Archive for the : NECESSIDADES ESPECIAIS Category

Relógio em braile

Posted in : NECESSIDADES ESPECIAIS on 28 de Outubro de 2008 by os.maias

Este relógio, da Auguste Reymond, foi criado especialmente para as pessoas cegas ou que possuem muita pouca visão. O relógio Hi-Touch possui as marcações em relevo, o que permite que o deficiente visual saiba as horas através do toque.

Ele também vem com uma tampinha de proteção, cuja dobradiça colocada na direção das 10 horas também ajuda a orientar as marcações exatas.

Deficientes usam academias improvisadas

Posted in : NECESSIDADES ESPECIAIS on 24 de Outubro de 2008 by os.maias

Colaboração para a Folha de S.Paulo

Deficientes físicos não precisam de locais especializados para praticar esportes, mas nem todas as academias da cidade de São Paulo estão preparadas para recebê-los, segundo levantamento feito pela Folha.

Todos os estabelecimentos de uso coletivo são obrigados a instalar rampas, reservar vagas de estacionamento e adaptar banheiros, entre outras medidas determinadas por lei federal. O cumprimento da norma, no entanto, não é unânime entre as principais academias.

Focada no público feminino, a Curves diz que seu roteiro de exercícios não é adaptado a pessoas com dificuldades de mobilidade. Já a Runner afirma, por meio de sua assessoria, que está reformando suas unidades para torná-las acessíveis.

Outras redes são freqüentadas por deficientes, mas não estão totalmente adaptadas. As três unidades da Competition em São Paulo têm alunos nessa condição, mas apenas a da Paulista possui acesso livre de degraus. Na Oscar Freire, uma nadadora cadeirante precisa do auxílio de funcionários para subir as escadas até a entrada.

Mesmo sem oferecer programas específicos, algumas academias de São Paulo já se dizem aptas a receber qualquer freqüentador. A unidade Jardins da Fórmula, no shopping Eldorado, atende a 38 pessoas com deficiência, muitas em convênio com as ONGs Projeto Próximo Passo e Bombelêla.

Quem não é encaminhado por nenhuma associação não paga mais caro em nenhuma das academias consultadas. Na Fórmula, inclusive, os deficientes têm cerca de 35% de desconto no valor do plano anual.

Além de instalações adequadas, falta preparo dos profissionais para receber deficientes na maioria das academias, na avaliação da diretora-fundadora da ADD (Associação Desportiva para Deficientes), Eliane Miada. “Os professores passam um treino mais leve quando poderiam passar um mais intensivo”, exemplifica.

Pelas diretrizes do Ministério da Educação, cursos de educação física devem abordar as necessidades dos deficientes, mas a existência de disciplinas exclusivas para tratar do assunto não é obrigatória.

Professor responsável por educação física adaptada na USP, onde a matéria é obrigatória, Luzimar Raimundo Teixeira afirma que, mais que quebrar barreiras arquitetônicas, as academias precisam quebrar “barreiras de atitude”.

Aluno-surpresa

Das dez unidades da Bio Ritmo, a do shopping Pátio Higienópolis é a única com restrições de acesso, mas é lá que o psicólogo Rafael de França, 25, treina musculação, boxe e ioga –entrando pela porta de serviço para evitar a escada.

França nasceu com mielomeningocele, patologia que faz com que não sinta as pernas dos joelhos para baixo. Seu início nos esportes foi aos 13 anos, sempre em academias voltadas para o público geral.

“Quando eu percebi que a fisioterapia não ia me colocar de pé, eu saí para a vida”, afirma.

Seu professor, Marcelo Ubirajara, diz que a disciplina de ginástica adaptada que cursou na graduação em educação física na Unisa (Universidade de Santo Amaro) e a especialização em fisiologia lhe dão segurança para adaptar as aulas quando é surpreendido por um aluno com restrições –segundo a prefeitura, 10,32% da população de São Paulo tem deficiência, mas não há dados sobre quantos praticam esportes.

A vereadora Mara Gabrilli –tetraplégica após um acidente de carro e primeira titular da Secretaria Especial da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, criada em 2005– malha diariamente: faz alongamento, pedala numa bicicleta que exercita os braços e até caminha com ajuda dos choques da eletroestimulação.

Para ela, a atividade física ajuda os deficientes a combater o sedentarismo e ganhar auto-estima. O aluno da Bio Ritmo Rafael de França, no entanto, faz um alerta: “A sociedade enxerga o deficiente ou como o coitadinho, que precisa de tudo, ou como o super-herói que transpõe barreiras. Essa cobrança por superação inibe alguns cadeirantes”.

GISELE LOBATO, MATHEUS MAGENTA e RENATA DO AMARAL

Arte
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Aparelho cura paralisia em macacos

Posted in : NECESSIDADES ESPECIAIS, TECNOLOGIA on 17 de Outubro de 2008 by os.maias

CHICAGO – Pesquisas com computadores nos Estados Unidos resultaram na retomada de movimento de pulsoso paralisados de primatas.

Os macacos retomaram o movimento de músculos paralisados de seus pulsos por meio de um aparelho computadorizado que usa sinais cerebrais para comandar o movimento, disseram pesquisadores dos Estados Unidos. A pesquisa pode levar a tratamentos para pessoas paralisadas devido a lesões na espinha ou outros ferimentos

“Essa é uma demonstração inicial de que esse tipo de tecnologia é possível”, disse Chet Moritz, da Universidade de Washington em Seattle, que reportou suas descobertas na revista científica Nature.

O sistema fornece essencialmente uma rota artificial para que sinais cerebrais atinjam músculos paralisados, substituindo um percurso natural que pode ter sido prejudicado pela lesão.

Enquanto outras equipes desenvolviam sistemas complicados que procuram pelos sinais cerebrais que controlam os movimentos de partes específicas do corpo, Moritz e seus colegas queriam verificar se o cérebro pode aprender a usar o sistema computadorizado.

Pesquisadores implantaram eletrodos em cérebros de macacos para monitorar as células do córtex motor, a área do cérebro que controla o movimento. Os eletrodos enviaram sinais a um computador, conectado aos músculos do pulso.

Os pesquisadores injetaram drogas nos músculos dos braços dos macacos a fim de induzir paralisia temporária, e depois pediram que eles jogassem um videogame conhecido.

“A tarefa do macaco era jogar um videogame muito simples que requeria movimento do pulso… a fim de atingir os alvos que apareciam na tela”, disse Moritz. “O macaco sabia jogar o videogame antes da paralisia, e por isso compreendia o jogo.”

Depois de paralisado, a única maneira de mover o pulso era alterar a atividade de neurônios individuais em seu cérebro, que subseqüentemente controlavam os estímulos musculares.

Apenas um neurônio era necessário para controlar o movimento, e muitas células diferentes do córtex motor podiam ser treinadas para usar o sistema, segundo os pesquisadores.

“Constatamos que os macacos podem aprender muito rápido a controlar novos neurônios isolados a fim de estimular os músculos”, disse Moritz.

‘Stern’ e ‘Die Zeit’ publicam revista quinzenal para cegos

Posted in : NECESSIDADES ESPECIAIS on 15 de Outubro de 2008 by os.maias

Nova revista terá uma tiragem de 500 exemplares e será distribuída em dois formatos: papel e digital

Efe


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BERLIM – Os semanários alemães Stern e Die Zeit estréiam na quarta-feira, 15, uma publicação conjunta para cegos, escrita em braille e com uma periodicidade quinzenal.

A nova revista, com uma tiragem de 500 exemplares, incluirá uma seleção de artigos das últimas edições das duas publicações, que estão entre as mais importantes da Alemanha, e serão selecionados pela editora de Hamburgo Gruner Jahr, informaram fontes da Biblioteca Central para Cegos Alemã (DZB, em alemão).

Além disso, a revista Stern/Zeit será editada em dois formatos: em papel – de 52 páginas – e em versão digital, que será distribuída por e-mail.

A impressão ficará a cargo da imprensa em braille da DZB, com sede em Leipzig, e que atualmente produz outras 18 revistas para cegos.

Fones especiais trasmitem música pelos ossos do ouvinte

Posted in : NECESSIDADES ESPECIAIS, TECNOLOGIA on 6 de Outubro de 2008 by os.maias

David Pogue, colunista de Tecnologia do “New York Times”, avalia a novidade

Jet Lag – Empresas fazem pacto para contratar portadores de necessidades especiais

Posted in : NECESSIDADES ESPECIAIS, OPORTUNIDADES on 22 de Setembro de 2008 by os.maias

O Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA), os sindicatos dos empregados do setor e a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE/SP) firmaram pacto visando à inclusão das pessoas portadoras de necessidades especiais no mercado de trabalho da aviação comercial. Além da contratação dessa mão-de-obra, a iniciativa também prevê a capacitação profissional, o oferecimento de condições dignas de trabalho, a equidade e a possibilidade de ascensão profissional. O blog aplaude a iniciativa.

Vestibular da UFMS terá que ser adaptado aos surdos

Posted in : NECESSIDADES ESPECIAIS, OPORTUNIDADES on 22 de Setembro de 2008 by os.maias
Da Agência Brasil

Brasília – Na semana em que se comemora o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, o Ministério Público Federal de Mato Grosso do Sul traz uma boa notícia aos deficientes auditivos do Estado. Uma recomendação do órgão, expedida na terça-feira (16), pediu a adequação do vestibular da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) para pessoas surdas.

“Nós não podemos esquecer que a pessoa surda não é só um deficiente adutivo, mas alguém que compreende e interage com o mundo por meio de experiências visuais, algumas delas se expressando por meio da Libras [Linguagem Brasileira de Sinais]. Se você pede para um surdo escrever em língua portuguesa, trata-se de uma segunda língua para ele”, explicou o procurador Felipe Fritz Braga, responsável pela recomendação.

A decisão foi tomada com base em um decreto de 2005, que obriga as universidades federais a incluírem mecanismos de avaliação das provas escritas de deficientes auditivos, que sejam coerentes com o aprendizado de uma segunda língua.

Nova correção
Hoje, os candidatos ao vestibular da UFMS contam com um intérprete para traduzir a prova do português para Libras, mas precisam escrever o texto da redação em português. Com a recomendação do MPF, no próximo processo seletivo de 2008 um profissional habilitado em libras será responsável por corrigir as questões discursivas dos candidatos surdos.

“É um professor que tem uma compreensão melhor, ele vai conhecer as limitações do surdo e os erros habituais que ele comete ao escrever em português, por causa da deficiência”, apontou Braga.

A recomendação pede que a universidade elimine gradativamente todas as barreiras de comunicação para os surdos. Já no primeiro vestibular de 2009 a redação será toda em libras, tanto na apresentação quanto na elaboração com registro visual do candidato.

Braga disse esperar que a decisão sirva de modelo para as outras universidades federais. “Nós temos o exemplo da Universidade Federal de Santa Catarina, em que a prova é integralmente realizada em Libras, com vídeos, e posteriormente corrigida por um especialista em Libras”, disse o procurador.

A UFMS tem dez dias para informar ao MPF quais serão as providências tomadas para realizar as modificações. Caso a recomendação não seja atendida, o MPF poderá adotar medidas judiciais.