Prêmio Marreta por silenciar críticas
Uma das grandes redes mundiais de varejo, a Tesco está processando três jornalistas tailandeses que criticaram o modo de expansão da empresa no continente asiático. A rede está exigindo cerca de US$ 34 milhões de indenização dos repórteres que expuseram o impacto que o crescimento da companhia está causando aos negócios locais. Segundo a CI, ao tentar reprimir a divulgação das notícias, a Tesco deixou claro o seu desdém pelas comunidades locais, indiferença ao direito à informação dos consumidores e a busca do lucro acima de qualquer coisa.

 Divulgação
Kellogg´s e Lego – Prêmio Ocultação de Perigo Óbvio por fazer um doce em formato de bloco de Lego

A Kellogg´s, fabricante do mundialmente famoso Sucrilhos, lançou doces com formato e cores idênticos aos blocos de plástico do brinquedo Lego. Adultos e crianças maiores são capazes de diferenciar os cereais dos biscoitos, mas crianças pequenas podem muito bem confundir as peças de Lego com os doces.

 Divulgação
Eli Lilly – Prêmio Overdose de Marketing por promoção excessiva

A justificativa para a vitória da companhia farmacêutica é a promoção indiscriminada da droga Cialis, usada no tratamento da impotência sexual masculina. A campanha publicitária, que custou US$ 152 milhões, parece ter dado certo. A vendagem do produto foi de US$ 1,1 bilhão em 2007.

A crítica é que a droga, vendida em larga escala no mundo, não foi aprovada em todos os testes. Uma pesquisa da Consumers Union, ONG americana associada à CI, constatou que menos da metade dos homens teve resultados efetivos com o uso do medicamento e cerca de um terço deles sofreu efeitos colaterais. A empresa já foi responsabilizada na Inglaterra por não prestar informações adequadas sobre os efeitos colaterais do Cialis, que incluem dores de cabeça, azia e dores musculares.

 Reprodução
Samsung – Prêmio Ocupação Secundária “Legal” por vender tanques de Guerra, além de TVs

A multinacional sul-coreana possui uma braço militar, além da tradicional linha de eletro-eletrônicos. A Samsung-Techwin fabrica o tanque de guerra K-9 Thunder, utilizado pelas forças armadas da Coréia do Sul, da Turquia e outros. A CI chama a atenção para a ironia do vídeo promocional da linha militar da Samsung. No filme, a empresa afirma “esforçar-se para manter a paz em todo o mundo”.

 Divulgação
Toyota – Prêmio Lavagem Verde por impacto ambiental

A indústria automobilística sempre foi considerada uma vilã ambiental, mas o que fez a montadora japonesa se destacar entre as outras foi o constante uso de slogans enganosos e publicidade contraditória. A CI cita a campanha publicitária Harmony, que diz que “a melhor maneira de causar um impacto no meio ambiente é ter o menor impacto ambiental possível”. Aparentemente, a empresa se esqueceu de que os produtos que fabrica, além de consumirem matéria-prima e energia, não são biodegradáveis e são emissores de poluição.

O apelo da “baixa emissão de poluentes” que a Toyota divulga em sua publicidade cai por terra quando o impacto ambiental de sua linha de veículos é analisado. A montadora fabrica diversos modelos de SUV, caminhonetes esportivas famosas por seu grande consumo de combustível e altas taxas de emissão de CO2.

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Recebemos sua solicitação de desbloqueio em 30 de Novembro de 2008. Em nome dos robôs, desculpamo-nos por bloquear seu blog, que não é de spams. Aguarde enquanto analisamos seu blog e verificamos se ele não é um blog de spams

El ‘mantra’ de la reforma de la ONU

Posted in REPORTAGENS on 3 de Dezembro de 2008 by os.maias


Por ILANA BET EL*
Actualizado 02-12-2008 11:35 CET

La ONU es por definición una organización ineficiente —basta recordar que fue creada para expresar tanto aspiraciones como objetivos, sueños y geopolítica—, desde las cuestiones mundanas de dinero y materiales, a las estructuras de departamentos y comités. Sin embargo, los dos componentes más cruciales de la institución son la voluntad política y el respeto, ambos muy intangibles y, por desgracia, ausentes en la organización hoy en día.

UN Photo/ Devra Berkowitz

El Consejo de Seguridad trata sobre Kosovo, la semana pasada.

En los medios, se retrata la triste situación de la ONU como un callejón sin salida entre la organización y los Estados, aunque eso es una tautología: la organización son los Estados. El Secretariado puede y debe rendir cuentas y probablemente se podría hacer que fuera más eficiente, al menos en los organigramas. Muchas consultoras de administración han hecho mucho dinero pellizcando al sistema y algunos de sus consejos se han puesto en práctica. Pero el simple sentido común no cambiará el duro hecho de que el problema no se origina en la burocracia, creada para servir a los ideales.

La voluntad política reside en los Estados que conforman la ONU: son ellos los que tienen que decidir lo que la organización debería hacer, cómo y cuándo; y es labor suya el distribuir los recursos necesarios. Esto es cierto, sobre todo en lo concerniente al mantenimiento de la paz y a la prevención de conflictos, pero también para todos los demás departamentos. Así pues, es función del enorme Secretariado el poner en práctica estas decisiones de la mejor forma posible. El respeto reside en las personas del mundo: todos y cada uno de nosotros necesitamos a la ONU, y tenemos derecho a sentirnos engañados cuando no cumple su función. Es más, en ausencia de dinero o de medios apropiados de intervención, la ONU es poderosa únicamente en el sentido de que se la respeta por su significado moral y ético.

Todos y cada uno de nosotros necesitamos a la ONU, y tenemos derecho a sentirnos engañados cuando no cumple su función.

La creación de la ONU requirió una cantidad enorme de voluntad política, ya que era en su origen un acto de fe por parte de todos los involucrados. Un gesto masivo basado en un deseo sincero de repudiar la vil historia de dos guerras mundiales y crear un mundo diferente. Se ha convertido en un cliché discutir si las potencias dominantes que la hicieron posible —EEUU, Rusia, China, Francia y el Reino Unido, los Cinco Permanentes en el Consejo de Seguridad— dictaron los términos para su propio beneficio. Pero, ¿y qué? Aún así crearon una institución con un objetivo profundo que permitía una innovación substancial en los asuntos mundiales, que sigue siendo importante hoy en día. Un lugar de encuentro común para todos los Estados y pueblos del mundo, un ruedo para discutir y debatir cuestiones en vez de pulsar el gatillo inmediatamente. Aunque hablar no ayude siempre a resolver los problemas, hay que recordar que antes de la existencia de la ONU no era siquiera una verdadera opción.

EEUU, desde su derrota en Somalia, se niega a ofrecer tropas para las misiones de la ONU. En la foto, cascos azules en Haití.

La creación de la ONU también requirió respeto, que era aparente al principio, pero que se extinguió rápidamente, desde que la Guerra Fría tomó el poder. Entonces la institución, más que ser una herramienta colectiva para la acción internacional, se convirtió en una parte más de la prolongada confrontación, usándola cínicamente por los Estados para sus propios fines. En 1991 pareció surgir un deseo sincero de detener esta caída en picado y situar a la ONU, como herramienta de colaboración, en el centro de los asuntos mundiales. Repentinamente ganó mucho respeto, pero paradójicamente perdió toda su voluntad política. A medida que la organización se volvía más y más ambiciosa, con intervenciones por todo el planeta, los Estados cada vez estaban menos inclinados a ofrecer recursos o un apoyo político serio. En otra caída en picado, misiones tan mal configuradas como las de Somalia, Ruanda y los Balcanes, fracasaban constantemente.

Poca voluntad para afrontar la reforma de la ONU

Todo el mundo está al corriente de estas cuestiones, pero son reticentes a tratarlas. En lugar de eso se ha desarrollado un mantra de ‘reforma de la ONU’ que incluye tres elementos principales: la reforma del Consejo de Seguridad, mejores recursos y una gestión más robusta. Como todos ellos requieren voluntad política, hay pocas opciones de que se lleve a cabo.

UN Photo/ Devra Berkowitz

La Asamblea General de Naciones Unidas analiza la situación de Oriente Medio, la semana pasada.

La reforma del Consejo de Seguridad significa su reconfiguración para que refleje el balance actual del poder mundial lo que, como mínimo, significaría que Francia y el Reino Unido renunciasen a sus asientos, en favor de uno solo para toda la UE, y que América Latina y África consiguiesen un representante. No hay ninguna voluntad política de cambio en esos dos Estados europeos y muy poca habilidad para generar un consenso respecto a la representación de los otros dos continentes.

Mejores recursos significa asignar más dinero, así como tropas y armas para las intervenciones —junto con la voluntad de usarlas para conseguir un efecto—. Todo lo cual es una condición ‘sine qua non’ para los Estados europeos y, por lo tanto, una razón para seguir el ejemplo en otros Estados del mundo. Mientras que EEUU, desde su derrota en Somalia, se niega de plano a ofrecer tropas para las misiones de la ONU. Y finalmente, una gestión más robusta del Secretariado de la ONU significaría un desafío mayor para los Estados, que están absolutamente dispuestos a unirse al coro culpando a la ONU por sus insuficiencias, en vez de verlas como un desafío. Esto, por supuesto, aumenta la falta de respeto por la ONU en todo el mundo, lo que significa que hay menos disposición pública para apoyarla.

Entonces, ¿qué debe hacerse? Un plan ambicioso sería exigir un nuevo acuerdo sobre el sistema internacional, junto con los intentos de un segundo acuerdo de Bretton Woods: todos fueron creados juntos, como parte de una visión de posguerra única, y todos deberían ser reformados juntos. Si eso no es posible, puede que sea hora de aceptar lo que de bueno hay en la ONU, en vez de desear constantemente que fuera algo más. Es una buena plataforma para el intercambio, para el debate entre enemigos y para discursos sobre el bien y el mal. Mientras permanezca abierta a todos, también se la podrá apreciar por este logro en lugar de quejarse constantemente de su tamaño. Quizá eso restablecerá algo su respeto, y quién sabe, puede que algún día llueva a la voluntad política.


* Ilana Bet El es analista política en Bruselas y ex asesora en el Departamento de Asuntos Políticos (DPA) de Naciones Unidas.

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La venganza de los Hijos de Irak

Posted in REPORTAGENS on 3 de Dezembro de 2008 by os.maias

Antiguos insurgentes suníes combaten a Al Qaeda junto a las tropas de EE UU

RAMÓN LOBO (ENVIADO ESPECIAL) – Bagdad – 03/12/2008

“Nosotros no vemos al enemigo, ellos sí”, asegura el coronel John Hort, jefe del III Batallón de la IV División de Infantería de EE UU, responsable de Ciudad Sáder y Adhamiya, dos de los barrios más complicados de Bagdad. Se refiere al movimiento Shawa, el Despertar, rebautizado por los estadounidenses como los Hijos de Irak. Sus milicias han jugado un papel esencial en el combate a Al Qaeda y en la mejora de la seguridad.

“Somos del barrio y sabemos quiénes son los malos”, dice un jefe de la milicia

De atentar contra las tropas extranjeras han pasado a colaborar con ellas a cambio de un sueldo de 300 dólares (240 euros) mensuales. Los brutales atentados de la organización de Abu Musab al Zarqaui y su visión extremista del islam desataron la inquina de las tribus suníes de la provincia de Al Anbar.

El general David Petraeus, experto en contrainsurgencia y responsable de las tropas de EE UU en Irak desde principios de 2007 hasta septiembre pasado, aprovechó la situación tras la muerte de Al Zarqaui, en junio de 2006, causada por un misil estadounidense, para ganarse a los jefes tribales y a sus milicias. “Su acierto fue aceptar que coexistían dos insurgencias, una nacional, con la que podíamos negociar, y otra extranjera y radical, con la que nos enfrentamos también en Afganistán”, dice un oficial de EE UU.

A Petraeus le costó convencer a sus jefes en Washington de que gastar dinero en su plan era una buena idea: 16 millones de dólares mensuales en salarios para los cerca de 90.000 Hijos de Irak, el 80% de ellos suníes, según cifras de 2008. Los resultados sobre el campo de batalla le dieron la razón. Ahora, empieza a exportar su receta a Afganistán y al norte de Pakistán: hallar aliados locales que sepan ver al enemigo.

En casa de Oday Jihad hay una reunión de notables. El que fuera jefe de los Hijos de Irak de Adhamiya sur, los recibe con los besos rituales en el hombro de la chilaba y los hace pasar al diwan. Oday está irritado y así se lo explica a los estadounidenses porque el Gobierno le ha destituido. Disparó en la pierna a un rival y fue encarcelado. “Es un buen tipo que nos ha ayudado mucho, pero no se puede ir por ahí disparando a la gente. Tratamos de conservar su cooperación, pero quien comete un error tiene que pagar el precio”, dice el capitán Tad Slatter.

Al Gobierno del chií Nuri al Maliki no le agradan las milicias del Despertar, las considera un problema potencial tras la retirada norteamericana. También abundan los críticos en EE UU que acusan a Petraeus de haber comprado la insurgencia suní. Pero nadie niega que los Hijos de Irak han dejado a Al Qaeda contra las cuerdas en el país árabe. “Somos de este barrio y conocemos a todos. Sabemos quiénes son los malos. Distinguimos los rostros y los acentos. Somos la primera línea del frente”, dice Uday Abdulhasim, responsable de los controles cerca del río Tigris.

La condición para alistarse en el Despertar era carecer de antecedentes penales. Pero muchos de los que colocaban bombas a las patrullas de EE UU hasta mediados de 2006 son ahora miembros del movimiento. Las autoridades estadounidenses han aceptado una amnistía de hecho sobre sus anteriores actividades.

Hasta la fecha, sólo 8.200 milicianos se han integrado en las fuerzas de seguridad iraquíes. Según informó Petraeus ante el Congreso de EE UU, otros 30.000 han obtenido trabajo en ministerios civiles. Una de las preocupaciones de los Hijos de Irak es su futuro. Ellos tienen trabajo en un país con más del 50% de desempleo. Uno de los programas en marcha es enseñarles un oficio y procurarles un modo de vida para cuando llegue la desmovilización.

El Ejército norteamericano asaltó Faluya a finales de 2004, convertida en la capital de todas las insurgencias. Lo que se ganó por las armas entonces se ha podido mantener gracias a la implicación de las tribus. Al Zarqaui se vio obligado a moverse a Baquba, a unos 60 kilómetros al norte de Bagdad, donde fue eliminado. Alguien delató su posición.

“Después de cinco años y medio hemos roto las barreras culturales. Había muchos detalles que no conocíamos del funcionamiento de las tribus. También había cosas que ellos no sabían de nosotros. Ahora, el entendimiento es mejor y la gente tiene más confianza”, asegura Slatter. “Es curioso que los suníes, que fueron los que peor nos recibieron en 2003, sean ahora los que más quieren que nos quedemos”.

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TERROR EM SÃO PAULO

Posted in REPORTAGENS on 1 de Dezembro de 2008 by os.maias

São Paulo, 15 de maio de 2006

Acuada por ameaças, boatos, tiros e incêndios, a cidade parou. As autoridades não souberam reagir às ameaças. Comércio e indústria tiveram prejuízos imensos. Cidadãos se sentiram à mercê dos bandidos. E o medo ainda não passou

Com Tânia Nogueira e Eduardo Vieira

Terminal Bandeira, 16h00

Um congestionamento de 212 quilômetros, o triplo do normal para as 18 horas, não chega a ser recorde na cidade de São Paulo. Mas esse congestionamento foi diferente. Os motoristas não buzinavam nem se xingavam. Pairava uma espécie de solidariedade dos oprimidos. E as ruas não tinham ônibus. Nas calçadas, milhões de pessoas caminhavam, numa temperatura perto dos 15 graus, caladas, com passos apertados. A segunda-feira 15 de maio entrou para a história da cidade. Foi o dia em que São Paulo teve medo.

Havia razões objetivas para esse medo. Entre a noite da sexta-feira e a madrugada daquela segunda, criminosos a mando do Primeiro Comando da Capital (PCC) tinham iniciado uma caçada às forças da lei. Assassinaram, no fim de semana, 39 agentes, entre policiais militares, policiais civis, guardas municipais e guardas penitenciários, além de quatro cidadãos comuns. Também tinham incendiado 56 ônibus e metralhado oito agências bancárias. Mas a essas razões se juntaram uma onda de boatos, a omissão das autoridades e o despreparo da mídia para lidar com situações de emergência.

A maioria das pessoas saiu de casa cedo, esperando um começo de semana normal. Uma delas foi Andréa Moura Alves, de 29 anos. Andréa saiu de casa às 5h30 e tomou o ônibus fretado que a leva sempre do Parque Residencial Cocaia, na zona sul, até a Avenida Paulista, onde trabalha como secretária da presidência de uma imobiliária. Ouvira notícias sobre a série de atentados do PCC por toda a cidade. Mas seu fretado chegou na hora, às 5h40. Tudo parecia tranqüilo. No correr do dia, Andréa e os outros 20 milhões de habitantes da Grande São Paulo perceberiam que a cidade não estava tranqüila.

Àquela altura, os ataques do PCC já amainavam. E os policiais reagiam. Mas cerca de 60% das empresas de transporte se recusaram a mandar sua frota para a rua. Motoristas e cobradores tampouco queriam trabalhar. O trânsito já começava a dar sinais de problema. Até o fim do dia, 5 milhões de pessoas ficariam sem condução.

E começava a onda de boatos. De boca em boca, pela internet ou mesmo pelo rádio e pela televisão. “Uma funcionária do escritório de contabilidade da minha mãe tem um sobrinho que está preso e é do PCC”, dizia uma das mensagens que correram a internet. “Ele acabou de ligar de dentro da cadeia para avisá-la para não freqüentar lugares de movimento, como shoppings e supermercados. Não se sabe o que farão, mas deve ser coisa grande. Avise quem puder”, continuava o e-mail. “Comecei a ficar com medo”, diz Andréa. “Mas só tive noção do tamanho da coisa na hora do almoço, quando desci para a Avenida Paulista. Vi um monte de lojas fechando, filas nos pontos de ônibus, gente tentando ir embora.”

Os boatos amplificavam o temor. Falavam de supostos ataques a shopping centers, bombas em estações de metrô, atentados contra escolas e hospitais. “Circulou o boato de que a faculdade Uninove tinha sido metralhada e de que o Mackenzie seria invadido”, diz Priscilla Junqueira, de 23 anos, aluna de Psicologia do Mackenzie. “Fui trabalhar e não voltei para a faculdade.” No site do jornal Correio Popular, de Campinas, um comentário anônimo falava de uma tentativa de ataque a uma loja na Rua 13 de Maio. “Mataram o gerente. Não sei se é verdade, mas não dá para arriscar e ficar esperando pela confirmação da notícia. Vou fechar as portas e decidir se amanhã abro a loja.”

À tarde, 12 shoppings e metade do comércio de rua da capital estavam fechados. As escolas suspenderam aulas, espetáculos foram cancelados, a indústria parou. A indústria farmacêutica Boehringer faria um jantar em comemoração aos 50 anos da empresa no Brasil. Deixaram 350 convidados na mão. A Nortel, empresa de telecomunicações, traria ao Brasil sua presidente para a América Latina e o Caribe, Martha Bejar, que tentaria fechar negócios com clientes. A visita foi cancelada e ela não deve voltar mais neste ano. O prejuízo do comércio, considerando um dia de vendas médio, foi de R$ 50 milhões. Na indústria, considerando a média de uma hora de paralisação, o prejuízo passa dos R$ 100 milhões.

#Q:São Paulo, 15 de maio de 2006:#

Metrô Sé
As poucas opções de transporte
que ainda funcionavam
ficaram completamente lotadas

Na ânsia de informar a população, a mídia também contribuiu para o pânico. Uma repórter da TV Record chegou a dizer que haveria toque de recolher na cidade às 20 horas. Segundo a assessoria de comunicação da emissora, a informação dada em um plantão ao vivo baseou-se em fontes não-oficiais da polícia de São Paulo e foi corrigida três minutos e meio ä depois, quando a Secretaria de Segurança Pública fez o desmentido oficial.

“Não se pode negar a gravidade dos fatos que antecederam o pânico”, diz Kathie Njaine, do Centro Latino-Americano de Estudos sobre Violência e Saúde da Fiocruz, autora das pesquisas A Produção da (Des)informação sobre Violência e A Imagem do Policial na Mídia Escrita. “Não dá para culpar só a mídia pelo pânico. Mas é claro que ela tem uma participação forte na sensação de medo. Ela leva os incidentes para dentro dos lares.” Segundo Kathie, um dos fatores que assustam a população é o costume das emissoras de TV de, durante a cobertura de grandes tragédias, repetir várias vezes as imagens de um mesmo evento. “Isso é da natureza do meio”, afirma. “Mas há canais sensacionalistas que criam um jogo semântico de palavras ameaçadoras que não informam, orientam mal o público e criam o pânico”.

“A funcionária da minha mãe tem um sobrinho preso. Ele falou para não ir ao shopping”
e-mail que circulou na tarde da segunda

Nessas horas é necessária a presença de uma autoridade para desfazer a confusão. “A credibilidade da informação é muito importante”, diz Valter Zanela Tani, diretor de projetos do Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastre da Universidade Federal de Santa Catarina, onde é dado um curso de pós-graduação em defesa civil. “Por isso, quando houve furacão no litoral sul de Santa Catarina, quem foi à TV tranqüilizar a população foi o governador.” Mas no auge da crise o governador de São Paulo, Cláudio Lembo, se omitiu. Disse que não havia necessidade de fazer uma declaração pública “porque tudo estava sob controle”.

Não estava. Às 17h30, no pico do trânsito, os marronzinhos, agentes que ajudam a controlar o tráfego, foram mandados para casa porque também para eles não haveria condução. A ausência de autoridade fez com que se perdesse, pelo menos temporariamente, o que em psicanálise se chama de “confiança básica no mundo”, aquela fé que nos dá segurança de ir e vir. Para Andréa Alves, a jornada de volta para casa demorou seis horas, incluindo caronas e um longo trecho a pé. “Achei que nunca chegaria, que nunca mais veria meu filho”, diz Andréa, que tem um filho de 1 ano e 9 meses.

Mesmo depois que as forças de segurança retomaram o controle da cidade, os boatos persistiram. Na quarta-feira, correu a notícia de que tinham matado a mãe – ou, segundo outras versões, o irmão, ou o cunhado – de Marcola, o líder do PCC. Isso faria os atentados voltar. Na Rede TV, um repórter afirmava: “Tensão em São Paulo. O PCC avisa que o próximo alvo são os moradores do Morumbi, um dos bairros mais nobres de São Paulo.” Era boato. Parece que São Paulo não vai se livrar tão cedo da sensação de insegurança.

Como agir
O que fazer em caso de ameaça na cidade

Fotos: João Wainer/Folha Imagem e JB Neto/Diário SP

Intercambio de cuerpos

Posted in REPORTAGENS on 1 de Dezembro de 2008 by os.maias

Greg Morsbach
BBC

Soldados iranies portando féretros de sus correligionarios caidos en la guerra contra Irak

Casi un millón de soldados murieron en la guerra entre Irak e Irán. Miles siguen desaparecidos.

Irán e Irak intercambiaron cuerpos de soldados muertos durante la guerra entre ambos países, por primera vez desde la caída de Saddam Hussein y también por vez primera sin intermediarios.

Dos décadas después del fin de la guerra, los cuerpos de 241 soldados -la mayoría de ellos iraquíes- fueron entregados en la frontera cerca de la ciudad iraquí de Basora.

En la frontera de Shalamjah, féretros de madera cubiertos de banderas iraníes e iraquíes fueron acarreados en una procesión solemne durante la ceremonia de intercambio.

Para los familiares de los soldados caídos, fue un momento muy emotivo.

Muchas mujeres lloraron tras esperar más de 20 años para recuperar los cuerpos de sus hermanos, padres e hijos.

Cruz Roja

La guerra irano-iraquí duró ocho años, durante los que murieron cerca de un millón de soldados.

En total, 41 cuerpos iraníes fueron intercambiados por 200 féretros de cadáveres de soldados iraníes.

El Comité Internacional de la Cruz Roja, que organizó este intercambio durante el fin de semana, estima que decenas de miles de combatientes iraníes e iraquíes siguen desaparecidos.

Ahora los delegados de esta organización humanitaria ayudarán a las autoridades a reconocer los cuerpos.

Se espera que el gesto de buena voluntad entre ambos países abra la puerta para más intercambios en el futuro.

Brasil enciende el mayor árbol de Navidad flotante del mundo

Posted in REPORTAGENS on 1 de Dezembro de 2008 by os.maias

ATLAS. 30.11.2008 – 13:35h

  • Mide 85 metros de altura y está adornado con cerca de 3 millones de bombillas de colores.

El ya tradicional árbol de la Lagoa, el mayor árbol de navidad flotante del mundo y que se ha convertido en uno de los principales símbolos de las fiestas navideñas en la ciudad más emblemática de Brasil, fue encendido este sábado para una nueva temporada.

Este es el décimo tercer año consecutivo en que la gigantesca estructura de luces de colores ilumina la Navidad de Río de Janeiro desde la laguna Rodrigo de Freitas, un atractivo turístico en la zona sur de la ciudad.

El árbol es una estructura metálica de 85 metros de altura (equivalente a un edificio de 28 pisos) con cerca de tres millones de lamparillas eléctricas, 52 mil metros de mangueras luminosas y cuatro cañones de luces de colores.

Las luces representan diversas figuras navideñas que van cambiando gradualmente o moviéndose por la estructura. En la escenografía destacan además los ángeles y notas musicales.