O perigoso território da galhofa política


MENDONÇA NETO

Meus amigos, o quadro político nacional deixou de ser sério e penetrou no movediço terreno do cômico. Collor é cômico repetindo aquele olhar desvairado de assustar criancinha e cômico é Renan nos seus arrufos de dignidade ofendida quando acusado de ser coronel de terceira categoria e beneficiário de empreiteiras. Ri muito quando o vi fechar o paletó e abrir o paletó e fechar de novo, em um tique nervoso que aumentava o ridículo da cena. Collor também é muito engraçado quando, parecendo uma estátua, olho esbugalhado, finge que não houve corrupção no seu governo ou quando defende Sarney, como homem honesto, o mesmo a quem levou anos chamando de ladrão e canalha. E mais engraçado é o Sarney que não reconhece os parentes que nomeou e declara que, há 20 anos no Senado, não sabia de nada. Só faltou aparecer o Maluf, abraçar os três e declarar sua solidariedade aos “eminentes colegas”. O Senado, infelizmente, virou um circo de quinta categoria.

DR PANGLOSS DO GOVERNO TÉO

Outra coisa engraçada é ouvir o meu amigo Eduardo Magalhães, na televisão, exaltando o governo Teo Vilela. É tanta obra que ele anuncia, tantas empresas estrangeiras que estão vindo para Alagoas, tanto progresso conquistado por este estadista do PSDB, que penso estar morando no lugar errado. Estou na Bélgica e não sabia. Esta história de greve de médicos, deterioração do HGE, péssima qualidade de ensino, recordes de insegurança no Estado, não está acontecendo aqui e sim em um distante reinado de injustiça e insensibilidade numa região remota da África. Aqui, segundo Eduardo Magalhães, sob o governo, para ele extraordinário deste “dínamo” administrativo que o governador de Alagoas, estamos no paraíso. Só os invejosos e maledicentes podem afirmar o contrário e dizer que Alagoas tem os piores índices sociais do Brasil. Ouçam Eduardo Magalhães e descubram que tudo que nós vemos de ruim e péssimo, é ilusão de ótica.

A IMPRENSA É A CULPADA. AH, BOM!

Fernando Collor insiste, também de maneira risível, que em seu governo nunca houve corrupção, que PC Faria era um monge trapista, que só fazia rezar por nós, e que no Senado nem Sarney nem Renan cometeu os tantos crimes a eles atribuídos e comprovados. Mentira, segundo Colllor. A culpa é da imprensa. Única e exclusivamente. Ela inventa as nomeações de parentes, as maracutaias dos políticos, que são anjos e querubins difamados por uma imprensa, como dizia Odorico Paraguassu, “calunienta e nojenta, vendida ao capital internacional para desmo-ralizar homens de bem. Oh Collor, conta outra. Você pode arregalar o olhos, se fazer doido, mesmo sendo, mas pára com isso. Sua figura saiu do silêncio no Senado para o patético. Aprume a conversa, homem, ou vão pensar que você se julga Napoleão Bonaparte e manda-lo para uma ilha nos confins do oriente. Até recobrar o juízo.

R$ 10 MILHÕES: CICERO CONFESSA O CRIME

O prefeito Cícero Almeida confessou ter lançado mão e depositado em sua conta a quantia de R$ 10 milhões, que ele chama, tentando ser esperto, de sobra de campanha. Não é sobra de campanha. A sobra de campanha é a que fica na conta do Partido, conforme determina a lei. Estes R$ 10 milhões foram depositados em sua conta e ele os gastou como quis. Se der o nome de sobra de campanha, sem ter prestado conta ao TRE, significa crime de apropriação indébita e cabe a Procuradoria Eleitoral representar contra ele na Justiça Eleitoral. A pena é pesada: perda do registro da candidatura e, portanto, perda do mandato. A denúncia foi feita pelo vereador Ricardo Barbosa, do PSOL, e deve ser apurada pelo Ministério Público Eleitoral, sob pena de desídia no cumprimento do dever. A prova está com a Polícia Federal e o prefeito é réu confesso. Resta à lei e a seus agentes, agirem.

REJEIÇÂO ABSOLUTA DE RENAN CALHEIROS

O índice de rejeição da candidatura de Renan Calheiros ao Senado em Maceió é impressio-nante. Ele é o mais rejeitado dos candidatos, com larga margem de frente, mesmo levando-se em conta que o eleitor pode votar duas vezes. No interior perde para Heloisa Helena e disputa o segundo lugar com Ronaldo Lessa e Benedito de Lyra. Como Lessa é mais votado na capital, tudo indica que será o ex- governador do PDT quem irá ocupar a vaga de Renan Calheiros. Como o rei das vacas vai gastar uma fortuna na campanha, será a derrota mais cara do Brasil.

PSOL É BANDEIRA DE OPOSIÇÃO

No ajuntamento entre PMDB, PT, PP, PSDB, PSB, PC do B, ao lado de todos os deputados taturanas, num “frentão” para reeleger Teo Vilela, fica claro que a única bandeira de oposição, para os eleitores que não aceitam esta lambança política, que defendem a ética e querem impedir o retorno dos taturanas e gabirus, é não só votar nos candidatos do PSOL, como fazer campanha nas ruas e nos municípios. Alagoas viverá o grande dilema entre a verdade e a mentira; De um lado, a mentira que tenta fazer de políticos desonestos os donos de Alagoas, e do outro lado, o PSOL que os enfrenta,apesar da desproporcionalidade de forças econômicas e materiais. A campanha de 2010 será um grande desafio para os que amam Alagoas contra os que dela querem aproveitar-se, para saquea-la.

FILIAÇÃO PARA CANDIDATURAS

Falando nesta luta do PSOL, como um David enfrentando Golias, é preciso que se filiem até 25 de setembro os que querem candidatar-se à deputado federal e estadual pelo partido. É preciso insistir que estes alagoanos ao se candidatarem estarão cumprindo seu dever de convocação que Alagoas lhes faz. Um jovem médico, de 25 anos, que escreve aqui no EXTRA, Hugo Cabral Tenório é um belo exemplo desta cidadania ativa. Recém formado, trabalhando no interior, no PSF, é pré candidato a deputado estadual e preenche todas as suas horas vagas para visitar pessoas, explicar da necessidade de engajamento das pessoas de bem do povo nesta luta, demonstrando com isto um vigor cívico que é a grande esperança de que Alagoas não se submeta ao poder dos criminosos que se consideram donos da política e dos cofres públicos de nosso Estado, convencidos de que poucos irão ter a coragem de combate-los e desmascara-los. Aqueles que quiserem filiar-se ao PSOL, devem procurar o vereador Ricardo Barbosa, na Câmara de Vereadores, e tomar posição.

Vivemos uma época conturbada na política alagoana e nacional, Em nenhum momento, mais do que este, é preciso que os homens de bem tomem partido e lutem. Para depois, não lamentarem a desgraça de entregar Alagoas, de novo, a bandidos.

CALA A BOCA, OPOSIÇÃO

A reação do prefeito Cícero Almeida à denúncia do vereador Ricardo Barbosa sobre os R$ 10 mi-lhões que apareceram na conta do “pobre forrozeiro” mostra que, para ele, oposição tem que ficar calada. Mesmo com a evidência clara de um crime de apropriação indébita, o alcaide não admite investigação. E investe contra o vereador mandando que ele se cale.

Ora, ilustre governante, você deveria dirigir-se a quem deu a informação e mandar calarem-se a Policia Federal e o Banco Central, que descobriram, digamos, sua esperteza. Bata na Policia, sem esquecer que ela já o indiciou como autor de uma penca de crimes pelos famosos empréstimos da Assembléia, pagos com a verba de gabinete. Querer desqualificar o vereador, que cumpre seu dever de fiscalizar, é apenas fugir do assunto: afinal, quem lhe deu os R$ 10 milhões e o que você fez com eles? Comprou casas, fazendas, distribuiu com os pobres ou guardou em casa com medo dos ladrões? Esta é a explicação que você deve à sociedade e à Polícia. Ter tido uma votação esmagadora não lhe dá o direito de fazer o que quiser. Você é um cidadão como outro qualquer e deve satisfação à lei, ao povo e à Câmara de Vereadores, que é paga para fiscaliza-lo

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