Gripe A tem 3 meses e atingiu 342 portugueses

O primeiro caso de gripe A em Portugal foi detectado a 4 de Maio. Até ao momento a pandemia não fez vítimas mortais e a maioria dos 342 infectados não tem necessitado de internamento.

Lusa
10:20 Terça-feira, 4 de Ago de 2009

Três meses depois do primeiro caso de gripe A (H1N1) em Portugal, o vírus já infectou 342 pessoas no país, a maioria das quais não precisou de internamento hospitalar e já retomou a sua vida normal.

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O primeiro caso, registado a 4 de Maio, foi o de uma mulher, observada num hospital em Lisboa, que tinha estado no México, um dos focos desta pandemia. Nesse dia, a Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciava que eram mais de mil os casos da doença no mundo.

Três meses depois, a organização afirma que a doença já atingiu 160 dos 193 países membros da OMS e estima que em breve afecte todos os países do mundo. No passado dia 24, um porta-voz da organização estimava que o vírus tivesse provocado a morte de cerca de 800 pessoas.

Em Portugal, no entanto, o vírus não fez vítimas mortais até ao momento e a maioria dos infectados não tem necessitado de internamento. Segundo o Ministério da Saúde, o vírus continua com uma actividade ligeira e moderada, o que tem permitido que as autoridades centrem as suas recomendações nos procedimentos adequados à prevenção do contágio.

A principal mensagem que as autoridades de Saúde têm passado é a da importância da lavagem das mãos e a prova que os portugueses entendem a missiva é a corrida aos desinfectantes que se regista, com as vendas a aumentarem significativamente.

É nos comportamentos individuais que o Governo mais tem insistido para prevenir os contágios, perante o perigo de um vírus que já atingiu milhares de pessoas em todo o mundo e sobre o qual a comunidade científica ainda pouco sabe.

Por essa razão, os cidadãos devem ficar em casa se se sentirem doentes e contactar por telefone os serviços de Saúde para uma orientação. Não levar para a escola crianças doentes nem ir trabalhar em caso de gripe são outras medidas consideradas essenciais para evitar contágios.

O novo vírus H1N1 da gripe A foi detectado pela primeira vez no México em finais de Março e a OMS declarou o estado de pandemia a 11 de Junho. Para aquela organização, a doença propagou-se “a uma velocidade sem precedentes” relativamente a outras epidemias. A OMS sublinha que “durante as pandemias do passado foram necessários mais de seis meses aos vírus gripais para atingir a propagação verificada em apenas seis semanas pelo vírus H1N1”.

No entanto, os peritos da ONU sublinham o “carácter benigno, até hoje, dos sintomas para a esmagadora maioria dos doentes, que se recuperam geralmente, mesmo sem tratamento médico, uma semana após o aparecimento dos primeiros sintomas”.

“Não sabemos como o vírus irá mudar no futuro. Até ao momento, não verificámos nenhuma alteração no comportamento do vírus”, conclui o porta-voz.

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