Archive for the IMPUNIDADE Category

* A Supremo nega reabrir processos contra Sarney

Posted in IMPUNIDADE, Luiz Inácio Lula da Silva, NOTICIAS, POLITICA on 29 de Agosto de 2009 by os.maias















29/0800:52Redação

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O ministro Eros Grau, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou na noite desta sexta-feira a liminar que pedia a reabertura das representações contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

O mandado de segurança, de autoria de sete senadores que não concordaram com o arquivamento das ações no Conselho de Ética, queria que as denúncias contra Sarney fossem analisadas no Plenário da Casa.

O relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, está em licença médica. Por conta disso, Eros Graus ficou encarregado de decidir o pedido de liminar. Barbosa deve retomar seu trabalho na próxima semana. O caso ainda passará por um julgamento definitivo, ainda sem data definida.

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* * A Mendes: vitória de Palocci não é do rico sobre o pobre

Posted in CRIME, DINHEIRO ECONOMIA, IMPUNIDADE, Luiz Inácio Lula da Silva, NOTICIAS, POLITICA on 29 de Agosto de 2009 by os.maias







o
Posse de Gilmar Mendes e

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tvjustica.jus.br

28/0818:27 , atualizada às 22:16 28/08Agência Estado

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) , ministro Gilmar Mendes, disse hoje que a absolvição do deputado e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci da acusação de determinar a quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa, não significa a vitória do rico contra o pobre. Mendes participou no Rio de Janeiro de uma reunião da comissão julgadora do prêmio Innovare, que premia práticas inovadoras na modernização dos serviços da Justiça.

Vista do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira
Supremo Tribunal Federal julga o Caso Francenildo na última quinta-feira/AE

“Se vocês olharem meu voto, eu considerei os fatos (a quebra do sigilo) extremamente graves e merecedores de repúdio. O Tribunal entendeu que aquele que tinha responsabilidade, segundo o conceito da lei, deveria ser responsabilizado e, por isso, recebeu a denúncia em relação ao Mattoso (ex-presidente da Caixa Econômica, JorgeMattoso). Aqui não se trata de uma discussão sociológica entre o poderoso em relação ao mais pobre e o Tribunal repudiou de forma muito enfática o fato ocorrido”, disse Mendes.

Para o presidente do STF, é passível de censura também o recebimento dos dados bancários do ex-caseiro pelo ministro e ele diz que faz, em seu voto, uma “censura clara à conduta” de Palocci. No entanto, a questão era saber se isso era crime. “Não, não era crime à luz da lei, à luz dos conceitos desenvolvidos. A discussão era que se houve o pedido, se ele determinou (a quebra do sigilo) o que o faria partícipe da ação do Mattoso. O Tribunal entendeu que não”, afirmou.

Leia mais sobre Antonio Palocci

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We endorse the Exigimos a saída de GILMAR MENDES do STF Petition to Supremo Tribunal Federal, Conselho Nacional de Justiça, Senado Federal, Presidência da República.

STF livra Palocci; ex-ministro pode ser candidato

Por Fernando Exman

BRASÍLIA (Reuters) – O Supremo Tribunal Federal (STF) arquivou nesta quinta-feira, por 5 votos a 4, a denúncia por quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa contra o ex-ministro da Fazenda e deputado federal Antonio Palocci (PT-SP).

Livre do processo, o parlamentar tem agora condições para disputar cargos de maior expressão nas eleições de 2010. Ele é cotado, por exemplo, para ser o candidato do PT ao governo do Estado de São Paulo.

“A análise exaustiva e pormenorizada dos autos permite concluir que não há elementos mínimos que apontem para a iniciativa do então ministro da Fazenda e, menos ainda, que indiquem uma ordem dele proveniente para a consulta, emissão e entrega de extratos da conta-poupança de Francenildo dos Santos Costa”, destacou em seu voto o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, relator do caso.

A maioria do Supremo acompanhou o voto do relator, rejeitando a sugestão da Procuradoria-Geral da República para o acolhimento da denúncia.

Ocorrido em 2006, o escândalo envolvendo Palocci custou-lhe o cargo e o status de nome natural dentro do PT para a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na época, Francenildo relatou à imprensa que Palocci, ex-prefeito de Ribeirão Preto (SP), encontrava-se com lobbistas em uma casa de Brasília, suposto local de distribuição de dinheiro e festas privadas.

Depois da denúncia, o caseiro teve seu sigilo bancário quebrado e divulgado para a imprensa por conta de um alto valor depositado em sua conta. Os recursos poderiam justificar a tese de que ele estava a serviço da oposição.

Francenildo alegou que o dinheiro viera de seu pai, que realizava os depósitos em segredo por ele ser um filho ilegítimo.

O ex-assessor de imprensa do então ministro da Fazenda, Marcelo Netto, acusado de ser o responsável pelo vazamento dos dados bancários do caseiro, também foi inocentado pelo STF.

Já o então presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, suspeito de ser o operador da quebra do sigilo bancário, virou réu e será julgado por um tribunal de primeira instância. O caso estava sendo apreciado pelo STF porque Palocci, por ser deputado federal, tem foro privilegiado.

“Os indícios de autoria relativamente a Antonio Palocci Filho e Marcelo Netto são débeis, frágeis e tênues. Baseiam-se em meras presunções e meras especulações”, comentou o ministro Ricardo Lewandowski.

A disputa, entretanto, foi acirrada. Quatro dos nove ministros do Supremo queriam dar prosseguimento à investigação. O STF tem 11 integrantes, mas os ministros Menezes Direito e Joaquim Barbosa estão em licença médica.

Para o ministro Carlos Ayres Britto, o STF deveria receber a denúncia porque havia indícios suficientes para dar início à ação penal.

“Esse caso é emblemático porque envolve um cidadão comum, do povo, um homem simples que teve a coragem de, inclusive num fórum público, a CPI dos Bingos, revelar o que lhe parecia deslize e desvio de comportamento de autoridades ou pelo menos de uma autoridade de primeiro escalão”, sublinhou Ayres Britto.

“Justamente contra esse cidadão comum, homem simples mas destemido e corajoso e desassombrado, se desencadeou a quebra do sigilo bancário dele e o vazamento dos dados para toda a imprensa, como se uma pessoa pobre, simples e comum não tivesse o civismo suficiente para, sem interesses subalternos, revelar fatos que impunham às autoridades apurar pelo menos a sua aparência de ilicitude penal”, acrescentou.

Sentado na primeira fila de cadeiras à frente do plenário do Supremo, Francenildo dos Santos Costa acompanhou todo o julgamento que lhe impôs uma derrota no embate contra Palocci. Saiu do tribunal sem falar com os jornalistas e escoltado por um advogado

Acervo Digital VEJA

Palocci, da ascensão meteórica à derrocada

27 de agosto de 2009

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O deputado e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, uma vez o “homem forte” do governo Lula, foi absolvido nesta quinta-feira da acusação de envolvimento na quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa, em 2006. A acusação, na verdade apenas mais um capítulo de outro escândalo em torno de Palocci, culminou com a implosão de sua equipe em março de 2006. Agora, o petista deverá escolher entre se candidatar ao governo de São Paulo ou quem sabe até à Presidência da República, se a candidatura da ministra Dilma (Casa Civil) não vingar – mais uma virada surpreendente na trajetória do político, acompanhada de perto por VEJA nos últimos anos.

O ex-médico sanitarista, ex-trotskista e ex-prefeito de Ribeirão Preto foi entronizado no Ministério da Fazenda em dezembro de 2002. No cargo, conseguiu manter a taxa de inflação sob controle e chegou a se tornar o ministro mais poderoso do governo. No entanto, em agosto de 2005, ele caiu no olho do furacão da crise política que ameaçava a Presidência de Luiz Inácio Lula da Silva por causa do escândalo do mensalão.

Tudo começou com um depoimento do advogado Rogério Buratti, ex-secretário de Governo da primeira gestão de Palocci como prefeito de Ribeirão Preto (1993-1996). Ele acusou o petista de receber um mensalão de 50.000 reais de uma máfia de empresas que fraudavam licitações públicas de coleta de lixo em prefeituras de São Paulo e Minas Gerais. Além disso, VEJA publicou na capa a informação de que Buratti agendava encontros de empresários com o ministro da Fazenda.

Em novembro, acusado de ter negociado em 2002 a doação de 1 milhão de reais ao PT com bingueiros de São Paulo, o ministro escorregou para o centro da crise. Semanas depois, ainda era visto como o “homem forte do governo”, graças a constantes defesas do presidente Lula. Mas, paradoxalmente, também era o mais vulnerável. No início do ano seguinte, em depoimento na CPI dos Bingos, não foi capaz de esclarecer nenhuma das acusações feitas contra ele. Negou a existência das irregularidades em sua gestão em Ribeirão Preto, classificou como fantasiosa uma operação para trazer dólares cubanos para a campanha de Lula e tentou manter distância dos antigos amigos e assessores envolvidos nos escândalos.

A versão de Palocci foi posta em cheque no mês de março, quando o motorista Francisco das Chagas Costa contou aos parlamentares que Palocci freqüentava o casarão que seus ex-auxiliares de Ribeirão alugaram em Brasília no início do governo. Era lá que amigos do ministro planejavam e executavam ações para tentar beneficiar empresários usando como trunfo a amizade com o ex-prefeito. Embora Palocci tenha negado veementemente em seu depoimento que tivesse freqüentado a casa, o motorista garantiu que o ministro esteve lá duas ou três vezes e que era chamado pelos convivas de “chefão”.

O caseiro Francenildo entrou para a história no mesmo mês, ao dizer que vira Palocci na casa “dez ou vinte vezes”, que todos o chamavam de “chefe” e que tudo ali era pago em dinheiro vivo, que circulava em malas, dividido em notas de 50 e 100 reais. Em uma manobra aparentemente comandada por Palocci para desqualificar o depoimento, foi divulgado o extrato bancário do caseiro, que apresentava uma movimentação de mais de 40.000 reais. A origem do dinheiro, contudo, foi facilmente identificada: vinha do pai biológico de Francenildo e não tinha ligações com atividades ilícitas. O escândalo, que também envolveu o ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, e a Receita Federal, culminou com a queda de Palocci dias depois.

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Kennedy Alencar: Palocci ainda tem que acertar as contas com os eleitores

Posted in CRIME, DINHEIRO, IMPUNIDADE, Luiz Inácio Lula da Silva, NOTICIAS, POLITICA on 28 de Agosto de 2009 by os.maias

da Folha Online

Livre de responder a acusação pela quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT-SP) vira agora a opção número 1 do presidente Lula e do PT para disputar o governo de São Paulo, diz Kennedy Alencar, colunista da Folha Online e repórter especial da Folha em Brasília.

Palocci também se credencia para participar com destaque da eventual campanha presidencial da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirma o jornalista.

Kennedy Alencar

“Agora, quanto a ser um plano B para uma eventual candidatura presidencial, por ora, essa é uma a ser descartada. A decisão diz que Palocci começa a se recuperar politicamente, mas não viabiliza um voo presidencial”, diz Alencar.

Publicada em 28/08/2009 às 00:04

STF rejeita por 5 a 4 denúncia contra Palocci por quebra de sigilo do caseiro Francenildo. Mattoso responderá a processo

Jailton de Carvalho e Carolina Brígido – O Globo; Agência Brasil Reuters

Julgamento do caso Palocci no STF - Roberto Stuckert Filho/O Globo

BRASÍLIA E RIO – Com o placar de 5 votos a 4, o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou nesta quinta-feira a denúncia contra o deputado federal e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT-SP), acusado de ter mandado quebrar ilegalmente em 2006 o sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa. O Supremo também recusou a denúncia contra o ex-assessor de imprensa de Palocci Marcelo Netto.

A corte, porém, aceitou a ação contra o então presidente da Caixa, Jorge Mattoso, que passa agora à condição de réu. Mattoso pode responder a processo ou aceitar uma oferta do Ministério Público de prestação de serviços comunitários.

O caso levou à queda de Palocci do comando da Fazenda, em 2006. Palocci, Netto e Mattoso foram denunciados pelo Ministério Público Federal por violação do sigilo funcional. ( O episódio da quebra do sigilo bancário do caseiro na linha do tempo )

Durante o julgamento, o ministro relator e presidente do STF, Gilmar Mendes, responsabilizou em seu voto o ex-presidente da Caixa pela quebra de sigilo. Para o ministro, ela não poderia ser imputada a Palocci porque, por lei, o ex-ministro não teria responsabilidade em acessar e manter em segredo as informações de Francenildo ou de qualquer outro cliente. Essa atribuição seria do ex-presidente da Caixa. O parecer determina ainda que os atos sejam remetidos à primeira instância, uma vez que só tramitava na mais alta corte do país porque Palocci, como deputado, tem foro privilegiado.

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, durante sessão do STF que julga o caso Palocci - Foto: Roberto Stuckert Filho- O Globo

– Não há elementos que apontem para uma iniciativa e, menos ainda, uma ordem dele (Palocci) para que se fizesse consulta, emissão ou impressão de dados da conta do caseiro Francenildo dos Santos Costa.

Gilmar Mendes argumentou ainda que Mattoso poderia ter encaminhado os dados sigilosos de Francenildo apenas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para investigar eventual irregularidade na conta. Palocci não poderia ter recebido os documentos. Mattoso disse em depoimento que suspeitou da conta porque, embora o caseiro ganhasse salário de R$ 400, recebera depósitos em dinheiro no valor de R$ 38,8 mil naquele ano (que, comprovou-se depois, tinham sido depositados por seu pai).

– Ele estava autorizado a buscar dados, mas não a divulgá-los a terceiros – disse o ministro sobre Mattoso.

Primeiro ministro a votar, Eros Grau, acompanhou o voto do relator. O mesmo fizeram os ministros Ricardo Lewandowski e Ellen Gracie. Cezar Peluzo também rejeitou a denúncia contra Palocci, mas se julgou incompetente para julgar Mattoso e Netto. Já os ministros Carmem Lúcia, Ayres Britto, Marco Aurélio Melo e Celso de Melo votaram pela abertura de processo contra os três acusados.

Decisão pode abrir caminho para disputa em 2010

Comemorada pelo Planalto , esta decisão do STF pode selar também o destino político de Palocci, cotado no PT para disputar o governo de São Paulo em 2010 e até a Presidência, caso a candidatura da ministra Dilma Rousseff não decole. No Palácio do Planalto, ele é visto como uma espécie de curinga. Mas o presidente Lula admite que o projeto prioritário do ex-ministro é ser candidato petista ao governo de São Paulo. Para isso, serão feitas novas pesquisas para verificar a viabilidade política da candidatura.

Francenildo acompanhou a sessão

O caseiro Francenildo Costa durante julgamento do caso Palocci no STF - Roberto Stuckert Filho/O Globo

Francenildo chegou ao tribunal pouco antes das 14h, acompanhado do advogado Wlício Nascimento. Eles se sentaram na primeira fila de poltronas do plenário para acompanhar o julgamento. O caseiro não quis conceder entrevista e o advogado limitou-se a dizer que seu cliente “estava tranquilo e aguardaria o resultado com serenidade”. Após o julgamento, ele afirmou que o caseiro ficou frustrado com o resultado .

Em 2006, Francenildo relatou à imprensa que Palocci, ex-prefeito de Ribeirão Preto, encontrava-se com lobistas em uma casa de Brasília. Depois da denúncia, o caseiro teve seu sigilo quebrado e divulgado para a imprensa por conta de um alto valor depositado em sua conta. O dinheiro poderia justificar a tese de que ele estava a serviço da oposição. Francenildo alegou que o dinheiro viera de seu pai, que faria os depósitos em segredo por se tratar de um filho ilegítimo. Leia entrevista com Francenildo no Blog do Noblat

Existe certeza do crime, indícios veementes de sua autoria


Ao apresentar a denúncia, o novo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse que estava convicto do envolvimento dos três na quebra do sigilo e da divulgação dos dados bancários do caseiro. Segundo o procurador, os indícios recolhidos ao logo da investigação não deixam margem de dúvida sobre o crime e os autores.

– Existe certeza do crime, indícios veementes de sua autoria – afirmou o procurador na sustentação oral da denuncia no plenário do Supremo.

Segundo a defesa de Palocci, a denúncia não contém “descrição pormenorizada e individualizada daquilo que teria consistido a ação concreta do denunciado”. A defesa negou que o então ministro tenha “qualquer participação na quebra do sigilo bancário”. E sustentou que Palocci não pode ser enquadrado no crime, pois a divulgação do extrato bancário “teria partido de outros setores da administração pública federal”.

O deputado federal Antonio Palocci (PT-SP) em foto de arquivo - Gustavo Miranda/O Globo Outras denúncias arquivadas

Só este ano, já tinham sido arquivadas duas denúncias contra o parlamentar. Em julho, o STF rejeitou ação que acusava Palocci de receber propina por superfaturamento de licitação de uma empresa responsável pela coleta de lixo no período em que foi prefeito de Ribeirão Preto (SP). Para os ministros, não havia indícios na denúncia para a abertura de uma ação penal. A outra denúncia arquivada era sobre uma suposta contratação irregular de uma empresa de publicidade, também durante sua gestão em Ribeirão Preto.

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Após STF livrar Palocci, Francenildo se diz decepcionado

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27 de agosto de 2009 • 21h43 • atualizado às 22h40

Caseiro Francenildo Costa deixa sessão de julgamento de Antonio Palocci, no Supremo Tribunal Federal

Caseiro Francenildo Costa deixa sessão de julgamento de Antonio Palocci, no Supremo Tribunal Federal
27 de agosto de 2009
U.Dettmar/STF/Divulgação

Laryssa Borges

Direto de Brasília

Sem falar uma palavra durante as quase sete horas em que o Supremo Tribunal Federal (STF) negou aceitar a denúncia contra o deputado e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci da acusação de quebra de sigilo bancário, o caseiro Francenildo Costa foi cercado ao final da sessão pelo advogado Wlício Nascimento e acenou com a mão estar “decepcionado” com a decisão dos ministros do STF.

Os ministros do STF julgaram nesta tarde se abriam ou não ação penal contra Antonio Palocci, contra o ex-presidente da Caixa Econômica, Jorge Mattoso, e contra o então assessor de imprensa do ministério da Fazenda à época dos fatos, Marcelo Netto. Em 2006, os dados bancários de Francenildo se tornaram públicos após ele confirmar que Palocci frequentava uma mansão em Brasília onde ocorriam supostas divisões de propina. Marcelo Netto e Jorge Mattoso também teriam participado, na avaliação do Ministério Público Federal, da violação e divulgação dos dados bancários de Francenildo.

Escoltado por jornalistas, Francenildo leu um cartaz em que uma repórter questionava se ele estava “decepcionado” e acenou com o polegar em sinal positivo.

Ao livrar Palocci de participação pela quebra do sigilo bancário, o Supremo acabou por responsabilizar unicamente o ex-presidente da Caixa Econômica Jorge Mattoso pela violação e divulgação de informações sobre a conta corrente do caseiro. Dos nove ministros do STF presentes à sessão plenária, oito entenderam que há indícios de que o ex-dirigente do banco público teve participação direta no caso.

A divulgação dos dados de Francenildo ocorreu após ele confirmar que Palocci frequentava uma mansão em Brasília onde ocorriam supostas divisões de propina. O assessor de imprensa de Palocci na época, Marcelo Netto, e o então presidente da Caixa Econômica, Jorge Mattoso, teriam participado, na avaliação do Ministério Público Federal, da violação e divulgação das informações bancárias do caseiro.

Redação Terra

Dados do Deputado

ANTONIO PALOCCI
Foto do Deputado ANTONIO PALOCCI                    Nome Civil: ANTONIO PALOCCI FILHO
Aniversário: 4 / 10 – Profissão: MÉDICO
Partido/UF: PT – SP – Titular
Gabinete: 548 – Anexo: IV – Telefone:(61) 3215-5548 – Fax:(61) 3215-2548
Legislaturas: 99/03 07/11
 Biografia

Titular das Comissões: CFT, PEC03107.

Suplente das Comissões: CCTCI, SUBACEXE.

 Proposições de sua autoria
 Proposições relatadas
 Discursos proferidos em Plenário (nesta legislatura)

Atuação na atual legislatura:
Votações: 2007 2008 2009
Presença em Plenário: 2007 2008 2009
Presença em Comissões: 2007 2008 2009

dep.antoniopalocci@camara.gov.br
http://www.palocci.com.br

Endereço para correspondência:

Gabinete 548 – Anexo IV
Câmara dos Deputados
Praça dos Três Poderes
Brasília – DF
CEP: 70160-900

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Berzoini: rejeição de denúncia contra Palocci é bom ao PT

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Berzoini já ganhou torta na cara.

, Ricardo Berzoini, defende a inclusão na reforma política de alguma maneira de controlar a imprensa durante campanhas eleitorais. Ainda está queimado com a inclusão de seu nome no caso do Dossiê Vedoin, fartamente explorado pela mídia. Na realidade, trata-se de uma bobagem tão grande ou maior do que articular a compra do dossiê a partir do comitê central da campanha de Lula, então chefiado por ele. Em vez de propor censura à imprensa, Berzoini devia agendar uma conversa com Franklin Martins para ver se aprende alguma coisa sobre direito à informação.

27 de agosto de 2009 • 22h09 • atualizado às 22h44

O STF decidiu apenas aceitar a denúncia contra o ex-presidente da Caixa Econômica

O STF decidiu apenas aceitar a denúncia contra o ex-presidente da Caixa Econômica
27 de agosto de 2009
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil


O presidente do PT, Ricardo Berzoini, afirmou na noite desta quinta-feira que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de não acatar a denúncia contra o ex-ministro da Fazenda e deputado Antonio Palocci é bom para o partido. “A denúncia contra Palocci não foi recebida pelo STF. Bom pra ele e pro PT, pois Palocce (sic) tira esse peso da sua atuação política”, escreveu Berzoini no site de microblog Twitter.

Berzoini diz que não pedirá mandato de Marina Silva

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Berzoini: PMDB é importante para a aliança de 2010

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Berzoini se recusa a pedir desculpas a petistas do RS

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Um dia após o ministro da Justiça, Tarso Genro, cobrar um pedido de desculpas aos petistas gaúchos, o presidente nacional do PT, deputado federal Ricardo …
Sucessão no RS abre crise entre Tarso e Berzoini – G1.com.br
“PT está tranquilo com Dilma”, defende Berzoini
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Berzoini diz que apoio a Michel Temer não está vinculado com disputa …

O Globo – 4 dez. 2008
BRASÍLIA – O presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), disse há pouco que a candidatura de Michel Temer teve o apoio unânime da bancada do partido. …
PT oficializa apoio a Temer para a sucessão na… – G1.com.br
Bancada do PT decide apoiar candidatura de Temer
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Berzoini rebate críticas da oposição ao pacote habitacional

O Globo – 25 mar. 2009
BRASÍLIA – O presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini (SP), rebateu as acusações da oposição ao plano habitacional “Minha Casa, Minha Vida” lançado nesta …
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Berzoini nega aliança informal em BH entre PT e PSDB

Estadão – 2 jun. 2008
BELO HORIZONTE – O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) criticou nesta segunda-feira, 2, a decisão do Diretório Nacional do PT de proibir a coligação formal …
Berzoini nega acordo informal do PT com PSDB em BH – G1.com.br
REGISTRO – BERZOINI NEGA ACORDO
– gazetamercantil.com.br
Diário do NordesteO GloboTodos os 15 relacionadosPáginas relacionadas


Petistas acusam Berzoini de ‘distorcer’ nazismo

G1.com.br – 20 jan. 2009
Imersos em sucessivos conflitos internos, os petistas incorporaram à seara partidária uma nova ferida – a ofensiva israelense na Faixa de Gaza. …
Petistas acusam Berzoini de distorcer nazismo – A Tarde On Line
Grupo petista discorda de nota do PT sobre Gaza
– O Globo

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Relator vota pela rejeição de denúncia contra Palocci

Posted in CRIME, DINHEIRO, DIREITOS, IMPUNIDADE, Luiz Inácio Lula da Silva, NOTICIAS, POLITICA on 27 de Agosto de 2009 by os.maias










Plantão | Publicada em 27/08/2009 às 19h09m

Reuters/Brasil Online

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BRASÍLIA (Reuters) – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, votou nesta quinta-feira pelo arquivamento da denúncia por quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa contra o ex-ministro da Fazenda e deputado federal Antonio Palocci (PT-SP).

Relator do caso, Mendes foi o primeiro a votar no julgamento do processo, que, se arquivado, poderá abrir caminho para o futuro político do parlamentar nas eleições de 2010. Os demais ministros do Supremo ainda se pronunciarão sobre o caso.

“A análise exaustiva dos autos permite concluir que não há elementos mínimos que apontem para a iniciativa do então ministro da Fazenda e menos ainda de que Palocci tenha cometido parte em consulta, emissão e entrega do extrato da conta-poupança de Francenildo dos Santos Costa”, disse o relator ao ler o seu voto.

Ocorrido em 2006, o escândalo envolvendo Palocci custou-lhe o cargo e o status de nome natural dentro do PT para a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Se a maioria dos ministros decidir pela rejeição da denúncia, como esperam colegas de partido de Palocci e o próprio Lula, o ex-ministro fica livre para assumir um papel de protagonista nas eleições do ano que vem, que poderia envolver a disputa pelo governo de São Paulo.

Em 2006, Francenildo relatou à imprensa que Palocci, ex-prefeito de Ribeirão Preto (SP), encontrava-se com lobbistas em uma casa de Brasília, suposto local de distribuição de dinheiro e festas privadas.

Depois da denúncia, o caseiro teve seu sigilo bancário quebrado e divulgado para a imprensa por conta de um alto valor depositado em sua conta. O dinheiro poderia justificar a tese de que ele estava a serviço da oposição.

Francenildo alegou que o dinheiro viera de seu pai, que faria os depósitos em segredo por ele se tratar de um filho ilegítimo.

(Reportagem de Fernando Exman)

Gripe A H1N1

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Procurador geral “demole” principal argumento da defesa de Palocci

Posted in CRIME, IMPUNIDADE, Luiz Inácio Lula da Silva, NOTICIAS, POLITICA on 27 de Agosto de 2009 by os.maias

27 de agosto de 2009


Tags: – walterfm1 às 17:02

1. O julgamento sobre o recebimento da denúncia e o conseqüente inicio da ação penal contra Palocci, Mattoso e Netto foi interrompido por 15 minutos e retomado há pouco.

A interrupção ocorreu depois da manifestação do procurador geral da República, que requereu o recebimento da denúncia. Para tanto, chamou a atenção dos ministros para a seqüência e concatenação dos fatos. Tudo começa com a jornalista Chagas a ouvir do seu jardineiro, de nome Leonardo, a revelação de que Nildo havia recebido um dinheiro e estava a procurar uma casa para comprar.

A referida jornalista comentou o revelado pelo seu caseiro (Leonardo) com o senador Tião Viana. Às 19 horas do mesmo dia, Palocci solicita uma conversa com a jornalista Chagas e pergunta se ela serviria como testemunha.

Segundo o procurador geral da República, chefe do Ministério Público Federal, começa, depois do contato de Palocci com a jornalista, uma série de rápidas iniciativas, onde Mattoso (presidente da Caixa Econômica Federal) mobiliza os seus subordinados para verificar a movimentação financeira de Nildo. Tudo isso, depois de uma reunião de Mattoso no ministério da Fazenda.

O extrato bancário, frisou o procurador, foi entregue a Mattoso, que o esperava no restaurante La Torreta, enquanto jantava. Isso ocorrerera por volta das 21 horas. E as 23 hs, Mattoso já estava na casa de Palocci, onde fez a entrega.

Destacou o procurador, com base em verificações de extratos telefônicos, 42 ligações entre Palocci e o seu assessor de imprensa, jornalista Netto, 42 ligações entre os dias 16 e 17 de março, fato apontado como excepcional, ou seja, não usual entre ambos. O responsável pela revista Época tinha Netto como fonte de informação e admitiu tê-lo encontrado.

Quanto à defesa de Palocci, o procurador demoliu o seu principal argumento, com base em documentos. Ou seja, Palocci teria mandado quebrar o sigilo bancário para benefício próprio e não como seu dever funcional de fiscalizador de movimentos suspeitos. Mais ainda, destacou o procurador geral da República, o fato relativo à movimentação suspeita por parte do jardineiro (caseiro) Nildo só foi comunicado ao COAF (órgão governamental competente de inteligência financeira contra a lavagem de dinheiro) bem depois de o sítio da internet da revista Época haver publicado o teor do extrato.

E a cópia do extrato enviado à revista Época, pelo número de registro do acesso, fora feita com base no original do funcionária da Caixa Econômica incumbido de averigar a conta de Nildo.

2. Os indiciados Mattoso e Netto obtiveram uma primeira vitória no STF. Ou seja, caso recebida a denúncia contra Palocci e eles, será aberta a oportunidade para uma transação, a levar a suspensão processual do processo, mediante condição de darem palestras e encaminharem resmas de papel especial para pessoas com deficiência visual.

No particular, apresentaram divergência, e ficaram vencidos, os ministros Marco Aurélio, Ellen Gracie e Celso de Mello.

Lógico, Palocci, que a rejeitou, poderá reconsiderar a sua posição e aceitar a transação. Esta, frise-se, não implica em confissão ou reconhecimento de culpa.

3. O jardineito Nildo, que assiste à sessão de julgamento, postulou, na posição de assistente de acusação, fosse reconhecido o seu direito de se manifestar, antes dos defensores dos indiciados. Esse pedido foi indeferido, contra o voto do ministro Marco Aurélio. O indeferimento não foi surpresa, pois já havia jurisprudência do STF a respeito.

4. O advogado de Antonio Palocci Filho sustentou no plenário do STF a absoluta ausência de prova de participação de Palocci na violação do segredo.

Referido advogado destacou três depoimentos de Mattoso no inquérito policial, todos no sentido de que Palocci nunca postulara e “nada sabia” a respeito da consulta e tirada de extrato da conta-bancária de Nildo. Assim, chamou a atenção quanto a não se poder, por suposições e sem indicativos, ser afastado o relato coerente de um protagonista (Mattoso).

Para o advogado de Palocci, mais do que a rejeição da denúncia, deve o STF declarar improcedente a denúncia, ou seja, apresentou um inusitado julgamento de mérito.

5. Atualização das 17h37: O defensor do ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, requereu a rejeição da denúncia pela falta de justa causa. Frisou ter Mattoso cumprido, ao verificar a movimentação financeira de Nildo, um dever de ofício. Pela lei, ele tinha o dever de vigilância e, diante do propalado sobre depósitos na conta de Nildo, procedeu à verificação. E nada mais, fora comunicar, a quem de direito (COAF), a suspeita.

– Wálter Fanganiello Maierovitch –

Caseiro não será ouvido; acompanhe

Ex-ministro é acusado de quebrar sigilo de caseiro

na cbn

Por dentro da política

Jornal daCBN, 1ªedição

“Malabarismo jurídico deverá arquivar processo no STF contra Palocci”

Nova enquete – Sobre o fim do Conselho de Ética

Responda aí do lado direito desta página.

Resultado da pesquisa anterior: “Se dependesse de você, como seria resolvida a crise do Senado?”

* Com a cassação do mandato de José Sarney – 25.96%

* Com a renúncia aos cargos de direção de todos os que comandam o Senado – 11.91%

* Com a cassação dos mandatos de José Sarney e Arthur Virgílio – 7.60%

* Com a cassação do mandato de Arthur Virgílio – 3.08%

* Com o impedimento dos atuais senadores de se candidatarem à a qualquer cargo em 2010 – 20.96%

* Com a extinção do Senado – 26.57%

* Nenhuma das alternativas anteriores – 3.08%

* Não sei – 0.83%

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STF inicia julgamento de denúncia contra Palocci

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STF inicia julgamento de denúncia contra Palocci

O Globo‎há 2 horas‎
BRASÍLIA – Começou há pouco no Supremo Tribunal Federal (STF) o julgamento da denúncia contra o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci no processo que …

Ministros chegam ao STF para decidir sobre arquivamento de caso …

O Globo‎há 3 horas‎
… e hoje deputado federal Antonio Palocci (PT-SP), acusado de ter mandado quebrar ilegalmente o sigilo bancário do caseiro Francenildo Santos Costa. …

STF: Advogado de Francenildo não pode atuar como assistente da …

O Globo‎há 1 hora‎
… como assistente da acusação, durante a análise da denúncia oferecida contra o ex-ministro da Fazenda e hoje deputado federal Antonio Palocci (PT-SP). …

STF: Procurador-geral diz que existem indícios fortes sobre a …

O Globo‎há 20 minutos‎
… Roberto Gurgel, afirmou que está convicto do envolvimento do ex-ministro da Fazenda e hoje deputado federal Antonio Palocci (PT-SP) , do ex-presidente …

STF decide hoje se abre ação penal ou arquiva denúncia contra Palocci

Terra Brasil‎há 12 horas‎
… (STF) decidirá na sessão plenária de hoje (27) se será aberta uma ação penal ou arquivado processo contra o deputado federal Antonio Palocci (PT-SP), …

Papo rápido com Francenildo Costa, o caseiro

O Globo‎há 3 horas‎
Antonio Palocci saiu do Ministério da Fazenda por causa do que você falou. As pessoas ainda lhe abordam na rua por causa disso? …

Palocci vê fim da crise global e defende Estado menor no Brasil

International Business Times Brasil (IBTimes Brasil)‎26/08/2009‎
O deputado e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT-SP) elogiou a condução da política econômica do governo Lula na atual crise global e defendeu um …

Manchetes dos jornais: edital contraria versão do GSI sobre banco …

Congresso em Foco‎há 10 horas‎
O governo espera que o Supremo Tribunal Federal (STF) abra hoje o caminho para a candidatura do deputado Antonio Palocci (PT-SP) ao governo de São Paulo nas …

Em busca de alforria

Zero Hora‎há 9 horas‎
Até 2002, Antonio Palocci era um mero prefeito do interior paulista, sem qualquer projeção nacional no PT. A morte de Celso Daniel o catapultou à …

Caso Palocci: pena de envolvidos pode virar prestação de serviço

Terra Brasil‎há 2 horas‎
Os ministros do STF julgam nesta tarde se aceitam denúncia do Ministério Público contra Antonio Palocci por suposta participação na quebra do sigilo …

Palocci, da ascensão meteórica à derrocada

veja.com‎há 3 horas‎
O deputado e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, uma vez o “homem forte” do governo Lula, responderá nesta quinta-feira pelo suposto envolvimento na …

Resumo do Correspondente Ipiranga 8h – Rádio Gaúcha

Zero Hora‎há 9 horas‎
STF julga nesta tarde o ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci. — Pagamento do salário de agosto do funcionalismo estadual começa hoje. …

O emocionante encontro de Shankar e Opash

Abril‎há 8 horas‎
Queremos ver justiça nessa novela, pois a vida real no Brasil é cheia de armações, vamos ver a decisão hoje do Supremo em relação a AntonioPalocci. …

AL/MT pede que Unale busque autonomia do legislativo no STF

O Documento‎há 2 horas‎
O ministro Gilmar Mendes informou aos organizadores do evento que ficou impossibilitado de vir à Cuiabá, em razão do julgamento de Antônio Palocci. …

STF decide hoje se denuncia Palocci

Destak Jornal‎há 17 horas‎
O STF deve decidir hoje se aceita ou não a denúncia contra o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci por quebra de sigilo funcional. …

Lula não fará seu sucessor

Jornal do Meio Ambiente‎há 16 horas‎
Estrelas como José Dirceu, Luiz Gushiken e Antonio Palocci se apagaram. Eu não diria que o partido está extinto, mas está caminhando para isso. …

Brazil will miss Lula

GulfNews‎há 55 minutos‎
Last week rumours began circulating that PT was considering a possible alternative candidate, Antonio Palocci, a former finance minister, who was forced to …

Sírio Possenti De Campinas (SP)

Terra Magazine‎há 9 horas‎

Esperemos pelo caso Palocci… FHC fez uma reforma política que aprovou sua própria reeleição. Lula não lutou por outro mandato por convicção ou por cálculo ..

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Imprensa destaca o papel do jornalista Marcelo Netto na crise

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Por Luiz Antonio Magalhães em 6/4/2006

Leia abaixo os textos de quinta-feira selecionados para a seção Entre Aspas.

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Folha de S. Paulo

Quinta-feira, 6 de abril de 2006

CRISE POLÍTICA
Marta Salomon e Andréa Michael

Ex-assessor se cala na PF e não é indiciado

“Ex-assessor especial do ex-ministro Antonio Palocci, Marcelo Netto pediu tempo para responder à Polícia Federal se teve ou não acesso aos extratos bancários do caseiro Francenildo dos Santos Costa, mas seu advogado entende que, na condição de assessor de imprensa da Fazenda, Netto não tem ‘em tese’ responsabilidade de guardar o sigilo das informações. Ele não foi indiciado pela PF.

O criminalista Eduardo Toledo disse que seu cliente responderá às perguntas da Polícia Federal tão logo tenha acesso ao inquérito que apura a violação do sigilo bancário do caseiro. Netto é investigado pelo vazamento das informações sobre depósitos e saques na conta de Costa.

O ex-assessor de Palocci compareceu ontem de manhã à sede da Polícia Federal, mas optou por ficar em silêncio antes de reconhecer detalhes do inquérito. ‘Digo que o Marcelo é inocente, mas ele, só ele, vai poder dizer se viu ou não os extratos, não seria ético de minha parte responder por ele’, afirmou Toledo, que acreditava no indiciamento de seu cliente, o que não ocorreu ontem, ao contrário de Palocci e do ex-presidente da Caixa Econômica Federal Jorge Mattoso -ambos foram indiciados após depor.

Em entrevista após a passagem de Netto na Polícia Federal, Eduardo Toledo desenvolveu o raciocínio segundo o qual jornalistas que exercem funções públicas respondem também ao código de ética da profissão. ‘O Marcelo é um jornalista e jornalistas têm o dever de informar’, disse.

Ainda de acordo com o advogado criminalista, a suposta quebra de sigilo bancário do caseiro teria ocorrido antes da divulgação dos dados à imprensa. ‘O crime, se aconteceu, se configurou no momento em que houve acesso aos dados fora das hipóteses legais.’

Netto chegou ontem à sede da PF em Brasília às 7h50. Entrou pela porta da frente, ao contrário da maioria dos investigados que se apresentaram para prestar depoimento até agora. Em regra, eles têm entrado pela garagem.

O único comentário do jornalista que consta do depoimento é que ele estaria muito abalado com os últimos acontecimentos. Para a PF, ainda não há elementos no inquérito que permitam enquadrar o jornalista em prática de crime.

Toledo afirmou que seu cliente é ‘inocente’ e tratou como ‘natural’ o fato de Netto ter acompanhado reuniões na casa de Palocci em que foram tratados assuntos relacionados ao caseiro.

Os dois principais personagens indiciados pela quebra do sigilo bancário -Palocci e Mattoso- insistem em que suas participações no episódio se limitaram ao cumprimento de uma rotina de detecção de movimentações bancárias atípicas. Mattoso diz que entregou os extratos a Palocci, que sustenta ter destruído os documentos sem vazá-los.

Netto estava presente na residência do ex-ministro no momento em que os extratos foram entregues. O advogado explicou assim a presença do cliente na casa: ‘Ele fez o que fazia nos últimos dez meses, desde o início da crise no Ministério da Fazenda’, numa referência ao envolvimento de Palocci em denúncias de corrupção.

Toledo negou que Netto busque proteção do governo em troca de silêncio. ‘Não há pedido de blindagem. Há uma nuvem cinzenta que a cada dia envolve mais pessoas, mas a defesa não permitiria uma situação dessas, não há conluio entre os investigados.’”

***

Sob Collor, jornalista presidiu Radiobrás

“Antes de assumir a responsabilidade pela definição das estratégias de comunicação do Ministério da Fazenda, o jornalista Marcelo Netto trabalhou em importantes jornais, revistas e televisões do país. No governo de Fernando Collor (1990-92), chegou a presidir a Radiobrás, estatal de comunicação.

Trabalhou também como repórter da revista ‘Veja’, da Folha e ocupou cargos de direção no jornal ‘O Globo’ e na TV Globo. Durante a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002, Netto trabalhou com o publicitário Duda Mendonça, que era responsável pelo marketing da campanha eleitoral do PT e cuidava pessoalmente da imagem de Lula.

Após a eleição, Netto integrou a equipe de transição do governo e passou a trabalhar diretamente com Antonio Palocci, coordenador da nova equipe. Ao ser nomeado ministro da Fazenda, Palocci convidou o jornalista para assessorá-lo.

Inicialmente, Netto seria o porta-voz do ministro e um elo entre os demais técnicos do ministério e a imprensa. Com o tempo, sua importância interna cresceu e passou a responder pelos assuntos relacionados somente ao ministro. Ele acompanhava Palocci e sempre era consultado pelo então ministro em momentos de crise envolvendo outras áreas da equipe econômica, como o Banco Central.

Netto não gostava de ser identificado como assessor de imprensa do ministro, dizia ser ‘estrategista’ de Palocci. Na Fazenda, tinha salário de DAS 5, o segundo nível abaixo do ministro.

Militante do PC do B (Partido Comunista do Brasil) na juventude, Netto foi preso em Vitória (ES) no começo dos anos 70 e, na prisão, casou com Miriam Leitão, sua primeira mulher. O jornalista também foi casado com Ana Paula Padrão, apresentadora do ‘SBT Brasil’.”

TODA MÍDIA
Nelson de Sá

Um banho

“Globo News e Band News entraram ao vivo, cortando a transmissão que faziam antes do vexame de João Paulo Cunha _e desta vez foi tudo muito rápido na CPI, poucos minutos.

No dizer do blog de Fernando Rodrigues, no UOL, ‘Delcídio Amaral foi implacável, não dando a palavra aos governistas que tentaram protelar’.

Mas não faltou drama, de Jorge Bittar ameaçando e até ofendendo o mesmo Delcídio a Onyx Lorenzoni festejando e abraçando Osmar Serraglio.

Nas palavras finais do petista presidente da comissão:

_ O relatório foi aprovado… Está encerrada a sessão e estão concluídos os trabalhos.

Daí para a repercussão eletrônica, de bate-pronto.

No Google Notícias e na Folha Online, o movimento foi quase idêntico. De início, as manchetes de ambos anunciavam:

_ CPI aprova relatório final em sessão tumultuada.

Meia hora depois, a mudança dos dois sites para o enunciado com teor semelhante:

_ Governo perde e oposição aprova relatório de CPI.

Nos telejornais, a Band foi na mesma linha, na manchete:

_ Em sessão tumultuada, governistas perdem queda-de-braço para a oposição e relatório oficial da CPI dos Correios é aprovado em Brasília.

Mas o ‘Jornal Nacional’ deu a manchete para a violenta rebelião na Febem. E só depois:

_ O valerioduto em julgamento. Aprovado o relatório final da CPI dos Correios. E os deputados decidem o destino do ex-presidente da Câmara, João Paulo Cunha, do PT.

Na blogosfera, Josias de Souza destacou de imediato na Folha Online que o ‘governo levou um banho na CPI dos Correios’.

Mas observou que foi ‘o temor de Lula e das alas mais responsáveis do petismo, de que a CPI terminasse sem relatório’, que levou o partido a desistir do relatório paralelo. Não que tivesse maior chance.

Diversos blogs, a começar do Noblog, sublinharam o jogo dos peemedebistas, a começar do relator _e depois a abstenção dos demais integrantes.

E no fim foi ao peemedebista Renan Calheiros, presidente do Senado, que os petistas mais desesperados recorreram, como relatou o blog do UOL.

Sem esperança, pelo que indicou nota postada logo depois pelo Blog Brasil:

_ O clã Sarney, aliado de Lula, já acena para Geraldo Alckmin. Disse que pode apoiar o candidato desde que o PSDB do Maranhão se alie à candidatura de Roseana, do PFL. A oferta foi feita a Tasso Jereissati.

É a debandada.

NO ESPAÇO

Lula e Pontes, para ninguém

O ‘Jornal Nacional’, depois de muitos dias de telenovela com o astronauta brasileiro, em conversas com William Bonner e Fátima Bernardes, sumiu com o mesmo de seus destaques _sumiu com Marcos Pontes e, também em debandada, com a conversa com Lula.

Ao vivo, no início da noite, só Record e Band News transmitiram, ainda assim parcialmente. A Cultura, depois de anunciar que transmitiria, desistiu. Os telejornais, quando muito, deram breves registros.

Não que tenha sido um espetáculo, até pelo contrário. Nem o presidente nem seu ex-ministro da Defesa, José Alencar, ambos de semblante carregado, conseguiam transparecer ânimo. Naquele instante, a CPI acabava de aprovar o relatório e o plenário da Câmara entregava a pizza de seu ex-presidente João Paulo Cunha.

Perdeu-se o que o jornal italiano ‘La Stampa’ chamou ontem de ‘campanha no espaço’. Segundo a reprodu ção da BBC Brasil, para o jornal ‘a conversa com Pontes era oportunidade politicamente muito apetitosa para que Lula deixasse escapar’. Escapou assim mesmo.

O impeachment

Enquanto Lula falava ao espaço, avançava o debate sobre o impeachment. Foi manchete da Folha Online, de manhã:

_ Relatório da OAB quer impeachment de Lula. É o relatório preliminar da comissão da OAB que, ‘pronto no ano passado, não foi divulgado’, à espera de decisão maior.

Ouvido pelo UOL sobre ‘qual é a possibilidade de impeachment’, o presidente da OAB, Roberto Busato, disse que vai ‘aguardar as considerações finais’, pós-CPI, mas adiantou:

_ Eu, particularmente, não me convenci muito do relatório de Osmar Serraglio.

A recaída

De sua parte, sites próximos ao governo, como o novo Vermelho, e toda a blogosfera petista já estão em modo de combate ou, talvez melhor, de pânico.

Em editorial, o primeiro apontou ‘recaída golpista’ da oposição e argumentou que, ‘em desespero’ depois das pesquisas de fevereiro, ‘a direita volta a rosnar a ameaça de impeachment’. Os blogs petistas, caso do Bué de Bocas, vão além:

_ Se a OAB, o PSDB, o PFL, a Opus Dei continuarem articulando um golpe no Brasil, vamos virar uma Venezuela nas ruas.”

TV CULTURA EM CRISE
Daniel Castro

Ombudsman diz que TV Cultura o esconde

“Em novo texto publicado anteontem no site da Cultura, o jornalista Osvaldo Martins reclama que é ‘o ombudsman mais independente do mundo e, com certeza, também o mais escondido’.

No texto, o ombudsman da TV Cultura festeja seus ‘15 minutos de fama’ após a Folha noticiar seu texto anterior, em que defende a extinção dos telejornais da emissora em prol de programas jornalísticos de melhor qualidade.

Martins diz que a Cultura o esconde porque, além de não ter lhe dado um programa e uma ouvidoria, como inicialmente combinado, tirou o link de seu site na página inicial da emissora.

Antes disso, até setembro passado, Martins recebia 40 e-mails por dia de telespectadores. Agora, só recebe dois (de estudantes). Antes, ele criticava toda a programação da TV. Agora, a pedido da direção, se restringe ao jornalismo.

À Folha, Martins disse que se considera um ‘meio ombudsman’, porque o que ‘caracteriza um ombudsman é a publicação de sua opinião no veículo’ em que trabalha _e ele só a publica na internet, e ainda ‘escondida’.

‘Não quero opinar sobre os desígnios da direção da Cultura. Mas que não foi cumprido o que foi combinado, isso não foi’, diz. Seu mandato termina em junho: ‘Não pretendo continuar’.

A TV Cultura, via assessoria de imprensa, disse apenas que o texto de Martins ‘não expressa nem reflete a opinião’ da emissora.

OUTRO CANAL

Ciumeira 1 O astronauta Marcos Cesar Pontes está sendo chamado nos bastidores das concorrentes da Globo de ‘Globonauta’, porque até agora já deu duas entrevistas exclusivas, diretamente da estação espacial internacional, ao ‘Jornal Nacional’. As outras redes só tiveram acesso a uma entrevista coletiva de Pontes.

Ciumeira 2 A Globo afirma que teve entrevistas exclusivas porque investiu ‘uma fortuna’ e se planejou. Há meses, fechou contrato com a agência Novosti, responsável pelas transmissões via satélite do programa espacial da Rússia, o que tornou as entrevistas viáveis.

Amarelou Fracassaram as negociações da Record pela aquisição dos direitos do livro ‘Gabriela, Cravo e Canela’, de Jorge Amado, para a produção de uma nova versão da novela ‘Gabriela’. Na Record, atribui-se a barreira à Globo.

Retorno A Globo andou recebendo sondagens de jornalistas que a trocaram, recentemente, pela Record. Os profissionais estariam descontentes na nova casa, que já mudou o horário do ‘novo’ ‘Jornal da Record’ duas vezes neste ano.

Busca A Band está tendo dificuldades para encontrar um novo diretor de teledramaturgia, na vaga deixada por há quase dois meses por Herval Rossano, que foi para o SBT. Negocia atualmente com Ignacio Coqueiro, ex-’Caldeirão do Huck’.”

************

O Globo

Quinta-feira, 6 de abril de 2006

CRISE POLÍTICA
O Globo

Netto não fala sobre quebra de sigilo

“BRASÍLIA. O jornalista Marcelo Netto, ex-assessor de imprensa do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, prestou ontem depoimento de mais de três horas na Polícia Federal sobre a quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa. Apontado como um dos suspeitos do vazamento à imprensa das informações bancárias do caseiro, Netto se recusou a responder as perguntas do delegado Rodrigo Carneiro Gomes sobre o assunto. Segundo a polícia, o jornalista não foi indiciado, mas permanece sendo investigado por suposto envolvimento na operação.

Netto se nega a falar porque diz que é investigado

Netto estava junto com Palocci no dia 16 do mês passado, quando o ex-ministro recebeu do ex-presidente da Caixa Jorge Mattoso o extrato bancário de Francenildo. No dia seguinte, as informações foram divulgadas no site da revista ‘Época’.

Marcello Netto chegou à PF às 7h50m acompanhado do advogado Eduardo Vilhena Toledo. Os dois tiveram que esperar até a abertura do expediente, às 8h, antes de subir até o 7 andar, onde foi ouvido. Questionado sobre sua suposta participação na quebra do sigilo bancário de Francenildo, o jornalista alegou a condição de investigado para não responder as perguntas.

Pela legislação em vigor, pessoas investigadas não precisam fornecer à polícia informações que consideram prejudiciais a sua defesa num eventual processo criminal.

Segundo um policial que está acompanhando de perto as investigações, Marcelo Netto só respondeu a perguntas não vinculadas à quebra do sigilo de Francenildo. Num destes momentos, ele teria dito que estava abalado e estressado pelos difíceis momentos pelos quais tem passado desde o início do escândalo da quebra do sigilo do caseiro. O jornalista também negou que tivesse tentado fugir da intimação para depor. A PF vinha tentando intimar o jornalista desde sábado, mas ele só teria sido localizado ontem.

Polícia diz que ainda pode convocá-lo para depor

Eduardo Toledo negou que o cliente esteja envolvido na quebra do sigilo.

– Ele não tem nada a ver com isso – disse.

Depois do depoimento, Netto deixou o prédio da PF num Pajero preto, de vidros escuros, sem dar entrevistas. Ele saiu pelo portão da garagem da PF. Para a Polícia Federal, Netto ainda pode ser chamado para depor novamente.”

INTERNET
Fernando Duarte

Maior cadeia de eletrônicos do Reino Unido vai operar somente pela internet

“A Dixons, maior cadeia de lojas de eletroeletrônicos do Reino Unido, anunciou ontem sua despedida do mundo real: a partir de maio vai operar exclusivamente na internet, com suas 190 lojas britânicas sendo absorvida pela Currys, outra rede do grupo DSG, que controla as empresas. A decisão foi justificada pelo executivos da Dixons não apenas pelo fato de que o hábito de comprar online está cada vez mais comum no país, sobretudo no ramo de eletroeletrônicos, mas pelo aumento de mais de 50% nas vendas virtuais da empresa nos últimos quatro anos.

No mundo real, a situação da Dixons não era das mais saudáveis. Em 2004, 106 lojas foram fechadas para cortar custos. A percepção geral era de que faltava fôlego para uma das mais tradicionais empresas britânicas, que começou como um simples estúdio fotográfico, em 1937, antes de se tornar presença obrigatória nas ruas comerciais do Reino Unido.

O plano da DSG é incentivar os consumidores a procurar a Dixons virtual para comprar aparelhos mais compactos, como DVD players e tocadores de MP3, com as lojas da Currys mantendo em estoque eletrodomésticos como geladeiras e televisões. A mudança para a internet, segundo a empresa, representará uma economia imediata de cerca de US$ 6 milhões por ano, permitindo ainda corte nos preços de produtos. Não haverá demissões – os empregados da Dixons passarão a trabalhar nas lojas da Currys.

Recente estudo do grupo de consultoria Verdict mostrou que os britânicos gastaram quase US$ 16 bilhões no varejo online em 2005, volume muito próximo dos US$ 18,5 bilhões do comércio tradicional. Hoje, um em cada quatro britânicos compra pela internet e a expansão das transações em 2005 foi de 30%, quase 20 vezes mais que o do comércio tradicional.”

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO
Bloomberg News

Software da Apple deixa Mac rodar Windows

“SAN FRANCISCO. O namoro menos provável do mundo da informática acaba de acontecer. A Apple Computer lançou um software que permite que seus modelos mais novos de computador rodem o sistema operacional Windows XP, da arquiinimiga Microsoft Corp. O software, batizado de Boot Camp, funcionará em computadores pessoais equipados com chips da Intel Corp., disse a Apple, sediada em Cupertino, na Califórnia, em um comunicado.

Em janeiro passado, o diretor-executivo da Apple, Steve Jobs, iniciou a migração para os chips da Intel, a maior fabricante mundial de semicondutores, a serem instalados nos computadores de mesa iMac. Jobs está promovendo a melhoria do desempenho dos Macs para atrair clientes e capitalizar o interesse dos consumidores pelo music player digital iPod, da Apple. Ele pretende adotar chips da Intel em todos os Macs até o fim deste ano.

Em fevereiro passado, a Apple começou a comercializar seu primeiro notebook equipado com chips Intel, o MacBook Pro, e também passou a adotar os chips da empresa em seu computador de mesa mais barato, o Mac mini, que custa US$ 599. Antes, esses computadores eram equipados com processadores fabricados pela IBM.

A Apple vendeu 1,25 milhão de Macs em seu primeiro trimestre fiscal, que foi o quinto período consecutivo no qual as remessas da empresa superaram a marca de um milhão de unidades. Os Macs responderam por 30% das vendas da Apple.”

TELEVISÃO
Paulo Ricardo Moreira

Regina Casé mostra que a periferia é legal

“Zé Brown é líder da banda de hip hop Faces do Subúrbio. Sua música faz denúncia social. Dedesso, vocalista da Vício Louco, canta tecnobrega. Suas letras falam de diversão. O que eles têm em comum? São desconhecidos do público e ignorados pela TV, mas na periferia de Recife fazem o maior sucesso. Os dois são alguns dos novos talentos descobertos por Regina Casé no programa ‘Central da periferia’, uma criação da apresentadora e do antropólogo Hermano Vianna, com direção de núcleo de Guel Arraes, que estréia neste sábado às 16h50m, após o ‘Globo notícia’, na Rede Globo.

Especialista em retratar anônimos, Regina Casé acha graça quando é perguntada como consegue encontrar tanta gente interessante. Na verdade, não é bem assim.

– Zé Brown e Dedesso são famosíssimos. Não tem a menor descoberta. Eles existem, estão lá. As pessoas é que não vão aonde eles estão. Este é um programa de inclusão cultural – diz a apresentadora, que explora os lugares por onde passa em suas viagens.

Próximos especiais serão em São Paulo, Rio e Belém

Série de quatro especiais – o primeiro deles gravado no Morro da Conceição, em Recife – ‘Central da periferia’ irá ao ar mensalmente. Trata-se de um derivado do projeto ‘Brasil total’ (de Regina, Hermano e Guel), mostrando os ‘brasis’ que o povo não conhece e revelando talentos regionais. Para quem assistiu ao ‘Mercadão de sucessos’, quadro do ‘Fantástico’ que mostrava os artistas e os diferentes gêneros musicais surgidos na periferia das grandes cidades, o programa é uma evolução daquela idéia: converge tudo o que Regina e Hermano já fizeram juntos desde 1991, em atrações como ‘Programa legal’ e depois ‘Brasil legal’.

– Aqui há uma reflexão. Não é só diversão – esclarece Hermano. – Vamos à periferia encontrar pessoas diferentes e interessantes, que têm projetos sociais e de cidadania.

Se antes os dois buscavam personagens e coisas ‘legais’ que estavam escondidos no país, a novidade é a procura por ações ‘legais’, voltando o foco para a arte e a cultura produzidas pelo povo que mora na periferia e para o engajamento social. A constatação de Hermano Vianna é que essas populações hoje estão bem mais organizadas:

– Isso é resultado de 20 anos de democracia no país.

A música conduz o primeiro programa. No Morro da Conceição, periferia de Recife, foi montado um palco de cerca de 400 metros quadrados. Mais de 1.500 pessoas assistiram ao show de ídolos locais, como Zé Brown, Dedesso e Michelle Melo, a Madonna do Nordeste, entre outros. Além da música, Regina Casé acompanha as histórias de cada um e mostra que eles exercem outras atividades criativas ou se empenham em projetos sociais.

A idéia não é realizar nos próximos especiais um musical, como o ‘Mercadão’.

– A gente tinha vontade de fazer um programa de auditório, mas ao ar livre. Um palco que circulasse por todo o país – conta Hermano.

O segundo especial já está sendo feito em São Paulo. Os próximos serão gravados no Rio de Janeiro e em Belém.”

Amelia Gonzalez

Uma vez por mês? É pouco. Quatro edições? É pouco

“É absolutamente genial o ‘Central da periferia’. Pena que o programa não seja transmitido em horário nobre e que não tenha uma periodicidade menor. Uma vez por mês é pouco. Quatro edições? É pouco.

Porque ‘Central da periferia’ está entre as poucas atrações com um olhar realmente diferenciado na televisão. É parecido com o ‘Programa legal’ ou com ‘Brasil legal’? Até pode ser. Mas desta vez o trio Hermano Vianna/Guel Arraes/Regina Casé espraiou.

No início, ‘Central da periferia’ parece um programa feito para mostrar as boas músicas que o pessoal do ‘eixo’ não conhece. Aos poucos, o telespectador vai sendo levado para a casa dos cantores e fazendo contato com os bastidores de um show de auditório cujo palco foi montado na entrada de um morro de Recife.

E aí, bem… e aí o público é apresentado ao homem que confecciona as botas de uma das cantoras mais populares da região, doida por botas e roupas muito, muito provocantes. Ele é um sapateiro comum, franzino e quase humilde. Ela é uma espécie de Britney Spears da periferia de Recife (Você achou demais a comparação? Espere até assistir ao programa.).

O show continua, Casé apresenta Dedesso, cantor de música brega que não dá a mínima para esse negócio de pirataria porque quer mais é que todo o mundo ouça as músicas dele. Logo depois, está-se na casa de Dedesso, um barraco de alvenaria, e a apresentadora faz aquilo que mais sabe fazer: senta-se no sofá da sala e bate papo com os familiares.

E quando se pensa, enfim, que o programa vai além de ser um musical porque apresenta também a vida dos cantores, Regina Casé chama ao palco mulheres vítimas de violência doméstica. E emociona o público com as histórias de cada uma, além de mostrar o jeito que elas arranjaram para se livrar da crueldade dos maridos: botam um apito na boca e fazem muito barulho. A torcida é para que ‘Central da periferia’ também faça muito barulho na audiência.”

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O Estado de S. Paulo

Quinta-feira, 6 de abril de 2006

CRISE POLÍTICA
O Estado de S. Paulo

Jornalista levantou suspeita sobre conta do caseiro

“Três semanas após a violação do sigilo bancário de Francenildo dos Santos Costa, um episódio permanece obscuro: a informação de que Nildo teria na conta bancária um valor incompatível com o salário de caseiro. Em seu depoimento à Polícia Federal, o ex-ministro Antonio Palocci começou a esclarecer esse ponto – disse ter tomado conhecimento de que Nildo teria uma quantidade de dinheiro possivelmente suspeita a partir de informação da jornalista Helena Chagas, diretora da sucursal do jornal O Globo, em Brasília.

A declaração de Palocci e outra do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), feita durante a sessão da CPI dos Bingos em que Nildo foi ouvido, pode explicar a origem da suspeita sobre o caseiro, que culminou com a devassa fiscal e bancária.

A jornalista mora numa casa vizinha à que ficou conhecida como a mansão da república de Ribeirão, alugada por ex-assessores de Palocci no Lago Sul, bairro nobre de Brasília. O jardineiro de Helena, conhecido de Nildo, teria comentado com os patrões sobre o interesse do caseiro em comprar um lote. Já teria, ainda, recebido parte do dinheiro para fechar o negócio – algo em torno de R$ 15 mil.

Na tentativa de apurar melhor o fato, Helena teria comentado o episódio com o senador Tião Viana (PT-AC), líder do governo no Senado, que repassou a informação a Palocci. Este, então, procurou a jornalista para tentar saber mais detalhes.

Mesmo sem obter qualquer informação a mais, conforme nota formal do jornal O Globo, Palocci deflagrou o processo de violação da conta de Nildo, em operação que ele nega, mas da qual a Polícia Federal tem certeza de que foi o mandante.

A esperança do ex-ministro de que o saldo de Nildo provasse que ele recebera para fazer as denúncias que foram publicadas pelo Estado, no dia 14, fez com que acionasse várias instâncias da burocracia do Estado. Foi uma seqüência de operações até que o extrato de Nildo fosse parar na redação da revista Época, que divulgou as informações sigilosas.

A revista é a única que detém a identidade do mensageiro de Palocci. Como tem a prerrogativa legal de preservar o sigilo da fonte – e a exercerá, segundo seu diretor, Hélio Gurowitz -, resta tentar a confirmação desses fatos tomando os depoimentos da jornalista, de seu jardineiro e aguardar o pedido de quebra de sigilo dos envolvidos. Para chegar a uma conclusão, a PF vai investigar Palocci, o ex-presidente da Caixa Jorge Matoso e Marcelo Netto – assessor de imprensa do ex-ministro.

Helena está em férias e, segundo a nota do jornal, ela ‘foi realmente procurada pelo ministro Palocci, que buscava obter informações sobre uma possível movimentação financeira estranha do caseiro’.

Informa ainda O Globo: ‘A jornalista disse ao ministro que o jornal tomou conhecimento dessa versão, que circulava em Brasília, mas que não ela não foi confirmada. Por isso, o jornal nada publicou a respeito.’ Helena e o jardineiro serão convocados para depôr.”

CADERNO 2, 20 ANOS
O Estado de S. Paulo

Duas décadas do lado das artes

“Artistas opinam sobre o papel do Caderno 2 do Estado, que surgiu no dia 6 de abril de 1986

Há exatamente 20 anos, no dia 6 de abril de 1986, nascia o Caderno 2. Nesta página, representantes do meio artístico nacional opinam sobre o papel do caderno na divulgação da cultura nas últimas duas décadas.

MARISA MONTE, cantora: ‘Trabalhar com informação, com relações humanas, falar com as pessoas é uma responsabilidade muito grande. Acho que o Caderno 2 tem sempre renovado a oportunidade de dar visibilidade a manifestações culturais de todas as áreas.’

GILBERTO GIL, ministro da Cultura: ‘O Caderno 2 completa 20 anos como um dos espaços mais qualificados na cobertura cultural do País. Consegue reunir repórteres de alto nível, consistência, serviço e reflexão com um tratamento digno dos temas que muito dignifica o jornal na história da imprensa brasileira.’

ZÉ CELSO, diretor do Oficina: ‘Está ficando cada vez melhor, com mais conteúdo, mais bonito. As fotos não só do Caderno 2, mas do Estadão são maravilhosas. Você tem pessoas maravilhosas no caderno. Na minha área, é uma maravilha. Tem os críticos de cinema, o Loyola (meu conterrâneo), o Quiroga. Adoro o Caderno 2 e quero que ele cresça muito.’

SILVIO DE ABREU, autor de novelas: ‘O caderno se destaca pela eficiência, transparência e cuidado com que faz suas matérias em todos os campos da cultura. Em televisão, isso fica evidente porque não trata o veículo com preconceito, reservando a nós, que trabalhamos nele, o mesmo espaço e prestígio que dedica ao cinema, teatro e à literatura.’

FRANCIS HIME, compositor: ‘O Caderno 2 é fundamental para a cultura brasileira – é quase impossível imaginar o seu desenvolvimento sem a contribuição trazida por este órgão tão atuante.’

TOM ZÉ, cantor e compositor: ‘No Caderno 2, a expressão ‘cultura de massa’ tem os dois termos contemplados. O que se vem fazendo com a massa, por meio do desprestígio cultural, é criminoso, mas aqui o leitor dispõe de temas importantes cuja relevância o jornal recoloca. Quando viajo, os Cadernos 2 são guardados e leio ao voltar. São toques imprescindíveis que o Caderno 2 se preocupa em dar, e despertar o leitor é função educativa e humana.’

NANDO REIS, cantor e compositor: ‘Acho que tem uma linguagem diferenciada dos outros cadernos culturais. Disponibiliza espaço e, conseqüentemente, oferece textos consistentes. Isso é uma característica muito própria, tradicional.’

TOMIE OHTAKE, artista plástica: ‘Artigos longos que possibilitam o aprofundamento dos temas. Maior cobertura de cultura, não da indústria cultural, dando ênfase ao original. Resistência a tendências passageiras, o que demonstra um olhar crítico permanente. Estilo contido no texto e na diagramação, sem ser conservador.’

LEDA CATUNDA, artista plástica: ‘É democrático e dá espaço para as mais variadas manifestações, com as reportagens e críticas dos competentes jornalistas na área de artes plásticas fica difícil perder uma boa exposição. A gente acompanha a manifestação dos coleginhas e de quebra vem cinema, teatro, música, literatura, Cesar Giobbi e os imperdíveis cronistas da última página.’

LYA LUFT, escritora: ‘Em primeiro lugar, o caderno sempre noticiou coisas boas. É um jornal muito isento, um veículo muito respeitado, com base fortíssima. Sempre soube escolher boas coisas para divulgar, coisas que fazem parte da história da cultura brasileira. Tem críticos e resenhistas com fundamentação.’

CHICO CÉSAR, cantor e compositor: ‘A existência de um caderno cultural, que consegue tratar arte e cultura com autonomia em relação ao mercado, é muito importante para a classe artística e a sociedade. O Caderno 2 , sem ignorar o mercado, tem enxergado além dele e levado informações preciosas a seus leitores.’

BEATRIZ SEGALL, atriz: ‘O Caderno 2 é o melhor suplemento cultural entre os que conheço no País. O único que ainda reserva algum espaço para a divulgação do teatro. Espaço que nos falta muito, sobretudo após a estréia dos espetáculos. Quanto ao diálogo crítico, foi importante anos atrás. Já recebi uma crítica de dramaturga: ‘Leio o Caderno 2 pela qualidade dos seus colunistas, críticos e cronistas e pelo espaço que abre para todas as modalidades de arte, inclusive a dança e a música erudita, em geral pouco contempladas. Leio pelo seu respeito aos artistas e profissionais que produzem cultura, pela seriedade das críticas não contaminadas de atitudes blasés ou apriorísticas. Leio para saber o que é importante e o que será.’

MILTON HATOUM, escritor: ‘De que forma ajuda na divulgação da cultura? Com boas reportagens, artigos, entrevistas e comentários críticos sobre a cultura no Brasil e no mundo. O caderno tem acompanhado de perto a produção das artes e da literatura, dando voz e destaque não apenas aos eventos que acontecem em São Paulo, mas também em outras cidades e regiões brasileiras.’

MARÍLIA PÊRA, atriz: ‘Acompanho com prazer, alegria e surpresa as informações culturais de entretenimento contidas no Caderno 2. Se há um local onde você pode se enriquecer de maneira leve e sólida, é nesse Caderno 20 anos.

UGO GIORGETTI, cineasta: ‘A diversidade surpreende: além do noticiário esperado, surge sempre alguma matéria que faz a diferença.’”

***

NÚMERO 1 TINHA GIL, CHICO, CAETANO, HENFIL, LAERTE…

“HÁ 20 ANOS…: O Caderno 2 estreou nas páginas do Estadão em um domingo, no dia 6 de abril de 1986. A capa trazia estampados dois importantes ícones da música brasileira: Chico Buarque e Caetano Veloso. Na época, os dois se preparavam para estrear um programa na Globo, só no dia 25 daquele mês. Mas a jornalista Regina Echeverria conseguiu antecipar a conversa com a dupla, com exclusividade. Na ocasião, foi considerado um feito da emissora reunir músicos de tamanho prestígio. Na entrevista, os dois falaram livremente sobre aquela nova empreitada, sobre televisão, sobre o então ministro da Cultura, Celso Furtado, sobre censura.

No rol dos colaboradores, Nirlando Beirão cunhou um artigo em que lançou seu olhar sobre a lenda Al Capone, aproveitando como mote a então descoberta de um cofre blindado do gângster. Já Marco Antonio de Menezes, de Nova York, falava da presença brasileira em Manhattan.

No cinema, Marcas do Destino, de Peter Bogdanovich e estrelado por Cher, acabava de entrar no circuito paulistano. Entre Dois Amores, que recebeu 7 Oscars, também era destaque da programação. Para abastecer ainda mais o leitor, nas últimas páginas do caderno foi montado um caleidoscópio de reproduções de cartazes de filmes como O Beijo da Mulher Aranha, A Honra do Poderoso Prizzi e Eu Sei Que Vou Te Amar.

Já o lançamento do 10.º LP de Alceu Valença, Estação da Luz, encabeçava o roteiro dos principais shows de São Paulo. Gilberto Gil, que àquela altura nem sonhava com o ministério da Cultura, também faria uma apresentação naquele dia. E além das tradicionais tirinhas, na época, assinadas por nomes como Laerte, o Caderno 2 n.º 1 contou com a genialidade dos personagens de Henfil.”

TELEVISÃO
Keila Jimenez

Multishow aposta em ibope teen

“O Multishow aposta no público teen. O canal pago, que tem como seu alvo declarado no mercado adultos com idades entre 18 e 34 anos, foi pego de surpresa por uma audiência bem mais jovem: um público forte com idade entre 11 e 17 anos.

Segundo dados fornecidos pelo canal, o Multishow viu sua audiência subir cerca de 10% em 2005 em relação à média do ano anterior. Boa parte desse crescimento tem a ver com o sucesso do TVZ, atração de videoclipes legendados que obteve aumento em 2005 de 47% de seu ibope em relação a 2004.

‘É justamente o TVZ que chama a atenção desse público bem jovem. Eles adoram o programa’, fala o diretor-geral do Multishow, Wilson Cunha. ‘Confesso que fiquei perplexo com essa audiência tão novinha, mas agora já começamos a trabalhar pensando nela.’

Tanto é que depois de Danielle Suzuki, musa teen de Malhação, o Multishow contratou outro egresso da novelinha global, Jorge de Sá. Ele fica com a atração de Danielle, o Mandou Bem, e ela assume o Tribos, que volta à programação do canal nas segundas-feiras, às 21h15.

SAIA JUSTA

Atenta a esse nicho, a nova programação do canal ganha uma espécie de Saia Justa teen. Quarto Mundo, que estréia no dia 3 de maio, traz cinco jovens pensantes e de universos diferentes que se reúnem em um quarto para debater temas ligados a música, esportes, política, cinema, sexo, drogas, internet e notícias do dia-a-dia. Na trupe, quase toda iniciante em TV, está a neta do arquiteto Sérgio Bernardes, Mana Bernardes, o filho do poeta Wally Salomão, Omar Salomão e o ex-Malhação e Cidade dos Homens Omar Docena.

Lívia Lemos, Pedro Neschling e Didi Wagner também estão entre as novidades do cast do canal.”

Gripe A H1N1

Fale com o Ministério

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quebra de sigilo bancario

Posted in IMPUNIDADE, NOTICIAS on 27 de Agosto de 2009 by os.maias
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Francenildo rejeita

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Francenildo Santos Costa

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Francenildo rejeita reparação

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mais sobre Gilmar Mendes

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O ministro Gilmar Mendes,

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Gilmar Mendes critica invasão

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Gilmar Mendes, disse hoje

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DALLARI ACUSA GILMAR

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