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Estréia em SP a comédia musical "Doce Deleite", com Gianecchini e Camila Morgado

Posted in Marília Pêra, Reynaldo Gianecchini on 13 de Setembro de 2008 by os.maias

Da Redação

Divulgação

Camila Morgado e Reynaldo Gianecchini são dirigidos por Marília Pêra na peça “Doce Deleite”
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FOTOS DA ESTRÉIA NO RIO DE JANEIRO

Depois de passar por Belo Horizonte e Rio de Janeiro, a comédia musical “Doce Deleite” entra em cartaz nesta sexta-feira (12) no Teatro Raul Cortez, em São Paulo. Nas dez peças curtas que compõem o espetáculo, os atores Reynaldo Gianecchini e Camila Morgado são dirigidos por Marília Pêra, que já atuou em uma montagem da peça na década de 80.

Com texto de Alcione Araújo, a peça mantém apenas três esquetes da versão original. As histórias giram em torno de personagens do mundo teatral, como a bilheteira, o contra-regra e o espectador. Gianecchini e Camila fizerem meses de preparação vocal e corporal para poderem cantar e dançar no espetáculo. Os atores ficam em cena o tempo todo, e o público acompanha todas as trocas de figurino.

As músicas de “Doce Deleite” foram compostas por Amora Pêra e Paula Leal, do grupo Chicas. Com cenários de Hélio Eichbauer e iluminação de Maneco Quinderé, o espetáculo fica em cartaz na cidade até o dia 9/11.


DOCE DELEITE
Onde: Teatro Raul Cortez (Rua Dr. Plínio Barreto, 285, São Paulo)
Quando: de 12/09 a 09/11; de quinta a sábado às 21h30, domingo às 18h
Quanto: R$ 80 (quinta, sexta e domingo) e R$ 90 (sábado)

Peça "Doce Deleite"

Posted in Marília Pêra, Reynaldo Gianecchini on 13 de Setembro de 2008 by os.maias

Reportagem do “Metrópolis” sobre a peça “Doce Deleite”, dirigida por Marília Pêra e com Camila Morgado e Reynaldo no elenco (programa exibido em 12/09/08)

Serginho Groisman recebe Marília Pêra

Posted in Marília Pêra on 3 de Agosto de 2008 by os.maias


Sab, 02/08/2008 – 15:56

Da Redação Online

A atriz Marília Pêra, que interpretou a Gioconda na novela Duas Caras, falará sobre sua carreira no programa Altas Horas de hoje (2/8/2008). Ela, que além de atriz também é diretora, contará para a platéia de Serginho Groisman sobre o seu trabalho na direção da peça Doce Deleite, que tem Reynaldo Gianecchini e Camila Morgado no elenco e está em cartaz no Rio de Janeiro.

Apesar de toda experiência como atriz ela conta para o apresentador que até hoje sente frio na barriga antes de subir ao palco. Questionada se ainda tem algum sonho a realizar, deixou clara sua paixão pelo que faz: “Tenho o sonho de eternamente sonhar e amar a minha carreira”.

A edição de hoje de Altas Horas ainda traz o cantor Nando Reis, ex-Titãs, que agitará a platéia com sucessos como Segundo Sol, Por Onde Andei e Sou Dela, tema de Lara, personagem de Mariana Ximenes na novela A Favorita. O programa vai ao ar após o especial Criança Esperança, na Rede Globo.

OS MAIAS, FOTO ELENCO

Posted in ANA PAULA ARÓSIO, ELIANE GIARDINI, FÁBIO ASSUNÇÃO, LEONARDO VIEIRA, Marília Pêra, Matheus Nachtergaele, OS MAIAS IMAGENS, Osmar Prado, PAULO BETTI, SELTON MELLO, SIMONE SPOLADORE, WALMOR CHAGAS on 15 de Junho de 2008 by os.maias

Veja a íntegra da entrevista de Reynaldo Gianecchini e Camila Morgado

Posted in ENTREVISTAS, Marília Pêra, Reynaldo Gianecchini, VIDEOS on 5 de Junho de 2008 by os.maias

Sexta-feira, 02/05/2008

Renato Cunha entrevista os atores Camila Morgado e Reynaldo Gianecchini, que estão em cartaz com a peça ‘Doce Deleite’ no Rio de Janeiro. Eles contam como foi a preparação para o musical.

As confissões de Marília Pêra

Posted in Marília Pêra, VIDEOS on 5 de Junho de 2008 by os.maias

Domingo, 25/05/2008

Marília Pêra, uma das maiores atrizes do país, consagrada no palco e na tela, confessa que, na intimidade, tem dúvidas de seu próprio talento. Essa e outras declarações ela fez a Geneton Moraes Neto

Entrevista completa com a atriz Marília Pêra

Posted in Marília Pêra on 11 de Maio de 2008 by os.maias

Instinto Puro


A grande dama fala de sua relação com a obra de Nelson Rodrigues – das crônicas que a avô lhe contava para dormir (!) à cafetina do filme Vestido de Noiva

Quando você assistiu uma peça do Nelson Rodrigues pela primeira vez?

Tenho uma abordagem anterior com o Nelson porque quando tinha, sei lá, uns 5 anos meus pais saíam para trabalhar no teatro e me deixavam com a minha avó, que era atriz também, lá no Rio Comprido. E ela lia pra mim na cama aquelas crônicas de A Vida Como Ela É. Não tinha idéia de quem escrevia, mas gostava daquilo. Tenho esse encontro com Nelson ainda muito menina. Depois vi Toda Nudez Será Castigada com a Cleyde Yáconis, o Bonitinha Mas Ordinária com a minha avó, todas as adaptações para o cinema. Fiz também alguns trechos de peças dele para o Fantástico na década de 1970 e depois, em 1998, estive em uma nova montagem de Toda Nudez Será Castigada com direção do Moacyr Góes.

Existiu alguma razão para essa demora ou simplesmente aconteceu assim?

É que foi a primeira vez que me convidaram pra fazer um Nelson Rodrigues e como não produzo tudo o que faço… foi só por isso. Outras atrizes foram fazendo e houve um momento em que montaram muito as peças dele. Acho que acabou surgindo um desinteresse meu por causa disso, por causa de tantas e boas montagens. Já estava feito. Aí fui esquecendo da minha vontade de fazer.

Qual a contribuição do Nelson Rodrigues para a dramaturgia nacional?

Ele é um revolucionário e uma pessoa louca, mas no sentido criativo. Engraçado. Com uma família dilacerada e uma coragem de expor todas as coisas que aconteceram com ele. Teve uma vida muito rica, uma história muito sofrida e tudo colocado ali no teatro. É um clássico. É o nosso maior autor e um desbravador que abriu o caminho para muitos autores brasileiros.

Você lembra a primeira vez que viu uma montagem de Vestido de Noiva?

Foi em um teatro que hoje se chama Nelson Rodrigues, no Rio de Janeiro em 1976. Tinha Camila Amado, Carlos Vereza, a Norma Bengell fazendo a Madame Clessy e direção do Ziembinski. Era uma cópia exata e belíssima da montagem original de 1943.

E como chegou para você o convite para participar dessa adaptação para o cinema?

Acho que o Joffre Rodrigues [diretor do filme e filho de Nelson Rodrigues] pretendia fazer com outras atrizes, uma delas era a Lucélia Santos, mas não sei porque não aconteceu com nenhuma delas e ele acabou chegando a mim. Quando ele chegou com o texto e o convite não entendi muito bem porque sempre imaginei a Madame Clessy como uma mulher de 40 anos. Achei estranho porque tenho uma idade maior que essa, mas ele disse que isso não tinha importância e partimos para o filme.

Como foi a experiência de viver a Madame Clessy?

Viver qualquer texto do Nelson é uma experiência rica porque ele tem um jeito todo particular de contar a vida. Queria muito viver isso. E a Clessy é linda, é uma personagem muito bonita que morre de amor por um menino de 17 anos. Sempre vi a Madame Clessy muito meiga e delicada, diferente de outras interpretações que deram a ela. Já vi a Clessy muito incisiva, mais cafetina mesmo, mas sempre imaginei ela mais doce, mais menina. Aliás, eu tenho mesmo essa tendência de puxar o lado menina das personagens. Gosto de fazer isso.

E porque você faz isso?

Acho que a alma da personagem está mais na criança. É quando ela é mais verdadeira. Eu sempre regrido um pouco os personagens para entender as almas deles. Acho que é isso. E a Madame Clessy é uma menina, uma menina.

Isso me fez lembrar de seu personagem duplo no filme Polaróides Urbanas…
É que as gêmeas são puro instinto. A criança é puro instinto. A Magali e a Magda talvez tenham essa coisa mais infantil, mais espontânea. Possuem menos auto-censura.

Como foi o trabalho em Polaróides?

O Miguel Falabella é um homem de teatro. Primeiro como ator e depois como escritor, produtor e diretor. Depois é que foi fazer televisão e agora está começando em cinema. Jamais achei que o filme ficasse “televisivo”. Imaginei que pudesse ser teatral, e ele é, porque uma parte acontece dentro do teatro. Agora, o Miguel é muito talentoso e delicado no trato com os atores. Essa é uma diferença muito visível entre os diretores que são também atores e os diretores-diretores. Os diretores-atores possuem um extremo cuidado com os atores e um desejo enorme de deixá-los à vontade e felizes. Afinal são os atores que carregam a obra mesmo que seja imprescindível ter um grande texto e um grande diretor. Agora se o ator não complementa tudo isso, o trabalho se perde. Voltando ao Miguel… ele sabia muito bem o que queria, nunca ficou perdido e conseguiu com o diretor de fotografia uma movimentação de câmera muito cinematográfica. Acho o filme muito bem acabado, muito redondo. E muito bonito, o que acabou me surpreendendo porque a minha parte é muito chanchada da Atlântida – a Magali e a Magda são a Dercy Gonçalves [risos] – e não sabia que aconteceriam tantos momentos pungentes e dramáticos nas outras partes.

Você possui muitos sucessos como diretora de teatro, entre eles O Mistério de Irma Vap. Nunca pensou em dirigir para cinema?
Não, não conheço a mecânica da coisa e é um trabalho insano. Teatro também é, mas o diretor de cinema fica envolvido com o texto muito tempo antes e demora para começar a filme. Depois é uma tourada para filmar e quando acaba ainda tem a edição, a captação de recursos para finalização, o lançamento, festivais. É muito trabalhoso fazer cinema e tem toda uma técnica que desconheço. Já é o teatro eu conheço.

O Vestido de Noiva estréia na TV, o Polaróides ainda está nos cinemas e a novela Duas Caras está acabando neste mês. O que vem pela frente?
Estou na direção da peça Doce Deleite, texto de Alcione Araújo com Camila Morgado e Reynaldo Gianecchini no elenco e que estréia este mês no Rio de Janeiro. Em junho começo a ensaiar com Ivaldo Bertazzo o espetáculo Oscaritos e Grandes Otelos que é meio a história do musical brasileiro. Vou dirigir uma nova montagem de O Mistério de Irma Vap com Cássio Scapin e Marcelo Médici e que deve estrear em setembro em São Paulo. E para o começo do ano que vem vou dirigir a Fafy Siqueira em uma peça sobre a Dercy Gonçalves. Texto da Maria Adelaide Amaral.