Arquivo de Agosto, 2008

Osesp interpreta ópera "Salomé" na Sala São Paulo

Posted in CULTURA, Maestro John Neschling on 31 de Agosto de 2008 by os.maias

da Folha Online

Uma versão em concerto da ópera “Salomé”, de Richard Strauss (1864-1949), será interpretada pela Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo) em três récitas, que serão apresentadas nesta quinta-feira (28), sábado (30) e segunda-feira (1º), na Sala São Paulo (região central da capital paulista).

Divulgação
A alemã Gabriele Schnaut (Herodiades) e o norte-americano Thomas Moser (Herodes)
A alemã Gabriele Schnaut (Herodíades) e o norte-americano Thomas Moser (Herodes)

Na montagem, com regência do maestro John Neschling e presença de mais de 15 cantores solistas, haverá ainda a participação de outros 100 músicos.

Participam do elenco a experiente cantora alemã Gabriele Schnaut (Herodíades) e os norte-americanos Thomas Moser (tenor, Herodes) e Alan Titus (barítono, Jokanaan). O papel-título fica a cargo da também norte-americana Susan B. Anthony, que já cantou como Salomé em Berlim e em Viena.

O grupo é formado ainda por importantes nomes da cena musical brasileira, entre eles: Edinéia D’Oliveira, Rúben Araújo, Carlos Eduardo Marcos, Saulo Javan, João Vitor Ladeira, Marco Antonio Jordão, Paulo Queiroz, Anderson Luiz de Sousa e Miguel Geraldi.

História

A ópera, de 1905, estruturada em apenas um ato –com base na peça do dramaturgo irlandês Oscar Wilde–, gerou controvérsias e polêmica à época, devido ao conteúdo erótico e violento que apresentava.

Filha de Herodíades e de Herodes, a princesa Salomé é personagem de uma das cenas mais polêmicas da história da ópera. Durante uma festa no palácio, em meio a uma atmosfera mista de erotismo, traição e vingança, a jovem ordena que decepem João Batista. Com a cabeça do profeta sobre uma bandeja, ela protagoniza o famoso beijo dos mortos.

Ingressos e agenda

De acordo com o Ingresso Rápido, site oficial de vendas do espetáculo, estão disponíveis somente ingressos do setor coro (R$ 34). Para sábado, há assentos vagos no camarote mezanino (R$ 73). Quem se apressar, pode conseguir lugares no camarote superior (R$ 28) ou no coro na apresentação de segunda-feira, a última da temporada paulistana.

A agenda da Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo) para o mês de setembro segue com grandes espetáculos. A partir do dia 4 de setembro, releituras de Mozart, Antonín Dvorák, Tchaikovsky, Francis Poulenc e outros compõem a programação da Sala São Paulo.

Veja a programação completa no site www.osesp.art.br.

Salomé <!–

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A ópera será interpretada por nomes de grande carreira internacional, como a experiente Gabriele Schnaut (Herodíades), uma das cantoras mais aclamadas da Alemanha na atualidade, e os norte-americanos Thomas Moser (tenor, Herodes) e Alan Titus (barítono, Jokanaan), que já gravaram por selos importantes. O papel-título fica a cargo da também norte-americana Susan B. Anthony, que já cantou como Salomé em Berlim e em Viena. Cabe a John Neschling a tarefa de reger esta partitura de 1905, difícil, agressiva e dissonante. (Ópera)

Duração: 120 minutos
Classificação: 8 anos

Sala São Paulo

Pça. Júlio Prestes, s/ nº – Campos Elíseos – Centro. Telefone: 3223-3966.
Ingresso: R$ 28 a R$ 98 (estudantes: R$ 14 a R$ 49).
Quando Mais informação
segunda: 21h.
Não tem área para fumantes. Aceita cheques. Não aceita reservas. Tem ar condicionado. Vende ingresso pelo telefone. Tem acesso para deficiente. Não tem local para comer. 1.484 lugares. Estac. (R$ 8).

Furo

O resultado da licitação para a construção da via permanente 2-Verde do Metrô foi antecipado pela Folha Online oito horas antes da abertura dos envelopes, ontem, em São Paulo. O nome da vencedora e detalhes do processo foram ocultados neste texto sobre a ópera “Salomé”, que entrou em cartaz ontem na Sala São Paulo.

Série de concertos interpreta famosas trilhas de cinema

Posted in CULTURA on 31 de Agosto de 2008 by os.maias

da Folha Online

Divulgação
Pianista Fábio Caramuru (foto) é o diretor musical do projeto Pocket Trilhas, em SP
Pianista Fábio Caramuru (foto) é o diretor musical do projeto Pocket Trilhas, em SP

Uma série de cinco concertos, nos quais serão interpretadas famosas trilhas de cinema, de Hitchcock a Fellini, acontece todas as terças-feiras do mês de setembro, no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), na capital paulista.

O evento faz parte do projeto Pocket Trilhas, idealizado e dirigido pelo pianista e arranjador Fábio Caramuru, composto por cinco concertos que acontecem duas vezes ao dia, às 13 e às 19h30.

Músicas criadas para o cinema por Nino Rota (para filmes de Fellini), Bernard Herrmann (para filmes de Hitchcock) e Richard Rodgers (para musicais da Broadway e filmes de Hollywood) e ainda por compositores populares brasileiros (para filmes da Atlântida Cinematográfica) serão apresentadas por formações de câmara, reunindo 30 músicos e arranjadores.

As trilhas sonoras de cinema serão ouvidas ao vivo, tendo como pano de fundo algumas imagens das produções para as quais foram compostas.

Reprodução
Fotograma da famosa sequência da banheira do filme "Psicose", de "Alfred Hitchcock
Fotograma da famosa sequência da banheira do filme “Psicose”, de “Alfred Hitchcock

Cada concerto será realizado duas vezes ao dia (13h e 19h30). A estréia, no dia 2 de setembro, tem como tema a trilha que o músico Bernard Herrmann criou para os filmes de Hitchcock. Entre eles, clássicos como “Psicose”, ” Um Corpo que Cai”, “O Terceiro Tiro”, entre outros.

No dia 9, às 13 e 19h30, é a vez do concerto homenagear o compositor Nino Rota, que criou a trilha sonora de Filmes de Federico Fellini.

As canções serão apresentadas por um octeto instrumental, com destaque para o acordeonista Toninho Ferragutti, e ilustradas por cenas de clássicos como “Oito e Meio”, “Roma”, “A Doce Vida”, “Amarcord” e ‘Noites de Cabíria”.

Brasil

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A atriz Julie Andrews durante o filme "A Noviça Rebelde"; trilha composta por Richard Rodgers
A atriz Julie Andrews durante o filme “A Noviça Rebelde”; trilha composta por Richard Rodgers

Nos dias 16 e 23, o tema é composto por trilhas da Atlântida Cinematográfica, ícone no cinema nacional nos anos 40 e 50.

Acompanhadas por octeto liderado pelo pianista e arranjador Marco Antonio Bernardo, as cantoras Maria Alcina e Vânia Bastos passeiam por clássicos da música brasileira lançados nos anos 40 e 50 nas “chanchadas”, entre eles, “Atire a Primeira Pedra”, “Beijinho Doce”, entre outros.

No dia 30 de setembro, a trilha homenageada é a de Richard Rodgers, que escreveu centenas de músicas lançadas na Broadway e em filmes de Hollywood, como a “A Noviça Rebelde”.

Centro Cultural Banco do Brasil – r. Álvares Penteado, 112, Centro, São Paulo, SP, tel.:0/xx/11/3113-3651. Ter.: 13h e 19h30. 125 lugares. Livre. Ingr.:R$ 3 a R$ 6. Clientes do Banco do Brasil pagam meia-entrada c/ apresentação do cartão do banco. Ingr. por telefone e internet: tel.:0/xx/11/2163-2000. www.ingressorapido.com.br.

Concerto no Teatro São Pedro celebra 150 anos de Puccini

Posted in CULTURA on 31 de Agosto de 2008 by os.maias

da Folha Online

Os 150 anos do compositor Giacomo Puccini (1858-1924) será comemorado com mais um evento na cidade de São Paulo. Neste domingo (31), às 18h, acontece o recital Gala Puccini, no Teatro São Pedro (região oeste da capital paulista), com regência de Luís Gustavo Petri, que estará à frente da Orquestra Sinfônica de Santos.

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Teatro será sede do evento Gala Puccini, de homenagem aos 150 anos do compositor
Teatro será sede do evento Gala Puccini, que homenageia os 150 anos do compositor, em SP

No espetáculo, os cantores da cena lírica brasileira Fernando Portari (tenor) e Rosana Lamosa (soprano) interpretam consagrados trechos de óperas de Puccini, tais como “Che il Bel Sogno di Doretta”, da ópera “La Rondine”, e “O Mio Babbino Caro”, de Gianni Schicchi.

Mestre

Giacomo Puccini nasceu em 22 de dezembro de 1858 em Lucca, na Itália. Autor de algumas das mais belas e famosas melodias da história da ópera, ele compôs, ao todo, 12 obras do gênero –a maioria delas faz parte dos repertórios apresentados nos grandes teatros do mundo até hoje, como “La Bohème”, “Tosca” e “Turandot” (que não foi concluída em virtude de sua morte). O compositor morreu no dia 29 de novembro de 1924, em Bruxelas, capital da Bélgica, vítima de insuficiência cardíaca.

Gala Puccini <!–

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Há 150 anos nascia um dos maiores nomes da ópera. Para homenagear Giacomo Puccini, o Theatro São Pedro abre uma noite especial, a Gala Puccini, em que são executadas árias e duetos de suas mais famosas obras. (Ópera)

Duração: 70 minutos
Classificação: Livre

Teatro São Pedro

R. Barra Funda, 171 – Barra Funda – Oeste. Telefone: 3667-0499.
Ingresso: R$ 20 (estudante: R$ 10).
Quando Mais informação
domingo: 18h.
Não tem área para fumantes. Não aceita cheques. Não aceita reservas. Tem ar condicionado. Não vende ingresso pelo telefone. Tem acesso para deficiente. Não tem local para comer. 636 lugares.

Cidade peruana é a mais contaminada da América Latina

Posted in MEIO AMBIENTE on 31 de Agosto de 2008 by os.maias

No ar da cidade de La Oroya flutuam 10 metais diferentes. Reportagem da agência EFE

Berlim tem jantar inusitado a 50 metros de altura

Posted in GASTRONOMIA on 31 de Agosto de 2008 by os.maias

Os amantes da gastronomia podem desfrutar de um belo jantar em uma mesa suspensa por um guindaste a 50 metros de altura. A aventura inusitada sai, no mínimo, R$ 380 por pessoa. Vídeo: Reuters. Narração: Diogo Pinheiro

Apesar da decisão do STF, movimento faz campanha contra “fichas-sujas”

Posted in NOTICIAS on 31 de Agosto de 2008 by os.maias

O MCCE (Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral) realiza, na próxima semana, entre os dias 1° e 7 de setembro, uma mobilização nacional para a promoção da campanha “Ficha Limpa” —um projeto de lei de iniciativa popular visando impedir a candidatura de políticos que tenham pendência judicial. O MCCE existe desde 2002 e é formado por 37 entidades espalhadas pelo Brasil.

Apesar da recente decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que julgou que a proibição de candidaturas de políticos com a ficha suja só pode ocorrer com condenação definitiva e irreversível, a secretária-executiva do MCCE, Suylan Midlej, diz que o entendimento do Supremo não desanimou o movimento.

“O próprio STF anunciou em sua justificativa que, enquanto não houvesse uma lei impedindo pessoas que tenham vida pregressa questionável, estes políticos ainda poderiam se candidatar”, disse Suylan. “Nossa base se fortaleceu muito mais por conta desta justificativa, já que a criação da lei impedirá que essas pessoas se candidatem. A população é favorável a isso.”

Por ser de origem popular, para que o projeto se torne uma lei, é necessário o recolhimento de assinaturas que representem, no mínimo, 1% de todo o eleitorado nacional, ou seja, cerca de 1,3 milhões de eleitores.

A campanha “Ficha Limpa” alcançou nesta semana 200 mil assinaturas para o projeto de lei. Com a realização da 1ª Mobilização Nacional, o MCCE pretende concentrar esforços para aumentar ainda mais esse número e promover o debate na sociedade brasileira sobre a necessidade de impedir a candidatura de políticos em débito com a Justiça.

Para Suylan, os abaixo-assinados são formas para incluir politicamente a população. “O recolhimento de assinaturas é uma forma de contemplar o cidadão comum que não tem engajamento em algum grupo social organizado, que queira participar das decisões nacionais”, disse.

Além da “Ficha Limpa”, o movimento possui uma campanha permanente, que cresce sempre nos anos eleitorais, contra a compra de votos. Com o slogan “Voto não tem preço, tem conseqüência”, o MMCE —que ainda não era um movimento organizado— foi responsável pela coleta de assinaturas que criaram a Lei 9840, sancionada em 1999.

“Em campanha da fraternidade, a CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil), baseada em pesquisa que constatou que o que mais revolta os eleitores era a compra de votos, convocou entidades como a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), a Ajufe (Associação de Juízes Federais do Brasil), a ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República), Conamp (Associação Nacional dos Membros do Ministério Público), entre outras”, afirmou Suylan.

Com a aprovação do projeto de lei, o movimento já tem em pauta, para 2009, uma campanha que permeia o tema corrupção política e saúde pública.

Sábado, 30 de agosto de 2008

Paulo H. Amorim recorre de sentença que livrou Mainardi de indenização

Posted in DIOGO MAINARDI, NOTICIAS, POLITICA, TV on 31 de Agosto de 2008 by os.maias
Rosanne D’Agostino

O jornalista Paulo Henrique Amorim recorreu da sentença do juiz Manoel Luiz Ribeiro, da 3ª Vara Cível de Pinheiros (SP), que julgou improcedente seu pedido de indenização por danos morais contra o colunista da revista Veja Diogo Mainardi. O motivo da ação é uma coluna intitulada “A voz do PT” de 6 de setembro de 2006.

Na coluna, Mainardi afirmou que Amorim usa seu espaço no portal IG para defender o ‘lulismo’, que o jornalista está em uma fase descendente em sua carreira e que recebe dinheiro público, provindo de fundos de pensão estatais, para defender interesses privados.

Por danos a sua honra e imagem, Amorim pediu uma indenização não inferior a 1.500 salários mínimos (R$ 570 mil). Pelo dano à intimidade, pediu o acréscimo de outros R$ 0,50 por unidade de revista posta em circulação.

Contestação
O advogado de Paulo Henrique Amorim, José Rubens Machado de Campos, questiona a fundamentação do juiz ao tomar a decisão. O processo correu à revelia, porque os réus apresentaram contestação fora do prazo. Nesse caso, as argumentações da Editora Abril e de Diogo Mainardi nos autos são consideradas inexistentes.

“O juiz não fundamentou afirmações como a de que Paulo Henrique é lulista, de que ele recebeu dinheiro público e de que o fato de não se trabalhar na Rede Globo é uma decadência”, afirma o advogado. “Não existe nenhuma prova nos autos de que essas afirmações sejam verdadeiras. E elas não são.”

O advogado de Paulo Henrique Amorim apresentou embargos de declaração para que o juiz dê sustentabilidade à sentença, recurso que pode ir ainda ao TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo). “Ele [Paulo Henrique] não está conformado e essa história não irá terminar tão cedo”, completa o advogado.

Sentença
Na decisão, o juiz considerou que não há a ofensa à honra, pessoal ou profissional, nem a sua imagem ou privacidade. “Não é possível esquecer que o autor é um homem público, um jornalista renomado, uma personalidade notória, que, dessa forma, tem a sua imagem e vida íntima ou privada sujeita a uma maior exposição pública”, afirmou.

Mainardi afirma na coluna que Amorim foi contratado pelo IG, pertencente à Brasil Telecom, que recebeu a injeção dos fundos de pensão estatais. “Quando os fundos de pensão passaram a influir no IG, o portal se transformou na voz do PT”, escreveu o colunista. Diz ainda que, para isso, o jornalista receberia R$ 80 mil por mês.

Para o juiz, “a matéria não busca expor a intimidade, mas o vínculo contratual com o IG, e este com os fundos de pensão, para também criticar o apoio do jornalista aos atos do governo”. Com relação ao valor do contrato, “ainda que eventualmente incorreto, é citado apenas para indicar a destinação do dinheiro público”, completa o magistrado.

Quanto à carreira descendente, “sem dúvida, o autor já foi jornalista da Rede Globo de Televisão, apresentando programas de elevadíssima audiência, de forma que a menção à ‘carreira descendente’ visa apenas identificá-lo como estando hoje em veículo de menor expressão do que aquele outrora”, continua o juiz. “Talvez até tenha sido empregada para criticar sua defesa do ‘lulismo’, conforme sustenta o réu, mas dentro do limite crítico aceitável.”

“No caso vertente o interesse público na matéria jornalística acaba sobrepondo-se, até porque, a partir dela, fatos de interesse social acabam sendo apurados e muitos deles indicam ilegalidades que só viriam à tona a partir da publicação”, concluiu.

Quinta-feira, 29 de novembro de 2007