Archive for the BOLIVIA Category

Mueren dos presuntos ladrones en un linchamiento en La Paz

Posted in BOLIVIA on 18 de Novembro de 2008 by os.maias

Un grupo de ciudadanos rocian con gasolina y prenden fuego a los asaltantes

EUROPA PRESS – La Paz – 18/11/2008

Al menos dos presuntos ladrones han muerto y nueve han resultado heridos al ser golpeados y azotados por un grupo de ciudadanos en el departamento boliviano de La Paz cuando fueron sorprendidos atracando a un matrimonio.

Las dos víctimas mortales perdieron la vida mientras eran trasladadas de la localidad de Achacachi a ciudad de El Alto debido a la gravedad de las heridas. Los vecinos rociaron a Víctor Mamani y Javier Quenta con gasolina y les prendieron fuego cuando descubrieron las intenciones de los asaltantes.

El comandante departamental de la Policía de La Paz, Raúl Mantilla, ha informado en declaraciones a Red Erbol que los otros nueve presuntos delincuentes, entre ellos una mujer embarazada, fueron llevados a un centro hospitalario para recibir atención médica cuando llegó al lugar de los hechos la Fuerza Especial de Lucha Contra el Crimen (Felcc) de la urbe alteña.

Por su parte, el Gobierno boliviano ha anunciado que va a iniciar un proceso penal contra los autores del linchamiento de los dos presuntos ladrones. El ministro boliviano de Gobierno, Alfredo Rada, ha afirmado que quienes participaron en el linchamiento, cometieron el delito de homicidio y tendrán que ser procesados por la justicia ordinaria.

Los cuerpos de las dos personas linchadas se encuentran en la morgue del Hospital de Clínicas, y otros de los heridos fueron ingresados en la unidad de quemados.

Evo suspende operações antidrogas dos EUA na Bolívia

Posted in BOLIVIA on 1 de Novembro de 2008 by os.maias

Presidente acusou o Departamento Antidroga de ‘espionagem’ e ‘conspiração’ contra seu governo

EFE


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LA PAZ – O presidente da Bolívia, Evo Morales, decidiu neste sábado, 1, suspender “indefinidamente” as operações em seu país do Departamento Antidroga dos Estados Unidos (DEA), após acusá-lo de realizar “espionagem” e de “conspiração” contra seu Governo.

Morales anunciou a decisão em um quartel da região cocaleira de Chapare, no centro do país, onde foi a um ato para conhecer os resultados da erradicação da coca e da luta contra o narcotráfico.

“A partir de hoje está suspensa de maneira indefinida qualquer atividade da DEA americana”, disse Morales em seu discurso.

O governante acusou a DEA de manter, nos últimos meses, “uma participação política” e de “conspiração contra o Governo” junto a grupos opositores, em atividades fora de sua competência verdadeira, no caso, a luta contra o narcotráfico.

Morales frisou que os agentes da DEA fizeram “espionagem política, financiando grupos delinqüentes para que atentem contra a vida das autoridades, por não dizer do Presidente”.

Segundo ele, a agência antidroga dos EUA também financiou grupos cívicos para que “sabotem” os aeroportos no oriente da Bolívia com o propósito de impedir a chegada de autoridades.

Concretamente, o líder citou o nome de um agente antidroga dos EUA que trabalha na região oriental de Santa Cruz, a quem acusou de realizar viagens às cidades de Trinidad e Riberalta com o objetivo de “financiar os civis envolvidos no golpe de Estado civil dos meses de agosto e setembro”.

Morales também disse que um pequeno avião da DEA fez vários vôos às regiões opositoras sem nenhum controle e também sem elaborar relatórios sobre o que transportaram a esses lugares.

Itamaraty ignora crise com Bolívia

Posted in BOLIVIA, DINHEIRO ECONOMIA, POLITICA on 18 de Outubro de 2008 by os.maias

Apesar do impasse sobre obras da Queiroz Galvão, governo Lula vai negociar empréstimo para novas estradas

Denise Chrispim Marin

Apesar do impasse entre o governo boliviano e a construtora brasileira Queiroz Galvão sobre os reparos na rodovia Tarija-Potosí, o Estado apurou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém intacta a agenda para receber no dia 29, em Brasília, o ministro de Obras Públicas, Oscar Coca. Ele vem pedir um financiamento de US$ 230 milhões para a construção de uma rodovia que ligará La Paz ao norte do Brasil.

Nesta semana, o presidente boliviano, Evo Morales, rejeitou a demanda da empreiteira brasileira de aumentar em US$ 50 milhões o valor da obra de conserto de duas rodovias e negou-se a receber diretores da Queiroz Galvão para negociar um acordo definitivo de prestação de serviços. Fontes do governo brasileiro acreditam que o pedido de aumento deu à equipe de Evo o argumento de que precisava para cancelar os trabalhos da companhia.

Evitando politizar as discussões em torno de contratos comerciais e dos problemas nas obras envolvendo a empresa brasileira, o governo Lula vai negociar o novo empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com o ministro Oscar Coca dentro de um programa de compensação pelo combate ao cultivo da folha da coca. O ministro boliviano terá encontros com os colegas brasileiros da Fazenda, Guido Mantega, e dos Transportes, Alfredo Nascimento.

O presidente Evo também receberá em La Paz, nos dias 3 e 4, a missão chefiada pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Ivan Ramalho, que vai oferecer reduções nas tarifas de importação de produtos têxteis bolivianos.

A oferta tem como objetivo compensar as perdas que a Bolívia acumulará por ter abandonado o programa de combate ao cultivo da coca. A decisão de La Paz levou os EUA a ameaçar retirar do país seu programa de preferências tarifárias.

A decisão do governo Evo de enfrentar a Queiroz Galvão coincide com o acirramento da crise política interna, causada pela polarização entre o governo e a oposição sobre o conteúdo da nova Constituição.

Está marcada para hoje a votação, no Congresso Nacional, da convocação de um referendo popular sobre a Carta.

Jefe antidrogas de EEUU: lo que hacen Venezuela y Bolivia es "peligroso"

Posted in BOLIVIA, CRIME, VENEZUELA on 10 de Outubro de 2008 by os.maias

10:41 P.M., 09 Octubre 2008
BOGOTA, 9 Oct 2008 (AFP) – El jefe antidrogas estadounidense, John Walters, criticó este jueves a los gobiernos de Evo Morales (Bolivia) y Hugo Chávez (Venezuela), calificando de “peligroso” lo que “están haciendo” en materia de política antidrogas.

“Lo que está haciendo Venezuela y lo que está haciendo Bolivia es peligroso. Antes tuvimos una amenaza con el narcotráfico en Colombia que ha cambiado para mejor, pero lo que éstos dos países están haciendo es peligroso”, señaló Walters a periodistas en la sede de la embajada estadounidense en Colombia.

En la que se prevé es su última visita a Colombia, principal socio de Estados Unidos en la región, Walters fustigó a Chávez, acusándolo de no querer cooperar con la comunidad internacional en la lucha contra las drogas.

“Continuamos buscando una relación constructiva y positiva con el gobierno de Venezuela, pero está la decisión del presidente Chávez de no cooperar. Los gobiernos soberanos deciden y Venezuela decidió rehusarse a cooperar. Ese es el derecho de un país soberano, pero es malo para Venezuela”, enfatizó.

Según el funcionario estadounidense, “Venezuela está transitando en el camino equivocado”.

“¿Por qué Colombia está hoy en día más seguro y está mejor y por qué Venezuela anda ahora mal, es insegura y con corrupción”, se cuestionó Walters, acusando a Chávez de “hacerse el ciego” frente al narcotráfico.

Washington acusa al gobierno de Venezuela de no cooperar lo suficiente en la lucha antidrogas y de haberse convertido en un importante país de tránsito de estupefacientes.

Chávez, por su parte, dice que la acusación es un arma política para tratar de chantajear a los gobiernos de América Latina.

El gobierno venezolano afirma que ha habido avances en la lucha antidroga desde que en 2006 cesó de cooperar con la DEA (Agencia estadounidense antidroga).

Morales proíbe que aviões americanos sobrevoem a Bolívia

Posted in BOLIVIA, NOTICIAS on 3 de Outubro de 2008 by os.maias

Morales proíbe que aviões do DEA sobrevoem a Bolívia

O presidente da Bolívia, Evo Morales, proibiu que aviões do departamento antidrogas dos Estados Unidos (DEA, na sigla em inglês) sobrevoem o território boliviano, informou a agência estatal ABI (Agencia Boliviana de Información).

Morales falou sobre a proibição durante um discurso na cidade de Canasmoro, no Departamento de Tarija, nesta quinta-feira
“Há dois dias recebi uma carta da DEA que pedia autorização para sobrevoar o território nacional. Quero dizer publicamente que nossas autoridades do setor não podem permitir que a DEA sobrevoe a Bolívia”, disse o presidente.

Relações conturbadas
A proibição se dá em um momento em que as relações entre EUA e Bolívia atravessam uma profunda crise.

Na semana passada, o governo dos Estados Unidos anunciou que deve suspender os benefícios tarifários que concede à Bolívia por causa do suposto fracasso do país em combater o tráfico e a produção de drogas.

A medida causou apreensão entre os empresários bolivianos que dependem das exportações para os EUA.

No ano passado, a Bolívia exportou US$ 377 milhões para o mercado americano. Estima-se que pelo menos 40% do total é representado por produtos com preferências tarifárias.

O anúncio do possível corte nos benefícios foi divulgado duas semanas depois de que o presidente da Bolívia, Evo Morales, expulsou o embaixador americano em La Paz, Philip Goldberg, acusado por ele de conspiração contra seu governo.

A iniciativa de Morales levou o governo americano a expulsar o embaixador boliviano em Washington.

Dias depois das expulsões, os EUA incluíram pela primeira vez a Bolívia na lista de países que as autoridades de Washington classificam como produtores de drogas ou que são usados como corredores por traficantes.

Oposição a Morales virá ao Brasil para denunciar violência

Posted in BOLIVIA on 19 de Setembro de 2008 by os.maias

Os opositores do presidente boliviano Evo Morales reunidos no Comitê Cívico Santa Cruz anunciaram na noite desta quinta-feira que enviarão uma missão para o Brasil, Argentina, Chile e Paraguai para “denunciar a violência do governo do presidente Evo Morales”.

O comunicado, divulgado poucas horas antes do fim da primeira reunião entre Morales e os governadores da oposição, informa que o presidente do Comitê, Branko Marinkovic, denunciará, neste giro, “atos de violência provocados pelo Movimento ao Socialismo (MAS, partido do governo)” em Pando e as “ameaças” oficialistas em torno do processo de diálogo em Cochabamba.

“Fizemos todo o possível para evitar a violência. Suspendemos os bloqueios de estradas, devolvemos instituições públicas e estamos numa mesa de diálogo.”

“Apesar disso, o governo Morales insiste em cercar Santa Cruz e o lugar de diálogo em Cochabamba para amedrontar todos os que estão nesta mesa”, disse Marinkovic.

Ele disse estar preocupado com os “sinais de violência” dos seguidores do MAS nas comunidades rurais de Santa Cruz – Yapacaní, Quatro Canhadas e San Julián.

Foi destes lugares que partiram grupos de manifestantes contrários aos líderes opositores de Santa Cruz.

“Com a ajuda de militares venezuelanos, eles ameaçam cercar o Departamento (Estado) de Santa Cruz”, acusou.

Ajuda do Brasil
O primeiro vice-presidente do Comitê, Luis Núñez, disse à BBCBrasil por telefone que o roteiro e as datas destas viagens ao exterior serão definidos numa reunião nesta sexta-feira.

“Os seguidores do senhor Morales estão vindo pra cá e estão armados com dinamite e armas de fogo. Pedimos a ajuda e a solidariedade do Brasil porque aqui vivem muitos brasileiros”, disse.

“Ele mesmo (Morales) já tinha dito que a suspensão dos protestos era a condição para o diálogo. Mas hoje (quinta-feira) cercaram o local da reunião em Cochabamba para amedrontar os participantes. E os movimentos indígenas continuam sua caminhada de pressão, vindo aqui para Santa Cruz. Estão nos provocando. Isso não é democracia”, afirmou.

Segundo assessores do governo Morales, a expectativa é de que os movimentos indígenas suspendam, nesta sexta-feira, a caminhada que realizam para Santa Cruz – Estado símbolo da oposição.

Devolução de prédios ocupados
Durante a primeira reunião de negociação com oito dos nove governadores da Bolívia, nesta quinta-feira, o presidente Evo Morales pediu a seus opositores a devolução imediata de todas as instituições públicas ocupadas por manifestantes como condição para se “colocar um fim ao cerco (no Departamento de) Santa Cruz”, realizado por movimentos indígenas. A informação foi dada à imprensa pelo porta-voz de Morales, Iván Canelas.

A reunião, realizada em Cochabamba, no centro do país, durou doze horas e foi acompanhada, de fora, por diferentes movimentos sociais, que apóiam Morales.

Canelas disse que Morales apresentou pontos para se “avançar” no diálogo com a oposição.

O primeiro foi o de dar “via livre” para a convocação do referendo que ratificará ou não a nova Constituição, aprovada no fim do ano passado – a nova Carta é o ponto mais polêmico das discussões entre governo e oposição.

Segundo Canelas, a convocação do referendo poderá ser feita assim que a questão das autonomias dos Departamentos (Estados) for “melhorada”, sem, no entanto, dar mais detalhes sobre a questão que é umas das principais reivindicação da oposição.

O porta-voz lembrou ainda que serão formadas três comissões para analisar a nova Carta Magna, os recursos gerados pelo setor petroleiro, através do Imposto Direto dos Hidrocarbonetos (IDH), e a designação de autoridades, no Congresso Nacional, para as instituições públicas.
Dos cinco governadores de oposição a Morales, não compareceu ao encontro o governador de Pando, Leopoldo Fernández, preso na terça-feira, acusado pelo governo de ser o responsável por pelo menos 16 mortes em sua região, na quinta-feira passada.

Nesta quinta-feira, a Justiça decretou formalmente a prisão preventiva de Fernández por “indícios de terrorismo”.

A medida foi classificada como “linchamento jurídico” pelo governador.

Denúncias
De acordo com a agência Red Erbol, o relator especial sobre a situação de Direitos Humanos dos Indígenas das Nações Unidas, James Anaya, condenou, nesta quinta, a “recente onda de violência nos departamentos de Beni, Pando, Santa Cruz e Tarija” – região opositora a Morales. E disse que estas ações colocam os povos indígenas “em perigo”.

“Condeno os atos de violência contra grupos indígenas e camponeses e denuncio, particularmente, o massacre de 11 de setembro, em Pando, que consistiu numa emboscada de paramilitares contra membros da Federação Sindical Única de Trabalhadores Camponses de Pando (FSUTCP) e estudantes do normal da localidade de Filadélfia, maioria indígenas”, disse o relator especial.

Medo da violência leva bolivianos a fugir para o Brasil

Posted in BOLIVIA on 18 de Setembro de 2008 by os.maias

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Jornal Nacional

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Quarta-feira, 17/09/2008

Em Brasiléia, no Acre, hotéis e pousadas estão lotados de famílias bolivianas. Governo acreano quer alojar todos em prédios públicos. Lula diz que Brasil vai reforçar segurança na fronteira.

Santa Cruz de la Sierra vive tensão à espera de marcha camponesa

Posted in BOLIVIA on 17 de Setembro de 2008 by os.maias
Rodrigo Bertolotto
Enviado especial do UOL Notícias
Em Santa Cruz de la Sierra (Bolívia)

“Não aceitem provocações” é o mantra dos políticos de Santa Cruz de La Sierra. A recomendação foi dada pelo governador do Departamento (Estado), Rubén Costas. E repetida por Branko Marinkovic, o presidente do Comitê Cívico local, entidade que concentra empresários em favor da autonomia da região.

Tudo porque os camponeses partidários de Evo Morales prometem abandonar nesta quarta-feira os bloqueios de estrada que estrangulam o abastecimento para marchar em direção à praça central da cidade que é a principal opositora ao regime esquerdista do ex-líder cocaleiro que chegou ao máximo cargo da Bolívia.

  • Rodrigo Bertolotto/UOL

    Carro do governo boliviano foi destruído durante protestos

  • Rodrigo Bertolotto/UOL

    Pichação em prédio depredado chama Lula de ‘intrometido’

  • Rodrigo Bertolotto/UOL

    Policial faz guarda diante de prédio do Fisco em Santa Cruz de la Sierra

“Nosso movimento é pacífico. Tomara que não mexam com a gente, porque vamos reagir”, afirmou Joel Guarach, líder rural que espera 5.000 agricultores no ato. Ao lado dele, um camponês fala, entre uma mascada e outra do bolo de coca que tem na boca, que quer ver a cara dos “malditos depois que ficaram sem batata e verdura”.

“Eles podem vir que não temos medo deles”, afirmou a autonomista Maria Luisa Limpias, que estava nesta terça em manifestação anti-Evo e em prol do governador preso de Pando, Leopoldo Fernández, acusado pela matança de 17 campesinos na fronteira com o Acre.

O ato mostrava o clima de tensão que vive a cidade, mesmo com o começo do diálogo entre as partes, que pareciam na semana passada à beira da guerra civil. “Eles querem impor sua cultura na nossa. Querem que nossas mulheres usem sete saias como as deles, que falemos quéchua. Não precisamos da cultura desses `collas´ sujos”, se exaltou um jovem ao megafone falando da população do Altiplano, que é a maioria dos pobres do território. Depois se defendeu: “O governo diz que em Santa Cruz só há mafiosos, que quatro famílias mandam em tudo. Isso é mentira”, gritou de trás de seus óculos espelhados.

Outros disparavam contra o principal aliado internacional de Morales, o presidente venezuelano, Hugo Chávez. “Evo é pobre índio que só obedece ao que o macaco do Chávez manda”, disparou outra senhora aos microfones da imprensa local que cobriam o protesto na praça 24 de Septiembre. E sobrou até para Michelle Bachelet, a presidente chilena, que foi cicerone da cúpula sul-americana que discutiu a crise boliviana na última segunda: “Ela está enganando o Evo porque o Chile precisa de nosso gás.”

Já Lula foi poupado nos comentários, mas não nas pichações – várias no centro da cidade o chamam de “metiche” (intrometido). “Pelo menos, ele teve a sensibilidade de ver a importância da oposição nessa crise e exigiu o diálogo nas conversas em Santiago”, analisou Carol Durán, que gritava ordens de “fora comunistas” ao lado de mais 40 senhoras na frente da Catedral.

No subúrbio, as pichações são a favor de Morales. Mas, no centro de Santa Cruz, são todas ferozmente contrárias – principalmente as próximas dos edifícios públicos saqueados e depredados. Assassino, vendido, gay, filho de lhama, punheteiro, traficante. Toda tentativa de ofensa é válida para os ânimos acirrados.

Os destroços do vandalismo contra as repartições ligadas ao poder de La Paz não foram removidos. No prédio do Fisco, as calçadas estão cheias de cacos de vidro e uma faixa de “proibido passar” separa os transeuntes dos policiais municipais que vigiam o local. “De qual veículo você é? Você é brasileiro mesmo? Mostre sua credencial”, foi a reação do chefe dos guardas com minha aproximação.

Mais amistosa foi a recepção na sede do INRA, instituto que tenta promover a reforma agrária no país, mas que teve sua documentação toda incendiada na última semana. “Minha amiga está solteira. O marido dela emigrou para a Espanha. Quer conhecê-la?”, brincou a policial de plantão, atrás do portão retorcido que deu passagem para os opositores invadirem o prédio. Na rua, um carro oficial está estacionado tão destruído pela turba autonomista que parece o veículo veio rolando pelas ribanceiras dos Andes.

Já a sede da Entel, empresa telefônica estatizada por Morales, as cortinas e as persianas ventam para o lado de fora do prédio depois que a fachada envidraçada foi toda cravejada a pedradas. Os trabalhos de reparação já começaram, mas os equipamentos roubados não voltam mais para a firma que simboliza tanto a administração atual.

A vinda dos camponeses é vista como uma versão sul-americana das invasões bárbaras. “Temos que sair à cavalo com chicotes, dando neles”, se inflama a advogada Mabel López. O último confronto com os camponeses foi no sábado e acabou com 20 jovens autonomistas feridos a golpes de bastão, rojão e pedras – um deles está em estado de coma. O grupo foi tentar desbloquear a rodovia que liga a cidade a Cochabamba.

Outro resultado da ação foi a queda do comando da ação: o presidente da União Juvenil Cruzenha, grupo radical de jovens de classe média que promoveu os atos mais violentos para defender o ponto de vista de Santa Cruz, foi destituído pelo erro estratégico.

Agora, o lema dos autonomistas é “serenidade”. “Não podemos deixar que triunfem os demônios da guerra, que querem acender o pavio do confronto”, discursou o governador Costas na televisão.

Na praça central, o protesto com placas chamando Morales de “filho da puta racista” e berros de megafone classificando Chávez de “venezuelano cagão” acabou uma hora depois que começou. Carol Duran, uma das mais animadas gritando “Evo genocida”, enrolou sua bandeira e foi tomar sorvete para molhar a garganta. Depois do “helado de dulce de leche”, ela aproveitou o final de tarde ensolarado para relaxar fazendo compras no centro. Será tão aprazível o cenário nesta quarta e nos próximos dias?

Governador é preso na Bolívia, acusado de mortes de camponeses

Posted in BOLIVIA on 16 de Setembro de 2008 by os.maias

Plantão | Publicada em 16/09/2008 às 12h07m

Reuters/Brasil Online

LA PAZ (Reuters) – O governador do Estado amazônico de Pando, na Bolívia, que está em estado de sítio devido à onda de violência, foi detido na terça-feira pelas forças militares do país. Ele é acusado de ordenar a morte de vários camponeses que apoiavam o governo.

Segundo a imprensa local, o governador Leopoldo Fernández, que nega as acusações, foi preso em Cobija, capital do Estado, ao norte de La Paz.

Lula é o 1º a deixar o Chile após cúpula da Unasul

Posted in BOLIVIA, POLITICA on 16 de Setembro de 2008 by os.maias

Na reunião, líderes dos países expressaram sua solidariedade e deram respaldo ao governo da Bolívia

Efe


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SANTIAGO DO CHILE – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi o primeiro a deixar Santiago após a cúpula da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) que expressou sua solidariedade e deu respaldo ao governo da Bolívia, Evo Morales, disseram à Agência Efe fontes oficiais.

A “reunião extraordinária”, que durou quase seis horas no Palácio de La Moneda, foi assistida por nove presidentes, um chanceler e dois embaixadores.

O encontro foi convocado no sábado passado pela governante chilena, Michelle Bachelet – presidente temporária do bloco – para analisar a crise boliviana.

Depois de Lula, deixaram o Chile a presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, e seu colega do Paraguai, Fernando Lugo. Também já voltaram para seus países os governantes da Venezuela, Hugo Chávez, do Uruguai, Tabaré Vázquez, e da Bolívia, Evo Morales.

O presidente do Equador, Rafael Correa, também deve deixar o Chile nesta segunda-feira, confirmaram à Efe fontes oficiais.

O líder da Colômbia, Álvaro Uribe, e o chanceler do Peru, José Antonio Belaúnde, que representou o presidente Alan García, viajarão no começo desta terça-feira, precisaram as fontes.

Os líderes dos países sul-americanos discutiram a portas fechadas uma minuta de acordo na busca de uma saída para o conflito boliviano, que já deixou ao menos 30 pessoas mortas.