Archive for the GASTRONOMIA Category

A veterana chef de 20 anos

Posted in GASTRONOMIA, NOTICIAS on 30 de Agosto de 2009 by os.maias

Domingo, 30 de Agosto de 2009 | Versão Impressa

Renata Vanzetto começou a cozinhar aos 9, aos 17 abriu restaurante na praia e há 2 meses trouxe filial para SP

Valéria França

Renata Vanzetto tem 20 anos. Começou a cozinhar aos 9, aos 15 dava conta do cardápio de grandes eventos e, aos 17, abriu o seu primeiro restaurante, o Marakuthai, em Ilhabela, no litoral norte de São Paulo. O ponto escolhido foi o antigo bar de uma marina, com pé na areia e uma decoração descolada à luz de velas, que deu ares mágicos ao lugar. A modernidade ficou por conta do cardápio contemporâneo com inspiração tailandesa. A casa pegou e sua fama subiu a serra, a ponto de lhe render o prêmio de chef revelação de um conceituado guia gastronômico paulistano e dois convites, um para estagiar na cozinha de Alex Atala, dono do D.O.M., e outro para posar nua numa revista -sim, além de jovem, ela é o tipo de morena que arranca suspiros dos homens na rua.

Renata recebeu o prêmio com glórias, recusou as fotos e, segundo ela, “infelizmente”, teve de postergar o estágio. “Não daria tempo.” Há dois meses, abriu uma filial do Marakuthai na capital paulista, nos Jardins. E se transformou numa espécie de ídolo de jovens candidatos a chef. “Já passaram mais de 30 estagiários na minha cozinha”, conta. “As pessoas chegam aqui animadas, dizendo que se eu consegui, mesmo sem fazer faculdade, elas também podem. Não é bem assim. Não estudei porque ainda não deu tempo.”

Ela fica mais de 14 horas por dia em pé, cozinhando e organizando o ritmo dos pedidos. “Quando chega um grupo de oito, os pedidos precisam sair juntos. É uma correria.” E, por conta disso, já tem indicação médica para operar as varizes. “A moçada pensa que ser chef é chique. Tive estagiárias que não queriam cortar cebola para não ficar com cheiro nas mãos. Outras que queriam luvas para mexer na comida. Teve um garoto que não queria cortar o frango. Eu digo que não tem jeito. Tem de colocar a mão em tudo.”

Tirando o dom para as panelas, Renata teve a sorte de contar com uma família que sempre lhe deu suporte emocional e financeiro. “Eles acreditaram nela, desde o começo”, diz Rosa Moraes, diretora da Faculdade Anhembi Morumbi, responsável pela implantação do curso de Gastronomia há dez anos, que acompanhou de perto a carreira da chef. “Nunca acharam que era uma empolgação. Apostaram em seu talento desde o início.” E, para que o restaurante saísse, houve uma espécie de mutirão na família. A tia deu o micro-ondas, a mãe, a geladeira e a decoração, o pai, o ponto. O movimento não foi muito diferente para a abertura da segunda casa. Hoje, enquanto a tia, Regiane Camargo, toca a sede, Renata fica na filial, onde conta com a ajuda da mãe, que cuida da administração, da irmã, Luiza, de 17 anos, que fica no caixa, e de várias amigas, que se dividem em outras funções.

ILHABELA

O pai, René Vanzetto, de 57 anos, era uma empresário do ramo de confecção quando, há 20 anos, resolveu mudar de vida. Vendeu o negócio que tinha em sociedade com um irmão e se mudou para Ilhabela. Investiu o dinheiro na marina onde hoje funciona o Marakuthai. Renata e Luiza nasceram e cresceram na ilha. “Às vezes, me perguntam qual é a fórmula de minhas filhas serem assim trabalhadoras”, diz a mãe, Silvia Camargo, paisagista e decoradora, de 49 anos. “Respondo que elas tiveram uma infância simples, longe do consumo exagerado, e sabem que nada vem de graça. Dão valor ao trabalho.”

Um ano antes de abrir o restaurante e pouco depois de ganhar um concurso gastronômico na ilha, Renata resolveu viajar para a Europa. Para conseguir mais dinheiro, fez um bazar de roupas usadas. A mãe pagou a passagem e ela embarcou com uma amiga para Barcelona. “Minha mãe dizia que eu ia morrer atropelada porque nunca tinha saído da ilha.” Mesmo sendo menor de idade, ela conseguiu trabalho num bufê na Espanha e depois num restaurante na França. “Aprendi com os franceses. Eles trabalham com um cardápio enxuto, deixam muitas coisas semiprontas e tudo sai rápido.”

O cardápio do Marakuthai tem dez pratos principais. E os pedidos saem mais rápido do que um fast-food. “Quer ver a Renata brava, basta deixar o prato esfriando na cozinha”, diz Carolina Klein, de 24 anos, gerente de Atendimento e amiga. O prato sai até rápido demais, antes mesmo que o cliente consiga, por exemplo, dar o segundo gole no dry martini que pediu de aperitivo.

Mas e quanto à comida? “A ideia de praticar uma cozinha contemporânea dialogando com elementos tailandeses tem agradado principalmente aos jovens e resulta em uma proposta bem-humorada, ainda que com alguns deslizes técnicos”, diz Luiz Américo Camargo, crítico do caderno Paladar, do Estado. “Mas com tão pouca idade, ela tem tempo de sobra para investir no aprimoramento. Ao que parece, o Marakuthai vai se firmando mais como uma boa balada – ambiente aconchegante, decoração descolada, clima de esquenta para a noite.”

Gripe A H1N1

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Estréia hoje o site do Paladar

Posted in GASTRONOMIA on 1 de Dezembro de 2008 by os.maias

Espaço traz receitas, blogs e notícias; entrega do 3.º Prêmio Paladar será transmitida online a partir das 21h


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Você já deve estar com água na boca: os vencedores dos melhores pratos da cidade serão conhecidos amanhã, quando circula a edição do 3.º Prêmio Paladar. Mas enquanto você aguarda pelo caderno especial com todos os vencedores, pode matar sua fome de informações de outra maneira. É pelo site do Paladar, que acaba de estrear na internet. Coloque entre seus favoritos: http://www.estadao.com.br/paladar

Com muitas notícias, blogs, receitas, dicas sobre vinhos, informações sobre chefs e restaurantes, o site traz, além das matérias da edição impressa, um conteúdo exclusivo, bem ao gosto dos aficionados por gastronomia e bebidas, sem contar o apurado visual. A informação está estruturada em sete canais: Reportagens, Receitas, Restaurantes, Vinhos, Chefs, Vídeos, Blogs. Os leitores também poderão participar, com suas receitas e, futuramente, com a seção Meu Paladar – onde o usuário poderá organizar suas contribuições, comentários e reportagens prediletas.

Os blogs, vale destacar, vão incluir inicialmente o já tradicional O negócio é passar bem, de Saul Galvão, e duas novidades: o blog da redação, com muita informação, e do jornalista Luiz Horta, com vinhos e harmonizações.

Hoje, um evento marca de forma inaugural a chegada do Paladar à rede: a festa do prêmio será transmitida ao vivo, diretamente do hotel Grand Hyatt, pela TV Estadão. A apresentação fica a cargo do ator Dan Stulbach.

A solenidade, com presença dos chefs mais importantes de São Paulo, poderá ser vista pela internet a partir das 21 horas.

Azevias de Batata Doce

Posted in GASTRONOMIA on 22 de Novembro de 2008 by os.maias

Ingredientes:
Massa:
375g de farinha
75g de banha
20g de manteiga (aprox. 2 colheres de sopa mal cheias)
1 colher (chá) de sal grosso
2 dl de água

Recheio:
400g de puré de batata-doce (aprox. 2 batatas doces grandes)
225g de açúcar
1 pau de canela
Casca de limão q.b.
Preparação:
Preparação da massa:
1. Misturar a farinha, o sal e as gorduras dentro de uma tigela. Trabalhar a mistura até ficar areada.
2. Adicionar a água aos poucos. Amassar até ficar uma massa elástica, enxuta e lisa.
3. Cobrir com película aderente e um pano de cozinha. Deixar descansar pelo menos uma hora.

Preparação do recheio:
1. Cozer as batatas com a pele, se for na panela de pressão é muito mais rápido (cerca de 15 minutos).
2. Descascar as batatas e esmagá-las bem com um garfo. Adicionar ao puré de batata doce, o açucar, o pau-de-canela e a casca de limão.
3. Levar a cozer em lume brando, sem deixar de mexer, até engrossar. Deixar arrefecer.

Preparação das azevias:
1. Colocar farinha numa bancada limpa, estender pequenas porções da massa, com o auxilio de um rolo, até à espessura de dois milímetros.
2. Cortar a massa em círculos de dez centímetros de diâmetro (com auxílio de uma tigela, por exemplo e de um cortador).
3. Colocar uma colherada de recheio no centro e dobrar em forma de meia lua. Repetir este processo até acabar a massa e o recheio.
4. Fritar as azevias em óleo fervente. Polvilhar com açúcar e canela.
E… estão prontas a comer…

Fonte :
CozinhaFresh

Faça seu próprio curry

Posted in GASTRONOMIA on 17 de Novembro de 2008 by os.maias

No passado, homens lançavam-se ao mar em busca de valiosas especiarias. Elas conservavam e davam sabor aos alimentos. Valiam ouro. Algumas são milenares. Combinando algumas, chega-se ao curry

Cíntia Bertolino – O Estado de S.Paulo


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SÃO PAULO – Na Índia, o curry não se chama curry e sim masala, a palavra hindu que designa mistura de especiarias. Uma masala indiana típica leva em média oito ingredientes – a mais popular delas é a garam masala (veja receita). Mas a combinação e a quantidade de condimentos varia conforme a região, a cidade, a família e até o cozinheiro. Daí a existência de uma infinidade de receitas. As variações, aliás, atravessam fronteiras e fazem sucesso em diferentes países.

Na Tailândia, o curry é bastante picante, traz camarão na mistura e é preparado em pasta. No Japão, o karê, um cozido que pode ser de carne, peixe ou legumes, vem em tabletes numerados conforme o grau de ardência (que vai de 1 a 5). Às especiarias, os japoneses acrescentaram gordura e farinha. Existe também uma versão bem adocicada (sabor maçã e mel) e ao mesmo tempo picante.

Aproveite esta edição do Paladar: escolha as especiarias e prepare seu próprio curry. Para não se perder, use como guia as receitas abaixo, do Restaurante Curry.

POPULAR
Garam masala

1 porção
10 minutos

Ingredientes
1 colher (sopa) de cravo-da-índia; 4 folhas de louro; 4 bagas de cardamomo (só as sementes); 2 pedaços de canela em pau; 1 colher (sopa) de pimenta preta; ½ colher (sopa) de noz-moscada ralada na hora

Preparo
Aqueça uma frigideira e ponha todos os ingredientes, menos a noz-moscada. Mexa por cerca de 1 minuto até que todas as especiarias estejam bem misturadas e o aroma, intenso. Desligue o fogo e ponha a noz-moscada. Triture em um moedor de café ou liquidificador e guarde em vidro bem fechado. Dura até 6 meses.

TRADICIONAL
Curry

1 porção
10 minutos

Ingredientes
6 pimentas dedo-de-moça secas; ½ colher (sopa) de pimenta preta; 6 cravos-da-índia; 2 pedaços de canela; 3 bagas de cardamomo (só utilizar a semente); ½ colher (sopa) de cominho; ½ colher (sopa) de coentro em pó; ½ colher (sopa) de cúrcuma (açafrão- da-terra)

Preparo
Aqueça uma frigideira e adicione todos os temperos, exceto a cúrcuma. Deixe aquecer e mexa bem, com cuidado para não queimar as especiarias. Remova do fogo quando os aromas estiverem intensos. Deixe esfriar e acrescente a cúrcuma. Triture tudo num moedor de café. Mantenha em um vidro fechado. Dura até 6 meses.

– Durante séculos, a pimenta-do-reino foi usada como moeda de troca. Levemente picante, deve ser secada ao sol antes de ser moída

– Existem mais de 200 tipos de chillies, das mais às menos ardentes. Use-as conforme seu gosto

– Conhecido há 3 mil anos, o gengibre é fundamental no curry. É picante e muito saboroso

– Muito presentes na culinária do Norte-Nordeste, as sementes de cominho têm cheiro e sabor pujante

– A mostarda (Mustum ardens, mosto ardente), conhecida há séculos, pode ser branca, preta ou marrom

– A semente de feno-grego entra na composição de várias especiarias. No Egito, é muito usada em pães

– Oriundo das Ilhas Molucas, o cravo é um botão de flor não aberto. Bom em doces e salgados

– A mostarda clara tem sabor mais sutil que a escura. Ambas podem ser usadas na preparação das masalas

– Nativa do Sri Lanka, a canela era vendida a peso de ouro no século 15. Ela agrega sabor e aroma aos pratos

– O perfumado macis (também usado em pó) recobre a noz-moscada e tem sabor delicado

– O coentro desperta amores e ódios intensos, mas suas sementes são fundamentais para o curry

Curry : Tempero que nasceu da saudade

Posted in GASTRONOMIA on 17 de Novembro de 2008 by os.maias

A idéia de usar vários condimentos na comida é indiana. Os ingleses provaram e adoraram. De volta à Inglaterra, inventaram o curry em pó. Não satisfeitos, batizaram de curry uma série de pratos, alguns bem picantes

Cíntia Bertolino – O Estado de S.Paulo


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Felipe Rau/AE

Tons de curry

SÃO PAULO – É inevitável pensar no Taj Mahal, em Hrundi V. Bakshi e em Bollywood (a versão indiana, mais colorida e musical, de Hollywood) quando se está diante de um perfumado prato cor de sândalo. Associar a mistura de especiarias chamada curry à Índia não está errado. Esse pó dourado simboliza a culinária indiana para uma grande parcela da população mundial que se interessa por culinária. Seria um estandarte e tanto, não fosse um detalhe: o curry, como se conhece hoje, é uma invenção inglesa, o que faz dele uma espécie de Carmen Miranda dos temperos.

A essência do curry nasceu na Índia, fato indiscutível como o de que a Pequena Notável nasceu em Portugal. Mas foram os ingleses os responsáveis por botar aqueles ingredientes juntos num potinho – assim como foram os brasileiros os responsáveis pelos balangandãs da cantora.

Pode parecer um caso de apropriação indébita, mais um abuso colonialista, mas o curry nasceu da saudade, da nostalgia dos ingleses que voltavam para casa após uma longa temporada na Índia. Os súditos da rainha tomaram contato com a saborosa culinária indiana – temperada com folha de curry, coentro, pimenta, canela… – por volta de 1612, início da ocupação inglesa do subcontinente indiano.

De volta ao lar, criaram uma mistura em pó para tentar imitar os sabores experimentados no estrangeiro. Segundo o pesquisador Alan Davidson em seu The Oxford Companion to Food, essa masala (mistura de temperos) ou curry em pó já era vendida na Inglataerra no final do século 18. A partir daí, surgiram centenas de combinações, mais doces ou picantes, conforme o país, região e paladar.

Curry também é a designação de um prato – geralmente um ensopado de carne de vaca, cordeiro, frango, peixe ou legumes – muito popular no Reino Unido, onde são consumidos 3,5 milhões desse tipo de refeição por semana.

Reputado por fazer um dos melhores curries da Inglaterra, o chef Ajibe Khan, do restaurante Le Raj, em Epsom, Surrey, contou ao Paladar o segredo de seu popular chicken tikka masala, que aliás, é uma receita tipicamente inglesa: “Só usamos condimentos orgânicos, importados de pequenas fazendas em Bangladesh. É a qualidade das especiarias que dá a nossos pratos o sabor e a cor vibrante que outros restaurantes só conseguem usando aditivos. Além disso, a maneira como cozinhamos é artística”, diz.

Em São Paulo, o chef japonês Shin Koike, do Aizomê, prepara para o ano que vem a abertura do restaurante dedicado ao karê, o curry à moda oriental, que leva também gordura e farinha. A casa vai se chamar GoGo Curry.

Já Manuela Mantegari Narvania, do restaurante Curry (R. Barão de Melgaço, 636, Real Parque, 3567-2777), aprendeu com a sogra indiana muito do que oferece em seu cardápio. Em seu restaurante o cliente pode dosar o teor da picância. Manuela preparou para o Paladar duas saborosas receitas desta página. Então, nem pense em usar óleo de oliva!

LE RAJ RESTAURANT
Chiken tikka masala

4 porções
30 min.

Ingredientes

1 peito de frango cortado em 6 ou 8 pedaços; 2 colheres (chá) de pasta de alho orgânico; 2 colheres (chá) de pasta de gengibre; 1 colher (chá) de garam masala tostado; 1 pitada de cúrcuma; 2 colheres (sopa) de iogurte; 1/2 colher (chá) de mostarda em pasta; 1 colher (chá) de óleo; 1 colher (chá) de suco de lima; 1 colher (chá) de purê de tomate; 1 colher (chá) de purê de beterraba; 1 colher (chá) de purê de cebola; 1 colher (chá) de farinha de amêndoa; 1 colher de coco ralado fino; 1 colher (sopa) de creme de leite fresco

Preparo

Junte o alho, gengibre, garam masala, cúrcuma, sal, iogurte, purê de tomate e mostarda. Misture tudo, acrescente o frango e deixe marinar por 24 horas. Asse o frango no forno, se possível no tandoor. Ponha o óleo numa panela, acrescente o alho, gengibre, purê de cebola, purê de tomate, purê de beterraba e a farinha de amêndoa. Coloque o frango no óleo e deixe fritar por 5 minutos. Sirva o frango com uma misture de coco e creme de leite.

RESTAURANTE CURRY
Murg malai kabab

2 porções
25 min.

Ingredientes

250g de peito de frango em cubos; 100g de castanha de caju; 1 cebola picada; 2 tomates picados em cubos; 2 dentes de alho; 1 colher (chá) de gengibre ralado; ¼ de litro de água (aprox.); 1 colher (chá) de cominho; 1 colher (chá) de pimenta-do-reino; 1 colher (chá) chili; 1 colher (chá) de curry; 1 colher (chá) de açafrão-da-terra; 1 colher (chá) de tandoori masala; 1 copo de iogurte natural; Sal a gosto

Preparo

Bata a castanha de caju no liquidificador com a água (a água tem que cobrir toda a castanha), por cerca de de 5 minutos até formar uma mistura cremosa. Reserve. Doure a cebola e adicione o alho, gengibre, tomates, misture os temperos e doure até ficar na consistência de um molho. Acrescente a castanha de caju e misture por cerca de 8 min. Adicione mais água se necessário. Deixe o molho esfriar, ponha o iogurte e o peito de frango. Deixe marinar na geladeira por 12 horas. Coloque os cubos num espeto de assar e leve ao forno até estarem cozidos por dentro e dourados por fora.

RESTAURANTE CURRY
Jhinga masala

2 porções
20 min.

Ingredientes

250g de camarão rosa; 2 tomates; 1 cebola; 100g de creme de leite; 1 colher (chá) de garam masala; 1 colher (chá) de pimenta-do-reino; 1 colher (chá) de cominho; 1 colher (chá) de curry; 1/4 de limão; 1 pitada de coentro fresco; sal a gosto

Preparo

Frite a cebola, adicione os tomates e misture os temperos até dourar. Desligue o fogo quando ganhar textura de molho. Adicione o limão, o camarão e cozinhe por 5 minutos. Apague o fogo, acrescente o creme de leite, salpique o coentro fresco e sirva.

Prêmio Paladar 2008. Participe

Posted in GASTRONOMIA on 17 de Novembro de 2008 by os.maias



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Voltar a Portugal (1ª parte)

Posted in GASTRONOMIA on 16 de Novembro de 2008 by os.maias

Lecticia Cavalcanti
Do Recife (PE)


Bolinhos de bacalhau, uma herança portuguesa

Voltar a Portugal é sempre muito bom. Pela acolhida generosa de sua gente; pela beleza diferente do lugar – com o sol nascendo na terra e se pondo no mar; pela arquitetura com traços de história; mas, sobretudo por seus sabores tão especiais.

Entradas como: fava-rica, ovos mexidos com farinheira, pataniscas de bacalhau, peixinhos da horta, santola recheada. Sopas de feijão verde, de feijão branco com bacalhau, de pedra, de poejos com ovos, caldo de pobre, caldo verde, canja de perdiz, tomatada.

Açordas de alho e pimentos, de bacalhau com tomate, de marisco, de camarão. Migas de batata, de tomate, de aspargos, à alentejana. Mais arroz de cabidela, borrego assado, cabrito na brasa, chanfana de cordeiro, frango na púcara, galinha de tomatada, leitão recheado, mão de vaca guisada, perdiz de escabeche, perdiz estufada, pezinho de coentrada, sarrabulho, vitela assada no espeto.

Além do bacalhau, claro, de todo jeito: albardado, assado, da consoada, à Assis, à Brás, à Gomes de Sá, à Lagareiro, à Margarida da Praça, à Zé do Pipo, roupa velha. Uma profusão de queijos, quase todos de ovelha ou cabra: Serra da Estrela, Azeitão, Serpa, Castelo Branco, de Nisa, de Évora, Terrincho, Rabaçal, São Jorge e o do Pico. E doces – aletria de ovos, filhós, manjar branco, ovos moles ferrados, pastel de Belém, pastel de Tentúgal, papos de anjo, queijada de Cintra, rabanada, sericaia, tijolada, toucinho do céu.

Essas receitas foram nascendo aos poucos, resultado das muitas marcas deixadas por outros povos que sucessivamente dominaram a Península Ibérica. No início havia, naquele lugar, um povo essencialmente camponês. Com gosto pelas coisas da terra – chícaro, ervilha, fava, lentilha e, sobretudo couve.

“A principal comida da gente do campo consiste em couves, e por isso junto das cabanas existe sempre um pequeno couval”, escreveu o poeta (e presidente da República) Teófilo Braga (1843-1924). Sopas e caldos eram, por essa época, base de todas as refeições. Junto ao pão, feito de aveia, centeio, cevada, farelo. E leite. Muito leite. Mais castanhas, assadas em fogueiras.

Apreciavam carnes de boi, carneiro, coelho, perdiz, porco. Desse porco aproveitavam tudo: carne, chouriço e gordura (usada para fritura). Mas tinham especial preferência por peixes, de rio e de mar: atum, azevia, cação, cherne, corvina, eiró, lampreia, linguado, salmão, salmonete, sardinha, sargo, sável, tainha, truta. Mariscos e crustáceos também: amêijoa, mexilhão, lagosta, lavagante, ostra, santola.

Enfim, “a gente portuguesa atravessou, nos seus começos, antes de transformar-se em potência marítima, um período de alimentação equilibrada, que talvez explique muito de sua eficiência e das suas superiores qualidades de arrojo e de iniciativa até o séc. XVI”, observou Gilberto Freyre.

Os romanos chegaram à Península Ibérica no séc. II a.C. Construíram estradas e cidades cercadas por muralhas e portas. Depois essas cidades cresceram e escaparam dessas muralhas. Com o tempo, mais e mais praticaram o cristianismo, um dos fundamentos de sua formação cultural. Plantaram parreirais e ensinaram a fazer vinhos. Também trigo e sorgo – espécie de milho que lhes vinha da África, da China e da Índia. Com este sorgo faziam broa e pulmentum, origem da polenta.

E ensinaram a fazer o mais valorizado dos temperos, o garum – a partir do peixe deixado na salmoura, ao sol, em grandes tanques de pedra, até ser transformado em pasta. A esta pasta juntavam depois ervas aromáticas trituradas num almofariz e deixadas em “liquamem” (molho de peixe e mariscos, sangue fresco de atum, vinagre, mel e vinho). O resultado era então colocado em ânforas hermeticamente fechadas para fermentar, depois vendido a peso de ouro. Mas, sobretudo, aprenderam os portugueses com os romanos a celebrar a vida. Sempre em volta de muitos amigos, muitos pratos e muito vinho. (Continua no próximo sábado).

RECEITA: SERICAIA

Ingredientes:
500 ml de leite
Casca de 1 limão
1 pau de canela
60g de farinha
½ colher (de café) de sal
6 ovos
200 g de açúcar
1 colher (de sopa) de canela em pó
Manteiga
Ameixas em calda

Preparo:
– Ferva o leite com a casca de limão e o pau de canela. Deixe esfriar e junte farinha e sal. Reserve.
– Bata as gemas com o açúcar, até formar um creme fofo e esbranquiçado. Junte o leite (que foi anteriormente misturado com a farinha). Coloque essa mistura em fogo médio, mexendo sempre, até que veja o fundo da panela. Retire do fogo e deixe esfriar.
– Bata as claras em neve (bem firme) e junte, cuidadosamente, à mistura anterior. Coloque tudo em um recipiente (de barro ou louça) untado com manteiga. Polvilhe a superfície com canela e leve ao forno bem quente (220º C), até “abrir fendas” como ensinam os portugueses. Sirva acompanhado com ameixas em calda.

Lecticia Cavalcanti coordena o caderno Sabores da Folha de Pernambuco, escreve na Revista Continente Multicultural e no site pe.360graus.
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