Escolas isolam alunos com sintomas de gripe em São Paulo

Plantão | Publicada em 18/08/2009 às 07h31m

Fabiano Nunes e Tahiane Stochero, Diário de S.Paulo

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SÃO PAULO – Os alunos que apresentaram sintomas de gripe foram retirados das salas e permaneceram isolados dos colegas no primeiro dia de aula depois das férias de julho. Cerca de 6,5 milhões de alunos retornaram do recesso nas escolas municipais e estaduais ontem, prolongado devido à epidemia de gripe suína. O retorno foi marcado também pela preocupação de pais, professores e alunos diante do risco de contágio da doença, que já deixou 134 mortos no estado de São Paulo. O retorno das férias foi adiado em duas semanas pelo governo justamente para evitar a propagação do H1N1.

A preocupação maior foi com os alunos que apresentaram algum sintoma da doença durante as aulas. Na Emef Guilherme de Almeida, no bairro de Cangaíba, Zona Leste de São Paulo, um aluno da 4 série, de 10 anos, apresentou febre e foi retirado da sala de aula no período da manhã. “Ele permaneceu no pátio, que é o local mais arejado, e ficou distante dos outros alunos até a chegada dos pais”, afirmou a diretora Angela Inês Pretini Bellinatti.

No Colégio Julio de Mesquita, em Guarulhos, na Grande São Paulo, dois irmãos, de 13 anos e 17 anos, chegaram com sintomas de febre. Eles fizeram a prova numa sala isolada e depois foram dispensados. A instituição teve dois casos confirmados de gripe suína em julho e chegou a antecipar as férias em dez dias em junho. “A primeira orientação é de que o aluno com sintomas não compareça à escola. Se for notado algum sintoma dentro da sala, eles são retirados da aula”, afirmou Alexandre da Cunha Arrigoni, diretor pedagógico do colégio.

Na porta dos colégios, mães ansiosas davam as últimas recomendações aos filhos.

– Não se esquece de lavar as mãos sempre. No recreio, evite ficar abraçando os coleguinhas – ensinava a comerciante Maria Lúcia Alves ao pequeno Itamar, de 10 anos, que estuda na 4 série da Escola Estadual Maria Augusta Saraiva, no Centro da capital.

A dona-de-casa Edinalva Macedo, mãe de Pedro, de 7 anos, preferiria que o filho ficasse em casa mais dias, por segurança.

– Eles são muito pequenos, não sabem se cuidar. Espero que as professoras fiquem em cima, que tenham cuidado – disse ela.

Dentro das mochilas, mães precavidas colocaram copos descartáveis, álcool em gel e garrafinhas de água para os filhos.

– Minha mãe me deu estes copos plásticos e falou para eu ter cuidado e não encostar a boca no bebedor – disse um garoto de 8 anos, que admitiu estar com medo de pegar a doença.

Por todas as escolas, cartazes estavam colados nas paredes e folders eram distribuídos orientando professores, alunos e pais a respeito da prevenção da gripe suína. No primeiro dia de aula na Escola Municipal João de Deus Cardoso de Mello, em Capela do Socorro, extremo da Zona Sul da capital, os alunos corriam a todo momento para a pia para lavar as mãos.

A estudante Shaiemy Brunette Martins Silva de Oliveira, de 11 anos, chegou para a aula na Emef Guilherme de Almeida, no Cangaíba, Zona Leste, com uma máscara no rosto.

– Minha mãe disse para usá-la em lugares cheios. É para estar bem prevenida e não pegar essa gripe – disse a jovem.

– Trouxe mais máscaras para trocar, pois essa tem validade de duas horas – explicou.

Para evitar o contágio da gripe suína, algumas escolas municipais da capital colocaram gel líquido à disposição das crianças. Na Emei Castro Alves, em Capela do Socorro, na Zona Sul da capital, uma professora jogava o álcool nas mãos dos pequenos após o recreio.

– É para tirar a sujeira e não pegar gripe – disse um menino de 5 anos.

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