Arquivo de Maio, 2008

Posted in ISABELLA on 31 de Maio de 2008 by os.maias
Advogado Marco Polo Levorin considerou ‘grave’ PM ser suspeito de pedofilia.
Tenente foi quem comandou varredura no prédio de onde Isabella caiu.

Do G1, em São Paulo

O advogado Marco Pólo Levorin, um dos três que defendem o casal Nardoni, considerou
“muito grave” a notícia de que o tenente da PM Fernando Neves, que coordenou a varredura no prédio de onde Isabella foi jogada, tinha ligações com uma rede de pedofilia, segundo a polícia. Em entrevista ao G1 neste sábado (31), ele pediu uma investigação mais profunda do caso. “Qual é a credibilidade das declarações desse policial face a essas circunstâncias?”, afirmou.

Na ocasião, o tenente afirmou que havia feito uma varredura “minuciosa” no Edifício London, na Zona Norte de São Paulo, onde o pai de Isabella morava. No dia 29 de março, ela foi jogada do sexto andar após ter sido agredida. O casal está preso desde o dia 7 de maio, acusado do crime. Desde o início, os réus dizem que uma terceira pessoa entrou no apartamento e cometeu o crime.

Veja cobertura completa do caso

“Esse fato veio a confirmar nossas afirmações de que a investigação tem de ser ampliada. Todas as pessoas que estiveram ali (no prédio) precisam ser muito investigadas”, defendeu Levorin. De acordo com o advogado, as cerca de 600 pessoas que fariam parte da rede de pedófilos, na qual estaria incluída o tenente Neves, devem ser ouvidas pela polícia “para ver se existe relação com os fatos (a morte de Isabella)”.

Na segunda-feira (2), a defesa do casal deve apresentar à Justiça a lista com as testemunhas de defesa chamadas para o processo. Rogério Neres, que também defende os réus, não quis apontar o número de pessoas requisitadas, mas disse que o número passa de dez.

“Vamos definir (a lista) no início da manhã, já que o funcionamento do fórum vai até as 19h”. Segundo ele, a defesa estuda chamar para depor os peritos George Sanguinetti e Delma Gama, contratados para analisar os laudos oficiais da perícia sobre a morte da menina.

Suspeita de pedofilia

A polícia investiga 600 pessoas por suspeita de envolvimento com uma rede de pedofilia. Entre os acusados, estava um tenente da PM.

Seiscentas pessoas estão sendo investigadas em São Paulo por suspeita de envolvimento com uma rede de pedofilia. Entre os acusados, estava um tenente da PM que atendeu a ocorrência do caso Isabella. O oficial se matou quando policiais cumpriam um mandado de busca e apreensão no apartamento dele.

Apenas alguns parentes acompanharam o enterro do tenente da Policia Militar Fernando Neves em Penápolis, interior de São Paulo. O pai dele passou mal e precisou ser socorrido.

O oficial da PM se matou dentro de casa quando policiais chegaram para procurar provas do envolvimento dele com pedofilia.

Ele foi um dos policiais militares que atenderam à ocorrência do crime da menina Isabella. Apesar da acusação de pedofilia, os dados do processo do caso Isabella mostram que o tenente não está envolvido na autoria do crime.

“Em hipótese nenhuma. Ele estava de serviço. Qualquer tipo de abandono de posto é fácil de ser retratado e denunciado”, disse Marcelino Fernandes da Silva, capitão corregedor da PM.

Computadores usados pelo policial também foram apreendidos na casa do pai e do sogro, no interior do Estado.

Os CDs e os computadores vão para a perícia na segunda-feira. A polícia espera que a análise das informações aponte quais pessoas estão envolvidas na rede de pedofilia. O computador que estava no quartel onde o tenente trabalhava também foi apreendido.

A rede de pedofilia começou a ser investigada no mês passado. O operador de telemarketing, Marcio Aurélio Toledo, apontado pela policia como intermediário entre adultos e crianças, está preso. No computador dele foi encontrada uma relação de 600 pessoas, todas serão investigadas.

“As ligações indicam que ele falava que tinha crianças, da preferência da pessoa”, falou o delegado André Pimentel.

Os representantes da CPI da Pedofilia e do Ministério Público esperam fechar um acordo, na próxima semana, com diretores de grandes sites na internet. Esses provedores deverão desenvolver ferramentas que retirem do ar, automaticamente, páginas com conteúdo ligado à pedofilia.

Com suicídio de PM, defesa do casal Nardoni critica investigação

Posted in ISABELLA on 31 de Maio de 2008 by os.maias

da Folha Online

O advogado Marco Polo Levorin, defensor de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, casal acusado de assassinar a menina Isabella, disse que espera uma investigação mais aprofundada sobre as pessoas que estavam no edifício London na noite do crime, ocorrido no último dia 29 de março.

No local estava o tenente da Polícia Militar Fernando Neves Braz, que cometeu suicídio na manhã de ontem após ser acusado de integrar uma rede de pedofilia em São Paulo, fato que deixou a defesa do casal Nardoni “perplexa”. “O fato reforça o nosso argumento de ampliação das investigações”, disse Levorin. “Todas as pessoas presentes no local do crime deveriam ter sido investigadas”, completou.

O tenente Braz comandou a equipe de 30 policiais que fez uma varredura no edifício London, na Vila Isolina Mazzei (zona norte), logo após a menina Isabella Nardoni, 5, ter sido jogada pela janela do sexto andar. Os policiais procuravam um suposto ladrão. Para o advogado dos Nardoni, é importante esclarecer se o suposto envolvimento do tenente com pedofilia interferiu de alguma forma no caso Isabella. “A acusação é muito forte e perplexa. A gente espera que haja uma investigação profunda sobre isso”, afirmou Levorin.

Defesa

Na próxima semana, a defesa do casal Nardoni vai estar focada no arrolamento das testemunhas de defesa do caso, o que deve ser feito na segunda-feira (2). Os advogados também esperam que o TJ (Tribunal de Justiça) julgue o pedido de habeas corpus a favor do casal na mesma semana.

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou na última terça-feira (27) o pedido de habeas corpus feito pela defesa do casal. A decisão da Quinta Turma da corte foi unânime. Os cinco ministros entenderam que o STJ não poderia julgar o mérito do habeas corpus por força da súmula 691 do STF (Supremo Tribunal Federal), que veta a concessão de pedido liminar quando a instância anterior não apreciou o mérito da questão.

A defesa busca obter a liberdade do casal argumentando não haver justa causa para a prisão preventiva por não terem sido observados os requisitos previstos em lei que possibilitam a prisão de suspeitos.

Alexandre, pai de Isabella, está preso na penitenciária 2 de Tremembé (138 km de São Paulo), para onde foi transferido do Centro de Detenção Provisória 2, em Guarulhos (Grande SP). Anna Carolina está presa na Penitenciária Feminina também de Tremembé.

Defesa do caso Isabella estuda desqualificar buscas

Plínio Delphino, Diário de S. Paulo

Reprodução TV Globo

SÃO PAULO – O advogado Marco Polo Levorin, que coordena a equipe de defesa de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, diz ter ficado impressionado com o envolvimento do tenente Fernando Neves Braz em pedofilia. O oficial foi um dos primeiros policiais a chegar ao edifício London, na zona norte da capital, no dia 29 de março, quando a menina Isabella Nardoni foi agredida e jogada do sexto andar. O casal é acusado pelo crime, mas nega qualquer participação. Em depoimento à Justiça, os dois afirmam que uma terceira pessoa estava no apartamento da família e agrediu Isabella. Eles ainda dizem que foram intimidados por policiais. O tenente Braz comandou as buscas a um suposto ladrão no prédio e garantiu que não havia nenhum estranho no local.

– Essa questão é muito complexa e terá implicações sérias no caso. Estamos analisando até que ponto as informações prestadas por ele podem ter validade – disse o advogado.

A corregedoria da Polícia Militar, no entanto, descartou a participação do oficial no crime. O tenente se matou nesta sexta-feira, depois de ser acusado de envolvimento em uma rede de pedofilia.

– Há necessidade de se investigar bem as circunstâncias da morte de Isabella antes de tirar conclusões. Veja o exemplo do caso desse tenente. As informações dele foram recebidas com força e, só agora, descobriu-se que estava envolvido em pedofilia – afirmou Levorin.

A questão é muito complexa e terá implicações sérias no caso. Estamos analisando até que ponto as informações prestadas por ele podem ter validade, diz advogado.


Segundo Levorin, o parecer do legista alagoano George Sanguinetti sobre a causa da morte de Isabella será anexado ao processo juntamente com o da perita baiana Delma Gama e de outros três técnicos que também estão auxiliando na análise dos laudos dos Institutos de Criminalística e Médico Legal de São Paulo.

Rede de pedofilia

O corpo do tenente foi enterrado na manhã de sábado, em Penápolis, a 491 quilômetros da capital. Fernando Neves Braz, de 34 anos, suicidou-se na manhã de sexta-feira, com tiro na cabeça no apartamento onde morava, na Avenida Nova Cantareira, zona norte de São Paulo. Ele estava acompanhado de policiais militares da região e da corregedoria, além de policiais civis da 5ª Seccional que investigavam a participação dele em uma rede de pedofilia. O esquema foi descoberto graças à denúncia de uma testemunha.

Conversas telefônicas de Braz foram interceptadas com autorização judicial e mostraram que o oficial mantinha um relacionamento homossexual com o operador de telemarketing Márcio Aurélio Toledo, de 36 anos. Segundo a polícia, Toledo – preso em 23 de maio -, ofereceu ao PM a chance de manter relações com uma menina de 9 anos em um dos telefonemas.

Os dois marcaram encontro na porta da casa do operador de telemarketing, na Rua Márcio Martins Ferreira, em Cidade Ademar, zona sul, na quinta-feira retrasada. Segundo policiais que fizeram campana no local, o oficial chegou às 13h e esperou até 19h. Márcio faltou ao compromisso porque havia ido à um evento pré-Parada Gay, no centro da capital.

Braz telefonava de vários orelhões para o celular de Márcio, sem sucesso. Braz, que carregava um saco de mercado com uma filmadora dentro, foi embora em seu próprio carro, que estava estacionado a três quarteirões da casa de Márcio.

Nesta sexta-feira, em busca feita no quartel onde o tenente trabalhava, foram encontrados vários CDs. Depois, Braz acompanhou os policiais da investigação até sua casa. Braz, que havia sido desarmado, pegou uma pistola calibre 40 da cômoda do quarto e apontou na direção dos dois policiais, que o seguiam. Depois, entrou no banheiro e se matou com tiro na cabeça. Na residência, a polícia apreendeu um computador e um notebook.

Lillian Witte Fibe estréia no "Roda Viva" no dia 9

Posted in NOTICIAS on 31 de Maio de 2008 by os.maias

da Folha Online

A TV Cultura marcou a data da estréia de Lillian Witte Fibe como apresentadora do “Roda Viva”, exibido às segundas-feiras. Será no próximo dia 9 de junho.

30.jun.05/Marlene Bergamo/Folha Imagem
Jornalista Lillian Witte Fibe irá comandar o programa de debates "Roda Viva", da Cultura
Jornalista Lillian Witte Fibe irá comandar o programa de debates “Roda Viva”, da Cultura

Antes da estréia, a mediação ainda será feita por Heródoto Barbeiro. Nesta segunda-feira (2), o entrevistado é o presidente da Funai (Fundação Nacional do Índio), Márcio Meira. Ele falará ao vivo.

O “Roda Viva” começa às 22h40. Entre outros assuntos, Meira abordará o conflito na reserva indígena em Roraima e a agressão de índios contra um engenheiro da Eletrobrás.

A bancada de entrevistadores será formada por Demétrio Weber, repórter do jornal “O Globo”, Washington Novaes, jornalista e supervisor do quadro biodiversidade do programa “Repórter Eco”, da TV Cultura, Carlos Marchi, repórter e analista de política do jornal “O Estado de S. Paulo”, Claudio Angelo, editor de ciência da Folha, e Ricardo Noblat, jornalista, Blog do Nobla

Passagens aéreas poderão ter desconto de até 80% a partir deste domingo

Posted in OPORTUNIDADES on 31 de Maio de 2008 by os.maias

da Folha Online

A partir de deste domingo (1º), as empresas aéreas poderão conceder descontos de até 80% sobre os preços das passagens para vôos com destino a qualquer país da América do Sul. Pela nova resolução da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o limite de descontos aumentará de forma gradual, até a adoção de um regime de liberdade tarifária total, em 1º de setembro, quando as companhias poderão cobrar qualquer preço pela passagem.

Anunciada em fevereiro pela Anac, a medida faz parte da liberação gradual das tarifas dos vôos que saem do Brasil com destino a 11 países da América do Sul –Argentina, Uruguai, Chile, Paraguai, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana e Suriname– e Guiana Francesa.

As tarifas de vôos para a América do Sul tinham descontos limitados a um máximo de 30% do valor de referência da Iata (associação internacional de transporte aéreo), patamar que em março passou a 50% e, agora, poderá ser de até 80%.

A medida vale para todos os vôos que partem do Brasil, tanto de companhias nacionais quanto de internacionais, entre elas TAM, Gol, Varig, Aerolineas Argentinas, Lan, Pluna, American Airlines, British Airways, Lufthansa, Taca-Peru, Avianca e Lloyd Aéreo Boliviano. As tarifas dos vôos domésticos já estão totalmente liberadas desde 2005.

Segundo a Anac, o objetivo da decisão é ‘corrigir uma distorção que existe atualmente entre os valores das passagens cobradas no Brasil e nos demais países sul-americanos que já têm as tarifas liberadas, como Argentina, Chile e Peru’.

A agência cita como exemplo uma passagem Buenos Aires-São Paulo na classe econômica, que pode custar apenas US$ 205 se comprada na Argentina e US$ 405 no Brasil, uma diferença de 97%.

A Anac ressalta que os descontos não são obrigatórios e afirma que o maior beneficiado será o consumidor.

CHARGE (VIÑETA)

Posted in IMAGENS on 31 de Maio de 2008 by os.maias

Peridis

Niemeyer o el espíritu emprendedor a los 100 años

Posted in REPORTAGENS on 31 de Maio de 2008 by os.maias

La edad no cuenta para Oscar Niemeyer, conocido mundialmente como el arquitecto que diseñó Brasilia. A los 100 años recién cumplidos, lanzó esta semana una revista de arquitectura titulada Nosso Caminho, en colaboración con su joven esposa, Vera Lúcia. La revista es la reencarnación, en nuevo formato, de Módulo, que creó en 1955 y fue clausurada en la dictadura militar. “La revista busca crear curiosidad entre los jóvenes”, dijo Niemeyer al diario O Globo.

En el primer número, Nosso Caminho presenta el trabajo de los arquitectos João Niemeyer, Jair Varela y João Filgueiras Lima, junto con los tres proyectos diseñados por él mismo después de cumplir los 100 años, todos ellos en Brasilia: el Sambódromo, donde se unirán samba y forró, las dos grandes músicas brasileñas; la Plaza del Pueblo, para actos culturales, con cabida para 40.000 personas, y la Torre TV Digital. “La arquitectura tiene que sorprender siempre como una obra de arte”, ha dicho Niemeyer.

El arquitecto centenario siempre entendió su trabajo como una rama del saber que no se puede aislar. Por eso, todos los martes celebra, desde hace años, una discusión en su estudio de Copacabana, en Río de Janeiro. Una especie de seminario sobre los temas más diversos de la vida y de la política, de la filosofía y de la ciencia.

“Queremos estar al día de todo. Estamos preocupados con la vida. No es posible volver atrás. Lo que nos interesa es el futuro”, ha afirmado Niemeyer, que está creando en Niteroi una escuela para arquitectos, y no de arquitectos. O, como él la llama, una “escuela de vida”.

Agonía a 8.091 metros

Posted in REPORTAGENS on 31 de Maio de 2008 by os.maias

Iñaki Ochoa murió en el Annapurna, pese a una compleja operación de rescate. El rumano Horia Colibasanu y el suizo Ueli Steck, que acompañaron en su agonía al alpinista español, reconstruyen la trágica aventura

Un himalayista asume que la autonomía en altura es su único nexo de unión con la vida. Ser autónomo para tomar decisiones, para superar los retos técnicos, para acertar con la estrategia, para retirarse por sus propios medios sin comprometer a nadie. Si todo va bien, uno sufrirá escalando una montaña de 8.000 metros; después peleará para bajar y contarlo. Pero si algo altera el guión, si algún factor inesperado convierte al escalador autosuficiente en sujeto dependiente, su vida valdrá bien poco. O lo que otros estén dispuestos a arriesgar para socorrerle. En la frontera de los 8.000, donde los helicópteros no vuelan y el hecho de pensar con serenidad es un triunfo, ninguna vida vale más que la propia. No existe el derecho legítimo de pedir ayuda. Es un pacto no escrito: primero, mi vida; después, ya se verá.

Luego están los hombres y las circunstancias.

Catorce alpinistas de diferentes culturas, nacionalidades y posibilidades se unieron en el Annapurna (cima de 8.091 metros en el Himalaya) entre el lunes 19 y el domingo 23 de mayo para realizar el rescate imposible de Iñaki Ochoa de Olza. Para hacerlo, todos prescindieron al unísono de cualquier análisis frío y pragmático, de su experiencia, de su saber, de la razón. Todos tiraron de corazón. Un alpinista no tiene por qué ser una persona valiente. La valentía no se mide en términos relativos. No tiene más arrestos el que se lanza montaña arriba que el que conduce a sus hijos, trajeado, a la escuela. Pero, aun sabiendo todo esto, lo que sucedió esos días en el Annapurna, la mezcla de voluntades desprendidas de todo ego, prudencia o egoísmo, merece un calificativo… difícil de cazar. Jorge Nagore, uno de los íntimos de Iñaki, dijo a este diario que lo vivido se correspondía con “la grandeza absoluta”. ¿Existe otra forma de expresarlo?

“Camino de la cima nos encontramos con un paso técnico. Era corto, pero no teníamos cuerda fija. Empecé a buscar una alternativa mientras Iñaki y Bolotov buscaban la manera de pasar. Pero enseguida, Iñaki me dijo que tenía mucho frío y que prefería darse la vuelta. Me fui con él. No hacía tanto frío: sus guantes eran más gruesos que los míos y yo no sentía frío, así que imaginé que Iñaki estaba pagando el esfuerzo. Decidimos montar la tienda en la arista, y después de hablar por teléfono empezó a decir incoherencias”, recuerda Horia Colibasanu, de 31 años, dentista de Timisoara (Rumania). Su voz, al otro lado del teléfono, suena infinitamente cansada, como la un niño que ha pasado por un enorme trance.

Los íntimos de Iñaki que organizaron su rescate desde Pamplona también emplearon el corazón y todos los medios a su alcance. Su maniobra habría sido impensable hace apenas una década, cuando no existían los teléfonos móviles vía satélite y uno viajaba al Himalaya como si de un desplazamiento a la Luna se tratase. Sin esta tecnología, Iñaki habría fallecido bien pronto. Sin la presencia del rumano Horia Colibasanu no habría superado la primera noche.

“Lo más terrible, lo más difícil de asumir fue ver cómo Iñaki, en cuestión de segundos, se desplomaba en el interior de la tienda, incapaz de hablarme, inconsciente. Fue en ese momento, y no después, cuando sentí el tremendo dolor de lo que ocurriría tarde o temprano”, recuerda Horia Colibasanu. Iñaki y Horia se conocieron en las faldas del K-2 (8.611 metros) en 2004, unidos por la casualidad: compartían gastos junto a otros escaladores. Escalaron juntos el impresionante K-2 y repitieron viajes, unidos por una amistad espontánea. “Decido esperar a mi nuevo amigo rumano, Horia Colibasanu, que se ha convertido por azar en mi compañero de escalada. Es un chico sensible y muy inteligente, y se convierte en el primero de su país en pisar la cumbre. Se le ha caído su piolet durante la noche, y al final sube con uno prestado. Cuando llega arriba parece despistado por un momento, no tiene experiencia en montañas de 8.000 metros, pero está de verdad feliz y exultante”, escribiría Iñaki días después.

Horia busca estos días la manera de volar desde Katmandú, capital de Nepal, hasta Pamplona. Se lo ha pedido la madre de Iñaki, que desea abrazarle. El hombre camina a duras penas desde su hotel hasta la agencia de viajes, consumido hasta los huesos, dejando atrás las secuelas de un edema pulmonar. “Creo que de no ser por Ueli Steck, yo también habría muerto”, asegura Horia.

El suizo Steck es la segunda gran pieza del puzzle ensamblado para rescatar a Iñaki. Dos años antes de conocerse en el campo base del Annapurna, Iñaki ya conocía a Steck, uno de los alpinistas más brillantes del momento, un tipo capaz de escalar los 1.800 metros de la cara norte del Eiger en solitario y en un tiempo de 2 horas y 47 minutos, cuando lo habitual es invertir dos días en la empresa. Iñaki pasó una temporada de su vida residiendo en Suiza, entrenándose en el mismo rocódromo que frecuenta Ueli Steck, pero nunca se atrevió a presentarse. Le admiraba demasiado. Por eso, cuando el jueves 22 de mayo Ueli Steck irrumpió en su tienda, a 7.400 metros, sonrió, reconociéndole de inmediato. Saludaba a uno de sus héroes. La última persona que vería. Iñaki nunca llegaría a encontrarse con la tercera pieza clave del rescate, el kazajo Dennis Urubko. En la historia del himalayismo están, en un nivel superior, los escaladores de la extinta Unión Soviética. Iñaki los idolatraba: “Comen mejor durante las expediciones que en su casa y llevan un material que no usaríamos ni en el Pirineo”, ilustraba el navarro. En 2003, Urubko e Iñaki se conocieron en el Nanga Parbat (8.125 metros). El kazajo cumplió con varios días de aproximación a la montaña vistiendo unas zapatillas deportivas dos números pequeñas. Se marcharía con ellas puestas y con la cumbre, como Iñaki. Urubko, de la sección deportiva del ejército de su país, cobra 50 dólares mensuales. El proceso de selección para integrar dicho equipo es una salvajada. Sueltan a los candidatos a los pies de una montaña del Pamir, de 7.000 metros, y los primeros en llegar pasan el corte. Después les ponen a pedalear en cámaras hipobáricas simulando alturas vecinas a los 9.000 metros…, hasta que se desmayan del esfuerzo. Decir que son tipos duros es decir bien poco.

Urubko es el heredero del estilo de Anatoli Boukreev, el alpinista que más admiraba Iñaki Ochoa, una fuerza de la naturaleza que pereció en la misma vertiente sur del Annapurna, víctima de un alud, en 1997. Había escalado 21 ochomiles en apenas ocho años. Pocos días antes de atacar la cima del Annapurna, Iñaki lloró emocionado frente a la placa que recuerda a Boukreev bien cerca del campo base, un pequeño memorial budista con una inscripción: “Las montañas no son estadios donde satisfacer nuestra ambición deportiva, sino catedrales donde practicar nuestra religión”. Irónicamente, una placa, colocada junto a la de Anatoli, honrará también la memoria de Iñaki.

Sin duda, no podría haberse imaginado mejor rescate, ayuda más cualificada. Un sencillo mensaje en el teléfono vía satélite de Steck, describiendo la situación, le bastó a éste para salir montaña arriba…, al anochecer, junto a Simon Anthamatten.

“Fueron horas complicadas”, retoma Horia Colibasanu: “A través de la radio tuve que guiar a Ueli y Simon para que encontrasen el complicado camino en el glaciar, al principio de la vía. Era de noche: imagina lo que tuvieron que arriesgar para no caer en alguna grieta”, enfatiza el rumano. “La verdad”, reconoce Ueli Steck, “es que sólo había una cosa que pensar, así que no nos costó decidirnos”. Para ganar tiempo, Ueli y Simon cargaron con el mínimo peso posible, lanzándose en una ruta que no conocían y en la que Iñaki y sus compañeros habían invertido semanas de trabajo.

El calvario de Horia duró cuatro días. Con toda la información en su poder, debería haber renunciado a todo lo que no fuese salvar su vida. Pese a ello, se quedó junto a Iñaki, uniéndose a su destino, incapaz de desprenderse de la persona que amenazaba su vida. Si no cedió fue sencillamente porque, para una persona de sus principios, quedarse era más sencillo que huir. De haberse retirado, ni el convencimiento racional de que Iñaki era un muerto en vida le habría servido de consuelo. La culpa le hubiera corroído injustamente durante años, y eso es algo a lo que no quiso enfrentarse. “Durante esos cuatro días apenas dormí, obsesionado con hidratar a Iñaki. Tenía cartuchos de gas de sobra para fundir nieve y preparar sopa e infusiones, pero la comida se acabó enseguida. Los dos últimos días no comí absolutamente nada. Cada vez que despertaba, después de cinco minutos, una o dos horas de sueño, era como regresar a una pesadilla donde recordaba nuestra penosa situación. Mi obsesión era que bebiese, aguantar. No podía dejarle allí”, explica Horia.

Durante las interminables horas que Horia permaneció al lado de Iñaki, el primer día, el lunes, resultó el más doloroso. Pura impotencia, desesperación. Al comprobar la gravedad de la lesión cerebral de Iñaki, el rumano llamó a España y a su país buscando consejo médico, implorando ayuda, agotando las baterías de ambos teléfonos en el intento. Después se limitó a esperar concentrándose en una misma rutina: sacar el brazo fuera de la tienda, recoger nieve en una bolsa de plástico, colocarla sobre una cazuela de aluminio, encender el infiernillo y esperar a que se convirtiese en agua. Con la bebida preparada, esperaba a que Iñaki saliese de su estado de inconsciencia y le suplicaba que bebiese. “Era lo único que podía hacer”, se desespera Horia. También respondía a las preguntas de Iñaki en inglés: ¿cuándo vienen mis amigos?, ¿dónde están?, ¿el helicóptero? “Yo siempre le respondía más o menos lo mismo: le decía la verdad, que muy pronto llegarían alpinistas, pero que el helicóptero no nos sacaría de allí. Entonces volvía a dormirse”.

La obsesión de Steck era suministrar la medicación a Iñaki. A esta idea se aferró el suizo para someterse a un castigo físico inimaginable. Cuando alcanzó, el miércoles, el campo 3 (6.900 metros), lo hizo a costa de reventar a su amigo Simon Anthamatten y de esquivar notables riesgos de aludes. En mal estado, Anthamatten decidió cubrir las espaldas de Ueli desde el campo 3. En su camino hacia la tienda de Iñaki, Ueli se encontró con una figura tambaleante, estática. Era Horia. “Le pedí que no bajase, pero no quiso”, dice. “Cuando supe que Ueli se acercaba a nuestra tienda, salí para abrirle la huella. Había nevado recientemente y le facilitaría mucho el acceso si abría yo mismo un camino en la nieve fresca. Además, ya no tenía otra opción que descender: Ueli no tenía medicinas más que para una persona, y las necesitábamos los dos en abundancia. Yo necesitaba la dexametasona, pero Iñaki la precisaba aún más. Ueli me pidió que no bajase al verme tan débil, pero me dio una chocolatina y un poco de dexametasona, y me recuperé lo suficiente como para atraverme con el descenso. Le dije que guardase el resto de medicinas para Iñaki. De hecho, Ueli me salvó probablemente la vida, porque estaba al límite, con principio de edema pulmonar y habiendo comido poquísimo los últimos cinco días”, enfatiza Horia. “Sí, creo que Horia habría muerto de haber pasado más tiempo allá arriba”, concede Ueli, quien reconoce no tener “ni idea” de cómo hubieran podido descender a Iñaki en su estado. Resulta loable que sólo se lo plantease a posteriori.

A la mañana siguiente, viernes 23 de mayo, la respiración de Iñaki era un siseo, propio de un edema pulmonar. Ueli comunicó el desenlace fatal por radio; Dennis Urubko, a escasas horas del campo 4, se sentó sobre la nieve, asqueado. “Lo siento, llegamos tarde. Hice todo lo posible. ¿Cómo está la familia? Yo estoy absolutamente destrozado, física y anímicamente. No sé decir más…”, se atasca Urubko, todavía en Katmandú.

En Pamplona, Pablo, uno de los tres hermanos de Iñaki, fue el primero en conocer la noticia. Estaba en el Diario de Navarra, centro de coordinación del rescate. Sin soltar el teléfono garabateó en una hoja las siglas RCP (reanimación cardiopulmonar) y, al poco, dibujó una cruz. Todos entendieron que el rescate soñado de Iñaki había chocado, definitivamente, con la realidad. La esperanza, tan irracional como bella, fue la única luz en el camino de Iñaki a ninguna parte.