Prefeitura de São Paulo distribui Tamiflu em postos a partir de hoje a pacientes com receita

Silvana Salles
Do UOL Notícias
Em São Paulo
Atualizado às 15h19

A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo informou nesta sexta-feira (7) que a capital paulista tem cerca de 7.000 tratamentos de Tamiflu para serem distribuídos na rede pública do município. O kits estão disponíveis e passam a ser distribuídos hoje (7), segundo a secretaria, em 115 AMAs (postos de Assistência Médica Ambulatorial) e em 25 postos em hospitais da cidade.

O secretário municipal da Saúde, Januário Montone, disse que mais doses do tratamentos poderão chegar à capital paulista conforme a necessidade do município e considera a quantidade de remédios disponibilizados pelo Ministério da Saúde “mais do que suficiente” para os casos de gripe suína na população brasileira. Ele afirmou que o ministério tem hoje cerca de 9 milhões de unidades do Tamiflu para distribuir às secretarias estaduais.

Nos postos de atendimento paulistanos, o medicamento só poderá ser entregue a quem passou pelo médico e teve o oseltamivir (princípio ativo do remédio) receitado. O paciente pode ter passado por ambulatórios públicos ou por hospitais particulares.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que, para o remédio ser retirado, são necessários receita médica, formulário e o cartão do SUS (Sistema Único de Saúde). Quem não possui o cartão, pode fazê-lo na hora da retirada com apresentação de documento de identidade e comprovante de residência. “O importante é que as pessoas procurem orientação médica assim que surjam sintomas”, ressaltou Montone.

O Tamiflu brasileiro é um medicamento controlado. Produzido pela Fundação Oswaldo Cruz, ele é distribuído pelo Ministério da Saúde aos governos estaduais, que entregam os kits de tratamento às prefeituras. A principal preocupação é evitar que o uso indiscriminado do remédio aumente a resistência do vírus A (H1N1), causador da gripe suína. O antiviral é administrado tanto a pacientes com a doença quanto a casos graves de gripe sazonal, independente do resultado do teste para identificar o vírus.

“A fase de fazer o exame já passou. Hoje, todos os casos de gripe são tratados como suspeitos porque o vírus já está circulando”, disse Montone. “Os exames só são feitos em pacientes em estado grave ou em caso de morte, para mapear onde a doença está se concentrando”.

Sobre notícias recentes de camelôs que vendem Tamiflu falso sem receita, o secretário paulistano afirmou que “isso tudo é uma tolice”. “A secretaria está com toda a rede pronta para entregar o medicamento de forma gratuita a quem precisa”, completou.

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