Archive for the OS MAIAS Category

The-Maias

Posted in EÇA DE QUEIROZ, OS MAIAS on 19 de Abril de 2008 by os.maias

<!– Retirei a origem

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Format:Trade Paperback

Published:December 1, 1998

Dimensions:640 Pages, 5.14 x 7.72 IN

Published By:Penguin Uk

ISBN:014044694X


From Our Editors

The Maias is a classic piece of literature from Portugal’s most acclaimed novelist of the 19th century, Eca de Queiros. The story is a family saga, detailing three generations of unraveling morals and fortunes, with an incestuous relationship that shocked readers when first published. Patricia McGowan Pinheiro and Ann Stevens translated the Penguin Classic edition.


From the Publisher

Eca de Queiros was Portugal’s greatest nineteenth-century novelist, whose works brilliantly evoke — and condemn — the rapidly changing society of his times. The Maias (1888) depicts the declining fortunes of a landowning family over three generations as they are gradually undermined by hypocrisy, complacency, and sexual license. With a vivid, comprehensive portrayal of nineteenth-century Portuguese politics and social history, Eca creates a kind of comedie humaine that, despite the force of …+ read moreEca de Queiros was Portugal’s greatest nineteenth-century novelist, whose works brilliantly evoke — and condemn — the rapidly changing society of his times. The Maias (1888) depicts the declining fortunes of a landowning family over three generations as they are gradually undermined by hypocrisy, complacency, and sexual license. With a vivid, comprehensive portrayal of nineteenth-century Portuguese politics and social history, Eca creates a kind of comedie humaine that, despite the force of its social satire and its damning critique of the Portugal from which he had exiled himself, is a supreme work of humor and irony.

The author was a diplomat who traveled widely, and although he claimed to be an apostle of naturalist realism, he reveals with detached irony the lethargy and decadence of his native land. The book initially attracted attention through its account of an incestuous romance, yet today we can see this as just one element in a novel whose compelling story, depth of thought, and compassion make it one of Europe’s great literary masterpieces


About the Author

Eca de Queiros was unquestionably Portugal’s greatest novelist. Beginning his career in the 1860s as a journalist, he became a constant literary innovator. He participated in the realist-naturalist revolt against the era’s dominant romantics, headed by the poet Antonio Felicano de Castilho. The revolt’s two main manifestations were the Coimbra Controversy of 1865 (A Questao Coimbra) and the Democratic Speeches at the Lisbon Casino in 1871. With The Sin of Father Amaro (1876) Eca de Queiros …+ read moreEca de Queiros was unquestionably Portugal’s greatest novelist. Beginning his career in the 1860s as a journalist, he became a constant literary innovator. He participated in the realist-naturalist revolt against the era’s dominant romantics, headed by the poet Antonio Felicano de Castilho. The revolt’s two main manifestations were the Coimbra Controversy of 1865 (A Questao Coimbra) and the Democratic Speeches at the Lisbon Casino in 1871. With The Sin of Father Amaro (1876) Eca de Queiros introduced realistic and naturalistic techniques into Portuguese fiction. Set in Leiria, this is a long, tedious novel about provincial life, pettiness, ignorance, and corrupt clergy. Much of its detail comes from Eca’s experience in Leiria as a low-level bureaucrat. His second novel, Cousin Bazilio (1878), is Madame Bovary set in Lisbon. The Maias (1888) is his greatest work, a final attempt to create a Portuguese Human Comedy. Although critics have focused on Eca’s social criticism and protest, he was, as well, an “imaginative, critical, and witty observer of the people” (Guerra da Cal). Another side of Eca de Queiros appears in The Mandarin (1880), The Relic (1886), The Illustrious House of Ramires and The City and the Mountains (1901). All but the third have humor, fantasy, wit, social criticism, and didactic purposes in common. The first two books tell the reader that honesty, frankness, hard work, and courage are the keys to happiness and success. The City and the Mountains advocates a return of the educated upper class to the soil, to regenerate, in a paternalistic fashion, a national dynamic among the folk. The protagonist of The Illustrious House of Ramires ransoms his family’s prestige through colonial enterprise. It must be remembered that the last two novels were written after the humiliating ultimatum delivered by Great Britain in 1890, which forced Portugal to give up its claim to the central African territory between Angola and Mozambique.

THE MAIAS

| Trade Paperback
ECa de Queiros | Carcanet Press Ltd. | April 1, 2003

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THE CRIME OF FATHER AMARO

THE CRIME OF FATHER AMARO

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Eca de Queiros | Carcanet Press Ltd. | April 1, 2003

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The Crime of Father Amaro

The Crime of Father Amaro

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Eca De Queiros | Carcanet Press Ltd. | January 28, 2003

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El Misterio De La Carretera De Sintra

El Misterio De La Carretera De Sintra

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De Queiros, Eca | El Acantilado | April 30, 2001

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El Primo Basilio

El Primo Basilio

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Eca De Queiros | Alianza | December 31, 2005

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RELIQUE

RELIQUE

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ECA DE QUEIROS | Diffusion Dimedia Inc.

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Scenes From The Religious Life

The Crime Of Father Amaro: Scenes From The Religious Life

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Eca De Queiros | New Directions Publishing Corporation | May 31, 2003

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El Mandarin

El Mandarin

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Eca De Queiros | Ediciones Catedra S.A. | August 1, 1995

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La Ilustre Casa De Ramires

La Ilustre Casa De Ramires

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Eca De Queiros | Grupo Editorial Norma | November 1, 2000

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Penguin Classics Maias

Penguin Classics Maias

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Eca De Queiros | Penguin Uk | December 1, 1998

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Posted in EÇA DE QUEIROZ, FIGURINO, OS MAIAS, OS MAIAS IMAGENS on 17 de Abril de 2008 by os.maias

Catálogo da Biblioteca Nacional online

Posted in EÇA DE QUEIROZ, OS MAIAS on 17 de Abril de 2008 by os.maias

A Biblioteca Nacional de Portugal (BNP) passa a disponibilizar de forma autónoma, pela primeira vez, o seu catálogo através da Internet, que até aqui era partilhado através da Porbase (Base Nacional de Dados Bibliográficos).

O catálogo está disponível em http://catalogo.bnportugal.pt/#focus.

“Passam a existir dois sistemas, e dois catálogos disponíveis em linha, que entre si partilham a informação bibliográfica, mas cuja configuração e funcionalidades já não têm de ser necessariamente as mesmas, podendo, assim, adaptar-se melhor, e sem constrangimentos, às respectivas funções”, explicou à Lusa o director da BNP, Jorge Couto.

O novo sistema “facilita e torna mais rápidas as consultas do fundo catálogo, além de permitir directamente requisitar o livro e escolher o lugar na sala de leitura, sem ter de passar pelo circuito tradicional”, esclareceu.

O novo sistema irá também, segundo Jorge Couto, “diminuir o tempo de espera na sala para consulta das obras, além de evitar as tradicionais requisições de papel”.

Este novo sistema, “que assenta em servidores mais seguros”, irá permitir uma “melhor gestão e uma maior flexibilidade”, disse ainda o director da BNP, precisando estar-se em presença de “uma estrutura ajustada especificamente às colecções da Biblioteca Nacional, com toda a sua informação bibliográfica continua”.

Esta é, acentuou, “uma alteração necessária, dado o volume das bases de dados em causa e os requisitos próprios dos serviços da BNP, como foi o caso da implementação do sistema de requisições automatizadas aos depósitos”.

Esta nova base insere-se num plano de renovação dos sistemas de informação da BNP, iniciado em 2007.

(eu adorei!)

“Os Maias” em 11 volumes A4

Posted in EÇA DE QUEIROZ, OS MAIAS on 17 de Abril de 2008 by os.maias

Não há um único livro em Braille nas bibliotecas públicas do Algarve e a maioria delas não tem conteúdos adaptados a cegos, nem sequer em suporte digital.

“A grande maioria das bibliotecas não tem suportes adaptados e o mais grave é que isso é obrigatório por lei”, enuncia Ricardo Martins, 36 anos, invisual desde os 12, que estende as críticas ao sector privado, pois as livrarias, por muito sofisticadas que sejam, “não têm nada, nem em Braille nem em suporte digital”.

O alerta surge pela voz de dois invisuais com quem o Observatório do Algarve falou, hoje que se comemora o Dia Mundial do Braille.

Por “suporte digital” entende-se os áudio-livros (livros com suporte em CD), mas também a possibilidade de leitura através de uma linha Braille, que vai sendo formada à medida que software especial lê um texto no ecrã do computador.

A estes dispositivos junta-se um outro, existente nos PC’s de muitos cegos, que é um dispositivo de vocalização de textos, à medida que um scanner os vai lendo, mecanismo esse efectivamente existente em algumas bibliotecas públicas algarvias, como Faro, Olhão e Albufeira.

O caso da biblioteca de Albufeira, de resto, parece ser único no que respeita aos direitos de leitura da população invisual, de acordo com o jovem Diogo Costa, 19 anos, que desde Março de 2006 se dedica à feitura de um jornal trimestral totalmente em Braille, com o apoio daquela biblioteca, de resto o único periódico naquela linguagem existente a sul do Tejo.

“Aqui em Albufeira já se deu um pequeno passo, temos quatro revistas em Braille e um dispositivo de leitura adaptado a invisuais”, sublinha o jovem, actualmente em compasso de espera na carreira académica, aguardando a entrada na universidade, onde frequentará o curso de matemática. Ainda assim, ressalva, não há livros em Braille em Albufeira.

“Os Maias” em 11 volumes A4

De resto, o jornal do jovem Diogo sofre de um mal comum a todos os suportes em Braille e que ajuda a explicar a sua raridade nos locais públicos de leitura: as 16 páginas normais de escrita a negro do periódico “transformam-se” em 75 páginas depois de convertidas para a linguagem inventada pelo francês nascido faz hoje precisamente 99 anos.

“Só para dar um exemplo, quando li o clássico os Maias, do Eça de Queirós, até me assustei: são 11 volumes em formato A4, com 130 páginas cada um”, recorda Ricardo Martins, residente em Faro, que contudo assevera que os suportes digitais e as novas tecnologias “nunca matarão o Braille”.

Na opinião do músico, ex-jornalista de rádio, a linguagem baseada em pontos em relevo inventada no século XIX nunca vai desaparecer com as novas tecnologias: “Pelo contrário, as novas tecnologias podem reforçar o papel do Braille”, garante, enfatizando o papel da linha de Braille junto de um computador.

“O Braille tem que ser cada vez mais fomentado e é importante que não haja iliteracia nem analfabetismo entre os cegos”, sustenta, observando que um cego (já nascido com a deficiência) que se limita ao áudio-livro ou ao software de reconhecimento de ecrã “continua a ser analfabeto”.

As novas tecnologias permitem a um invisual ter no disco rígido de um computador alguns milhares de obras – Ricardo tem mais de 9 mil – e transportá-las de um lado para o outro numa pen ou DVD, para depois serem vocalizadas através de um sintetizador de voz. Mas isso não chega, porque não “alfabetiza” a pessoa, reforça o músico.

Felizmente, a universalidade do ensino básico permite que praticamente todos os cegos tomem contacto com o alfabeto Braille, ainda nos anos mais precoces da aprendizagem, embora – lamenta Ricardo Martins – não haja qualquer curso técnico de Braille a nível nacional e a maioria das vezes os técnicos de ensino especial tenham que aprender o Braille em acções de formação pontuais”.

Cerca de mil cegos no Algarve

Não desprezando a importância do Braille em formato papel, actualmente os manuais do ensino oficial são transcritos para suporte digital e depois vocalizados ou lidos com recurso à linha Braille dos PC’s dos utilizadores.

“Em matemática isso é mais difícil e eu próprio não tenho livros para estudar, eu que quero tirar um curso de matemática”, ressalva Diogo Costa.

Todos os trimestres, Diogo “perde” 20 horas do seu tempo só para imprimir os 75 exemplares do seu jornal “Ver Sem Olhar”, que distribui depois a nível nacional, graças à ajuda da Câmara de Albufeira.

A maioria desses exemplares vende-se na região Norte, onde a inter-ajuda e os próprios grupos de discussão na Internet estão muito mais avançados que no sul do País, garante o jovem de Albufeira, que calcula em mais de mil os cegos invisuais existentes no Algarve.

Só em Albufeira ele conhece 12, mas – pelos sinais que lhe vão chegando – garante serem cerca de 30

Os Maias (livro) em MP3

Posted in : NECESSIDADES ESPECIAIS, AUDIO, EÇA DE QUEIROZ, OS MAIAS on 17 de Abril de 2008 by os.maias
Leitura
Não é gratis


Dan Stulbach

Posted in Dan Stulbach, EÇA DE QUEIROZ, OS MAIAS on 17 de Abril de 2008 by os.maias

Date of Birth 26 September 1969, São Paulo, São Paulo, Brazil

Birth Name Dan Filip Stulbach

Height 6′ 2″ (1.88 m)

Dan Filip Stulbach (São Paulo, 26 de setembro de 1969) é um ator brasileiro. Descendente de imigrantes poloneses.

Formado em Comunicação Social pela Escola Superior de Propaganda e Marketing.

Dan Stulbach participou de diversos grupos de teatro na cidade de São Paulo, como ator e como diretor.

Seu primeiro longa-metragem de grande circulação foi “Cronicamente Inviável”, em 2000, dirigido por Sérgio Bianchi. Aprofundou então seu trabalho em teledramaturgia, participando da mini-série “Os Maias”, em 2001, dirigida por Luiz Fernando Carvalho.

Ficou popularmente conhecido quando interpretou um personagem polêmico na novela das 8 da TV Globo, Mulheres Apaixonadas, onde seu personagem era emocionalmente perturbado e batia em sua mulher. Em seguida atuou em Senhora do Destino, onde interpretou um homem bom e apaixonado.

Stulbach experimentou como ninguém a força da identificação dos telespectadores com os personagens de novelas. Quando estava em Mulheres Apaixonadas era hostilizado publicamente, a ponto de as pessoas se negarem a sentar a seu lado em viagens de avião. Já na novela seguinte, era abordado nas ruas para ouvir palavras de estímulo e conforto pelos problemas vividos por seu personagem.

Em 2002 Dan Stulbach entrou em cartaz com o espetáculo “Novas Diretrizes em Tempos de Paz”, de Bosco Brasil, que, após duas trocas de elenco, recebeu como companheiro de cena Tony Ramos. O espetáculo, grande sucesso de crítica e público, rendeu ao ator prêmios importantes no cenário cultural brasileiro.

Em 2006, o ator integrou o elenco da peça “Dúvida”, dirigida por Bruno Barreto. Desde abril de 2006, o ator é integrante da equipe da rádio CBN e comanda o programa Fim de Expediente com mais 3 amigos, o escritor José Godoy, o cirurgião-dentista Rodrigo G. Bueno de Moraes e o economista Luís Gustavo Medina.

Ana Paula Arósio & Fábio Assunção

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Depois de 8 anos sem fazer uma novela de época – a última havia sido Salomé -, a Globo decidiu investir numa superprodução, que teria a missão de levantar a audiência, há muito enfraquecida, do horário.

Alcides Nogueira havia escrito a sinopse de Força de um Desejo há muitos anos e, na década de 80, ela foi aprovada pela direção da Globo para ir ao ar, sob o título de Amor Perfeito, com Maria Zilda Bethlen (originalmente a protagonista se chamaria Ester Donabelli), Leonardo Villar (à época como Roberto de Sobral) e Thales Pan Chancon (o Inácio estava batizado como Trajano, seguindo a obra de Taunay) como os principais protagonistas.

Depois que a sinopse foi aprovada em 1998, Gilberto Braga recebeu a missão de desenvolvê-la, enquanto Alcides ainda colaborava com Sílvio de Abreu em Torre de Babel. Na verdade a trama seria ambientada nos anos 50 (do século XX), mas a ação acabou sendo situada no século XIX.

A trama foi inspirada em três romances de Visconde de Taunay: “A Retirada de Laguna”, “Inocência” e “A Mocidade de Trajano”.

A produção é formada por números grandiosos. São 60 figurantes, centenas de mulas e cavalos, mil peças de roupa e 25 cenários que criam 60 ambientes diferentes. Há ainda duas cidades cenográficas – uma reproduz uma vila fictícia do interior e outra, a Corte.

Numa semana de gravação, foram queimadas cerca de mil velas, espalhadas em candelabros e lustres, para dar um clima mais real às tramas.

Somente as externas na gravação do primeiro capítulo, feitas em Lumiar, região serrana do Rio de Janeiro, envolveram mais de 100 profissionais, outros 100 figurantes, 44 mulas, 15 cavalos e 23 veículos. Foram gastos mais de R$ 2 mil por dia em cachê e cerca de R$ 18 mil em diárias de hospedagem. Isso sem contar gastos extras, alimentação e transporte (trecho de uma reportagem, leia aqui).

As cenas suntuosas da inauguração da estaão de trem Rio-Vassouras foram gravadas numa estação antiga na região serrana do Rio.

Foi realizado um workshop com os atores, para que tivessem uma melhor compreensão do Brasil do século XIX. Em pauta, a História (Segundo Reinado, abolicionismo, republicanismo, economia cafeeira) e os costumes dos barões do café. Além disso, vários atores tiveram aulas de equitação, esgrima, caligrafia e trabalhos de voz e corpo.

Os figurinos, criados por Beth Filipecki, foram inspirados em filmes como O Leopardo, de Luchino Visconti, e (especificamente os de Ester) no guarda-roupa deslumbrante da famosa Elizabeth da Baviera, conhecida também como Sissi.



Cenas de O Leopardo (1963)


A bela e fascinante Sissi, imepratriz da Áusrtia: grande semelhança com o visual de Ester Delamare

E para conferir às roupas a beleza necessária, gastou-se muito: cerca de meio milhão de reais para confeccionar 2.500 peças.

Vários filmes serviram de inspiração também para a produtora de arte, Denise Carvalho, reprudizir peças antigas, como máquinas da redação de um jornal, moedas, notas, apólices, grilhões, etc.

Para viver a Ester, Gilberto Braga tinha em mente Ana Paula Arósio mas, comprometida com Benedito Rui Barbosa (ela protagonizaria, no horário nobre, Terra Nostra), a atriz não pôde aceitar o papel.

Mesmo assim, Fábio Assunção – que desde o início seria o Inácio – e Ana Paula Arósio fariam par romântico, dois anos depois, na minissérie Os Maias (inclusive ao lado de Salton Mello).

Sem Ana Paula, Malu Mader foi convidada para dar vida à deslumbrante Ester Delamare. Gilberto Braga confessou que Malu não estava em seus planos, “apesar de Malu fazer sempre parte do meu time”, como disse, mas a atriz caiu como uma luva. Ester era prostituta sim, mas elegantíssima, nem um pouco vulgar ou escandalosa, tinha porte de rainha, além de ser inteligente e íntegra. É difícil – para não dizer impossível – imaginar outra atriz interpretando Ester.

E pensar que Malu por pouco também não integrou o elenco de Força de um Desejo. Ela estava comprometida com o autor Euclydes Marinho e iria estar de Andando Nas Nuvens. Mas felizmente – e como! – Malu acabou não participando da novela – por motivo que desconheço – e pôde nos brindar com a mais charmosa cortesã das telenovelas.

Aliás as prostitutas parecem perseguir Malu. Antes de Ester, ela já havia interpretado a Márcia de O Dono do Mundo e a Paula Lee de Labirinto, todas moças que levavam a difícil vida fácil das prostitutas – embora a primeira tenha ficado no “ramo” apenas um curto período. E depois da Ester, Malu fez ainda uma outra, a Fátima, de Bellini e a Esfinge, adaptação para o cinema do livro de seu marido, Tony Belotto.

Malu e Fabio Assunção, aliás, já haviam formado um casal apaixonado no ano anterior, na minissérie Labirinto, do mesmo Gilberto Braga.

Depois de quase 20 anos afastada, Sônia Braga voltava às novelas brasileiras. Marcada por papéis de mulheres sensuais e alegres, ela retornava para viver uma mulher e oprimida e culpada, que sofria com as humilhações impostas pelo marido e se torturava por tê-lo traído. Sônia mostrou mais uma vez que não é apenas um rosto e um corpo bonitos, mas sim uma atriz de primeira categoria, uma atriz soberba. Todas as suas cenas foram profundamente emocionantes, sobretudo a última, em que contracenou com Reginaldo Faria (ouça).

Antes de Helena, Gilberto Braga já havia reservado três outros papéis para Sônia: a Luíza de Brilhante, a Ester de Pátria Minha, que acabou sendo reescrita para Patrícia Pillar e a Betty de Labirinto (a personagem acabou ganhando o nome de Leonor porque, como as negociações com Sônia deram em nada, Betty Faria acabou ficando com o papel, mas se sentiu incomodada por interpretar uma personagem com seu nome).

Em entrevista a um jornal carioca, Gilberto fez um comentário curioso: disse, em tom de exemplo, que poderia na reta final da trama, revelar que Helena não tinha morrido de morte natural. Como era apenas um exemplo que o autor estava dando, para dizer que escrever uma novela é como entrar num labririnto onde nem mesmo ele sabe como chegar ao fim, ninguém levou muito a sério, mas no fim foi justamente o que aconteceu: a morte de Helena era o ponto de partida para todas as outras mortes misteriosas que ocorreram em Santana e que estavam previstas na sinopse.

Júlia Feldens seria na verdade a escrava branca Olívia. Acabou ficando com a Juliana e deu graças à Deus: chegou à conclusão de que não daria conta do papel.

Se ela daria conta ou não, não sabemos, mas certamente sua Juliana foi impecável. Júlia conseguiu passar uma doçura e um romantismo impressionantes, conquistanto para si a simpatia do público.

A novela revelou o talento de vários atores negros, entre eles Sérgio Menezes, Ana Carbatti e Alexandre Morenno (leia reportagem) e representou uma ótima oportunidade para fazer outros já conhecidos brilharem, como Chica Xavier e Isabel Fillardis.

Isabel Fillardis, aliás, estava confirmada no elenco de Suave Veneno, novela de Aguinaldo Silva, mas, sem mais nem menos, foi substituída por Patrícia França. Tanto melhor, já que Isabel acabou se revelando uma atriz ainda melhor do que se pensava, pois sua Luzia era ao mesmo tempo má, nos fazendo sentir raiva dela, e cômica, nos fazendo rir. Já Patrícia França caiu numa fria em Suave Veneno e sua Clarice, que era em tese o centro do grande mistério da novela, acabou se apagando em meio a uma trama confusa – ainda que na teoria fosse brilhante – e foi assassinada bem antes do previsto.

Cláudia Abreu foi unanememente aclamada por sua Olívia, a escrava branca que sofreu horrores nas mãos do vilão Higino Ventura, mas nem por isso caiu na mesmice de uma lacrimejante moça sofrida. Olívia era ladina, inteligente, sensual, decidida. Cláudia encontrou o tom exato e fez rir, chorar e vibrar numa interpretação memorável.

Outra que roubou a cena foi a grande Nathália Timberg. Sua Idalina reinou absoluta e a atriz esbanjou talento, como aliás sempre faz. A personagem circulou por diversos núcleos, deixando sempre o seu rastro de maldade e arrogância.

O vestido de noiva de Alice, desenhado pelo figurinista Otacílio Coutinho, foi inspirado no traje que Claudia Cardinale usou em O Leopardo. Com tule rebordado com miçangas e vitrilhos e prgas que valorizam o decote, se fosse vendido nas lojas, esse vestido não sairia por menos de 350 mil reais – “o que encarece a roupa são os bordados, todos feitos à mão”, diz o figurinista.

Ao contrário de outras novelas, que utilizam os persoangens escravos apenas como meros coadjuvantes que compõem de forma pouco presente as tramas, em Força de um Desejo os escravos tinham importância capital, com tramas próprias, além de ser mostrada sua cultura e religião.

Mais uma vez Iaçanã Martins fez uma novela de Gilberto Braga: ela entrou na trama como a ambiciosa Socorro, que chatageou e arrancou muitas lágrimas – e um broche de brilhantes, diga-se de passagem – de Juliana.

Para o papel do conde Pedro Afonso, foi cogitado o nome do ator Marcello Novaes.

Foi a última novela de José Lewgoy, que faleceu em 2003.

As novelas globais são estruturadas para 180 capítulos, em princípio. Força de um Desejo teve 226, o que desgastou bastante os autores que, mesmo assim, não deixaram aparecer a famosa “barriga”.

Força de um Desejo foi uma novela curiosa. Tinha texto brilhante, elenco afinadíssimo, figurinos deslumbrantes, cenários suntuosos, direção perfeita, enfim, tudo impecável, foi elogiadíssima pela grande maioria dos críticos, mas a audiência ficou muito aquém do esperado. O “trilho” da Globo era de 35 pontos, mas Força patinava nos 25, conseguindo ter média pior que a de sua antecessora, Pecado Capital, já considerada fracasso. Depois de algumas pesquisas, a emissora descobriu que o defeito da novela era ser sofisticada demais. Daí conclui-se: jogou-se pérolas aos porcos.

Maria Adelaide Amaral – A emoção libertária.

Posted in EÇA DE QUEIROZ, IMAGENS, OS MAIAS on 17 de Abril de 2008 by os.maias

la escreve magnificamente, tem uma capacidade de produção invejável, é corajosa, leal, amiga, bom caráter… “Uma guerreira”, como definiu a atriz Tuna Dwek na recente biografia Maria Adelaide Amaral – A emoção libertária. Discreta, a premiada escritora e dramaturga declarou que se sente constrangida quando é alvo de elogios. Mas como não expressar admiração por sua rara sensibilidade ao retratar emoções e conflitos, situações e relações humanas?

De peças como A resistência, Bodas de papel, De braços abertos, Para tão longo amor, Intensa magia, Tarsila e Mademoiselle Chanel, entre outras que mereceram o aplauso do público e da crítica, às prestigiadas minisséries de tevê – A muralha (baseada na obra de Dinah Silveira de Queiroz), Os Maias (Eça de Queiroz), A casa das sete mulheres (Letícia Wierzchowski), Um só coração –, todos os seus trabalhos se tornaram marcantes, seja pela força dos diálogos e das seqüências, seja pela fantástica precisão e reconstituição de época. Sem esquecer os romances publicados, entre eles Luísa – Quase uma história de amor (Prêmio Jabuti), O bruxo, Aos meus amigos, Querida mamãe, Ó abre alas, Estrela nua.

No momento, a autora está mergulhada num novo projeto, que considera um dos mais significativos de sua carreira: a minissérie JK, que estreou em janeiro na Rede Globo, sobre a trajetória do presidente Juscelino Kubitschek. “Estou possuída, só penso nisso dia e noite, só leio sobre isso. É a bendita paixão que move meu trabalho; não conheço outra forma de atingir o coração das pessoas.”

Maria Adelaide se encantou pela literatura ainda menina. Portuguesa de nascimento, paulistana de coração, ela se acostumou, desde cedo, a buscar refúgio nos livros de história. “Minha realidade era tão complicada e sofrida que eu precisava inventar um mundo melhor para mim. Quer um mundo melhor do que o da ficção? Eu embarcava nas narrativas sobre fadas e princesas e passava a viver o que lia num exercício de pura evasão. Era algo compulsivo – eu adorava, sorvia, vivia emocionalmente de leitura. Meus pais estavam muito ocupados com a questão da sobrevivência, então, aprendi a viver com os livros. Foram eles que me ensinaram a pensar, a discernir, me deram princípios, formaram meu caráter. E foi graças a eles que me desenvolvi profissionalmente. Com certeza, esse conhecimento é o que faz a diferença nos meus trabalhos.”

Foram as dificuldades também que a impeliram a escrever: “Quem nunca enfrentou problemas não tem motivação para fazer ficção e poesia. Fazer ficção é um mecanismo de compensação extraordinário. Agradeço todos os dias a Deus e aos meus santos por esse dom. Escrever, para mim, é uma necessidade vital. Escrevo para dizer o que não consigo de outra maneira, para saber como sou e o que penso. Escrevo para ser amada, para não enlouquecer, para resgatar e transmutar através da ficção o que não foi possível transmutar na vida real.”

Seu percurso no universo da leitura começou de forma caótica, como diz. “No início, o que me atraía era apenas um bom enredo. No fim da adolescência, passei a exigir também qualidade de linguagem e de estilo. Muitos autores conseguem essa junção perfeita. Machado de Assis e José Saramago, por exemplo. Mas eu lia de tudo, com sofreguidão, desordenadamente. De J. Cronin a Jorge Amado, passando por Eça de Queiroz, Pitigrilli e Maria José Dupré (Sra. Leandro Dupré).”

“Houve uma fase em que meu amigo Décio Bar, um intelectual brilhante, resolveu me orientar e fez uma lista dos autores fundamentais, incluindo Sartre, Simone de Beauvoir, Fernando Pessoa, Erich Fromm e muitos mais”, conta. “Adorei Com a morte na alma e Sursis, de Sartre. Simone de Beauvoir sempre me fascinou. Sua biografia, Memórias de uma moça bem comportada, é um livro essencial, que me abriu os olhos e a cabeça. Eu sentia um prazer imenso também em escolher um tema, época ou autor e mergulhar fundo. Fazia até roteiros sentimentais literários nas minhas viagens, visitando as casas onde os escritores haviam morado e os lugares que freqüentavam. Assim foi com Proust, Flaubert, Balzac, Shakespeare…”

Quando alguém lhe pergunta o que é preciso para se tornar um autor, Maria Adelaide responde: “Leia muito”. E, seguindo a iniciativa de Décio Bar, faz uma lista dos escritores que contribuíram para a sua formação, entre os quais Dostoiévski, Machado de Assis, Thomas Mann, Tolstói, James Joyce, Joseph Conrad, Fernando Pessoa, Clarice Lispector, Virginia Woolf, Stendhal, Gustave Flaubert, Marcel Proust, Lawrence Durrell. Para os leitores do Cultura News, indica algumas leituras prediletas:

Ricardo III, o melhor drama histórico de Shakespeare.

Ligações perigosas, de Pierre Choderlos de Laclos. Um tema eterno, exemplo perfeito de literatura epistolar.

O vermelho e o negro, que alia romance histórico, acuidade psicológica e o precioso estilo de Sthendal.

Educação sentimental, de Flaubert. Menos conhecido que Madame Bovary, é um grande romance de fundo biográfico desse garimpeiro da palavra certa.

Guerra e paz. Grande Tolstói, grande galeria de personagens de um misógino que conhece e traduz como ninguém a alma feminina.

Os Maias, obra-prima de Eça de Queiroz. Uma trama esplendidamente narrada, com um rico painel de personagens e o característico pathos lusitano.

No caminho de Swann, primeiro volume de Em busca do tempo perdido. Uma bela introdução a Proust, cuja obra eu levaria para uma ilha.

O quarteto de Alexandria – os quatro volumes (Justine, Balthazar, Mountolive, Clea) de Lawrence Durrell. Sua melhor obra, tradução perfeita do mundo entre as guerras. Um dos momentos mais belos: a volta de Darley a Alexandria.

A montanha mágica. Este, assim como qualquer outro romance de Thomas Mann, eu levaria não para uma ilha, mas para um sanatório.

OS MAIAS – Minissérie Especial da Rede Globo

Posted in EÇA DE QUEIROZ, OS MAIAS on 17 de Abril de 2008 by os.maias

Os Maias, minissérie em 44 capítulos da Rede Globo de Televisão,é uma adaptação de Maria Adelaide do Amaral do livro homônimo do escritor português Eça de Queiroz.

A história, exibida de terça a sexta a partir do dia 9 de janeiro de 2001, conta a história de uma família de aristocratas do século XIX marcada pela paixão e pela tragédia.

Dom Afonso, patriarca da família Maia, lamenta o catolicismo obtuso que guiou a educação dada por sua mulher a seu filho Pedro. A isso atribui a paixão desmedida que acomete Pedro, até então um jovem melancólico, por Maria Monforte, uma filha de um traficante de escravos que sofre com o preconceito da aristocracia lisboeta.

Os jovens decidem se casar mesmo contra a vontade de Afonso, que não aceita o passado que macula o nome Monforte. Os dois vivem anos de plena felicidade conjugal – têm um casal de filhos – e boa convivência social. Um acidente envolvendo um nobre italiano, no entanto, vem mudar o destino dos dois. Pedro o fere durante uma caçada e, culpado, o leva para sua casa. Maria se apaixona pelo belo jovem e deixa Lisboa, levando a filha.Pedro retorna ao Ramalhete, nome da casa do pai, mas não consegue aceitar as condições da partida da esposa e se mata.

A Afonso resta, assim, cuidar do neto Carlos Eduardo, o que o faz segundo suas convicções racionalistas na propriedade de campo dos Maia. Carlos vai estudar medicina na Universidade de Coimbra, o que muito espanta a aristocracia carola e parasitária que o cerca. Durante este período, conhece seus primeiros amores e os amigos que o acompanharão de volta a Lisboa: João Ega – uma espécie de alter ego do próprio Eça de Queiroz que conduz discussões literárias com Alencar, poeta romântico – e Teodorico – cômico personagem extraído do hipócrita universo religioso de outro romance queiroseano, A Relíquia.

Afonso decide retornar ao Ramalhete para viver ao lado do neto, que, após graduar-se, monta um consultório em Lisboa onde atende gratuitamente. Com toda sua força de caráter, porém, Carlos não resiste à paixão por Maria Eduarda , uma moça que se faz crer casada, mas, na verdade, vive em concubinato com o brasileiro Joaquim Castro Gomes.

Carlos suporta a mentira e o passado da amada, mas o destino é mais forte que o amor que os une. Mariia Monforte volta de seu auto-exílio decidida a conhecer seu filho e compreende a fatalidade que assolou a vida da família: Carlos e Maria Eduarda são irmãos. Afinal – já havia vaticinado Manuel Vilaça, antigo administrador da família -, “Sempre foram fatais aos Maias as paredes do Ramalhete”.

Ciente da tragédia, Carlos faz amor com a irmã uma última vez. Não tarda, entretanto, e ele participa o fato a Maria Eduarda. E a última imagem que ela guarda da cidade que foi palco de tal drama é a do amado que a levara à estação de trem.

OS PERSONAGENS

OS MAIAS – PRIMEIRA FASE

Afonso da Maia (Walmor Chagas)

O patriarca da família Maia, pai de Pedro e avô de Carlos, é um velho racionalista, que na juventude foi um jacobino, cujo furor consistia em ler Rousseau e a “Enciclopédia”. Optou pelo exílio voluntário com sua família, na Inglaterra e na Itália, voltando para Portugal com Pedro já crescido. É um homem rígido, de idéias firmes, muito liberal em suas convicções políticas mas extremamente conservador quanto aos valores familiares.

Por trás de seu aspecto rijo e austero, revelava-se terno e generoso: “era dos que não pisam um formigueiro e se compadecem da sede de uma planta”.

Pedro da Maia (Leopnardo Vieira)

Desenvolvera-se lentamente, sem curiosidades, indiferente a brinquedos, a animais, a flores, a livros. Nenhum desejo forte parecera jamais vibrar naquela alma meio adormecida e passiva. Era em tudo um fraco.

Filho único de Afonso da Maia, Pedro é um belo rapaz, com seus olhos que parecem sempre prontos a umedecer. Criado num ambiente lúgubre, às voltas com a mãe, uma fervorosa beata, e educado por padre Vasques, que tratou de imbuir no seu espírito o temor a todas as coisas materiais e espirituais, tornou-se um rapaz pequenino e nervoso, com pouco da raça e da força dos Maias.

Taciturno e melancólico, cultiva aos poucos um temperamento romântico: não o romantismo impetuoso e viril que veremos mais tarde em Carlos,mas passional e mórbido – próprio dos românticos da época. Vai se apaixonar por Maria Monforte, e este sentimento violento o levará, mais tarde, ao suicídio.

Maria Monfort (Simone Spoladore)

Seus olhos maravilhosos iluminavam-na toda; e com o seu perfil grave de estátua, o modelado nobre dos ombros e dos braços que o xale cingia – pareceu a Pedro nesse instante alguma coisa de imortal e superior à Terra

A grande paixão de Pedro da Maia, é uma menina impulsiva, romântica, que gosta de ler novelas e pretende transformar a sua vida em uma. Filha de Manuel Monforte, um homem mal-visto, Maria vê em Pedro não só um homem que possa lhe trazer o romance necessário em sua vida, mas também uma vida social alegre, chique e agitada – afinal, ele pertencia a uma família conceituada. Dá ao filho o nome – Carlos Eduardo – de um príncipe, personagem que enfrenta aventuras e desgraças, amores e façanhas, tão a seu gosto.

De temperamento esfuziante, contagia a todos ao seu redor. É, porém, uma alegria coquete e superficial. Pelo próprio gênio impulsivo e rasteiro, está sempre à procura de novidades, de novas emoções, nada a contenta ou a satisfaz em longo prazo. A partir desse temperamento inquieto e volúvel, é fácil prever que ela não se acomodará à vida de casada e não será fiel a Pedro durante muito tempo. De fato, ao conhecer o italiano Tancredo, apaixona-se por ele e foge de casa levando consigo a filha Maria Eduarda, deixando o primogênito com Pedro. Vinte e cinco anos depois, ela volta para um acerto final de contas.

Manuel Monforte (Stênio Garcia)

Pai de Maria Monforte, é um homem de passado nebuloso, pois, comenta-se, ele matou um homem a facadas em uma briga e fugiu a bordo de um brigue americano. Manuel, porém, ao contrário da imagem truculenta que se faz a seu respeito, mostra-se sempre um homem calmo, quase bovino, que pouco aparece em público.

Tem uma grande paixão pela filha, que funciona como que uma “vitrine” para ele, e faz gosto em seu casamento com Pedro, ciente de que ele pode abrir as portas da conservadora sociedade local.

Tancredo (Fábio Fulco)

Homem com quem Maria Monforte foge, levando a filha Maria Eduarda. Napolitano, muito belo e formoso, entra na vida de Maria Eduarda. Napolitano, muito belo e formoso, entra na vida de Pedro e Maria após levar um tiro acidental de Pedro. Ao se hospedar na casa de Pedro, não tarda a se interessar por Maria, que se faz de difícil a princípio, mas não resiste à possibilidade da aventura.

Tomás de Alencar (Osmar Prado)

Um indivíduo muito alto, todo abotoado numa sobrecasaca preta com uma face escaveirada, olhos escovados, e sobre o nariz aquilino, longos, espessos, romântico bigode grisalho

Amigo de Pedro da Maia, esse jovem poeta reencontra Carlos, que conhecera criança, de-pois de 25 anos e por ele nutre um carinho paternal. Homem sentimental e extremamente e-motivo, é uma soberba encarnação do lirismo romântico. Tem horror ao naturalismo literário e é um patriota à antiga, que não admite ouvir falar mal de sua terra natal.

Dono de uma voz cavernosa e lenta, é impecavelmente honesto, generoso e dotado de uma alta cortesia de maneiras. Tem uma paixão platônica por Raquel Cohen à quem dedica poe-mas românticos. Indigna-se ao saber que João da Ega é amante da moça.

OS MAIAS – SEGUNDA FASE

Carlos da Maia ( Samir Alves (criança) / Fábio Assunção)

Filho de Pedro da Maia e Maria Monforte, é criado pelo avô após a fuga da mãe e o suicídio do pai. Afonso o cria sob métodos ingleses, deixando-o livre para brincar e sem se preocupar em fazê-lo temer a Deus.

Rapaz de intenso charme pessoal, puxou da mãe o gênio apaixonado, intenso, exacerbadamente romântico. Do avô, tem a rigidez de valores, a honra, o caráter. Do pobre pai não tem nada.

Imbuído de grande vontade de ser útil ao mundo, forma-se médico, sendo o primeiro membro da família a trabalhar. Mais tarde, apaixona-se por Maria Eduarda e vive com ela uma tem-pestuosa história de amor.

João da Ega (Selton Mello)

queria o massacre das classes médias, o amor livre das ficções do matrimônio, a repartição de terras, o culto de satanás. Desde a sua entrada na universidade, renovara as tradições da antiga boemia: trazia os rasgões da batina cosidos a linha branca. E no fundo era muito sentimental, enleado sempre em amores

O melhor amigo de Carlos, ele se forma em Direito a duras penas. Filho de uma beata, que mora numa quinta ao pé de Celorico de Basto, Ega é o desgosto da mãe, sempre escandalizada com sua irreligião e suas facetas heréticas. Sua imagem rebelde é apenas uma fachada para o seu nunca assumido romantismo. Vai se apaixonar por Raquel Cohen e sofrer muito com a não-correspondência. Será, também, ao longo da trama, o principal ombro de Carlos, o confidente, o amigo de todas as horas, solidário, firme, compreensivo. Divertido sem ser cômico, logo conquista a simpatia do avô de Carlos, Afonso, quando este vê em Ega um retrato seu quando jovem.

O melhor amigo de Carlos, ele se forma em Direito a duras penas. Filho de uma beata, que mora numa quinta ao pé de Celorico de Basto, Ega é o desgosto da mãe, sempre escandali-zada com sua irreligião e suas facetas heréticas. Sua imagem rebelde é apenas uma fachada para o seu nunca assumido romantismo. Vai se apaixonar por Raquel Cohen e sofrer muito com a não-correspondência. Será, também, ao longo da trama, o principal ombro de Carlos, o confidente, o amigo de todas as horas, solidário, firme, compreensivo. Divertido sem ser cômico, logo conquista a simpatia do avô de Carlos, Afonso, quando este vê em Ega um retrato seu quando jovem.

Maria Eduarda Mc Gren ( Ana Carolina Herquet (criança) / Ana Paula Arósio)

Os cabelos não eram loiros, como parecia à claridade do sol, mas de dois tons, castanho-claro e castanho-escuro, espessos e ondeando ligeiramente sobre a testa. Na grande luz escura dos seus olhos havia ao mesmo tempo alguma coisa de muito grave e de muito doce. Por um jeito familiar cruzava às vezes, ao falar, aos mãos sobre o joelho

É a heroína da nossa história, a paixão da vida de Carlos. Seu passado, sua origem, tudo é um mistério a ser pontuado no decorrer da trama. Chega em Portugal acompanhada do “marido” Castro Gomes e da filha Rosa. Muito bonita e atraente, é uma mulher cheia de inteligência, gosto e bondade. Sofreu muito, mas não é estóica. Ao contrário, tornou-se mais madura e serena, embora não prática e realista.

Joaquim Álvares de Castro Gomes (Paulo Betti)

Era um dândi, fútil, um gommeux, um homem de sport e de cocottes. Bastava olhar para ele, para sua toalette, para os seus modos, e compreendia-se logo a trivialidade daquele caráter. (…) Os cabelos rareavam-lhe na risca; e mesmo a sorrir tinha um ar de secura, de fadiga

Marido de Maria Eduarda e antagonista de Carlos, constitui o terceiro vértice do triângulo central da história. Apesar do ar de fadiga, é um homem de espírito empreendedor: está sem-pre viajando, embora nem sempre consegue levar Maria Eduarda consigo. Tem um inequívo-co afeto por ela. Por isso, quando se sente ameaçado de perdê-la, faz chantagens friamente calculadas; tudo nele, aliás, é medido, polido, exato e preciso.

É um homem essencialmente racional, e, apesar da aparente frieza e do cinismo cortante, não é propriamente mau, e portanto não chega a ser um vilão.

Rosa (Isabelle Drummond)

A filhinha de Maria Eduarda, vive num mundo fantasioso, sempre conversando com a boneca Cricri. Terna e encantadora, fascina Carlos e traz, mesmo nos momentos de maior tensão, algo de lúdico que ameniza o ambienteResumindo e trocando em miúdos

Em nossa história, Pedro se apaixona por Maria quando a vê ao lado de seu pai na platéia que admira e vibra com os rituais e a exibição de força de uma tourada.

O evento foi gravado no real local onde ainda hoje ocorre semanalmente: a Praça de Touros de Campo Pequeno, em Lisboa. Essa arena foi construída no século XIX e guarda as características originais de sua arquitetura mourisca. A mistura de culturas se explica: as praças que abrigam tais espetáculos são o resultado dos templos celtas e ibéricos de adoração ao touro, redesenhados durante a ocupação árabe na península e “adocicadas” com o caráter de espetáculo atribuído pelos romanos. Ao contrário do que se imagina, portanto, as touradas não são uma tradição exclusivamente espanhola. Elas também fazem parte da cultura portuguesa, e constituem quinhão significativo do imaginário nacional.

Reservada, durante séculos, ao regozijo da nobreza, que conhecia bem os segredos da montaria a cavalo, a atividade tornou-se popular após o século XVIII, embora por muito tempo ainda tenha guardado elevado grau de ostentação e riqueza. Proibidas por Dona Maria I, a louca, as touradas voltaram ao gosto português com Dom Manuel, ele próprio um exímio toureador. Hoje, as “corridas” ainda existem, embora um sem número de manifestações clame pela abolição do que consideram um exemplo de barbárie. Os toureadores portugueses, no entanto, defendem-se alegando que os toureios lusos, ao contrário do que ocorre na Espanha, não culminam com a morte do animal. Outras diferenças em relação às touradas espanholas são a permanência do cavalo durante o ritual e o fato de que os forcados portugueses se valem apenas das mãos para imobilizar o touro, o que lhes exige ainda maior habilidade e coragem.

A platéia é um show à parte. Os homens jogam seus chapéus aos destemidos heróis; as mulheres lhes oferecem flores. Todos torcem ardentemente por sua gloriosa vitória sobre o touro, que deixa a arena humilhado mas com um séquito de vacas como compensação.

A caça (tradição inglesa) e a corrida de cavalos (cuja versão moderna foi instituída no século XVII também na Inglaterra) são outros sports com animais tematizados na obra de Eça, ilustrando alguns dos divertimentos preferidos da então ociosa e parasitária aristocracia portuguesa.
O Autor Eça de Queiroz

Muitos críticos tentam atribuir à literatura de Eça de Queiroz explicações relacionadas a fatos de sua biografia. A primeira delas começa já na infância, quando o menino, fruto de uma aventura amorosa, teria desenvolvido uma espécie de psicologia da rejeição, supostamente evidenciada mais tarde em sua literatura.

Se o relacionamento entre a realidade e ficção é válido, não se pode afirmar com certeza. Mas de fato Eça foi criado quase como bastardo, já que a mãe, Carolina Pereira de Eça, envergonhada com a gravidez, refugiou-se na pequena Póvoa de Varzim, apenas retornando ao Porto para finalmente casar-se com o delegado de comarca José Maria Teixeira de Queiroz, pai de Eça.

Mesmo assim, o menino continua distante, criado em colégio interno e passando férias com os padrinhos. Mais tarde, cursa a faculdade de Direito em Coimbra, onde toma conhecimento dos ideais iluministas, evolucionistas e positivistas que então afloravam em outros países europeus. Já aí começa a viver um dilema que carregou para o resto da vida: enquanto lê Vitor Hugo, trava relacionamento de admiração com escritores como Antero de Quental, que constituem a chamada Geração 70, opositores ferrenhos justamente dos românticos. Esta “briga” literária fica também conhecida por A Questão Coimbrã.

Após sua formatura, Eça vai morar em Lisboa. Começa a trabalhar como advogado e colaborador da Gazeta de Portugal. Muda-se para Évora, onde funda sozinho um jornal combativo que dura poucos números. Reencontra Antero e com ele integra um grupo literário chamado Cenáculo.

Em 1869, viaja ao Egito para cobrir pelo Diário de Notícias a inauguração do Canal de Suez. No ano seguinte, publica no mesmo jornal, em parceria com Ramalho Urtigão, As Farpas, uma pândega revista de cunho revolucionário. Com o mesmo espírito, pronuncia uma palestra sobre o Realismo em um ciclo conhecido por As Conferências do Cassino, em que tem oportunidade de bradar contra a decadência dos povos peninsulares, pregar a isenção do escritor e aconselhar apenas a crueza dos fatos. Mais do que a Escola realista, já se via aí indícios do estilo naturalista na literatura.

Na província de Leiria, já atuando como diplomata, inspirou-se para escrever seu primeiro grande livro: Os Crimes do Padre Amaro. Três anos depois, viria O Primo Basílio, que de tal modo assustou a crítica com a novidade da técnica narrativa, que a fez calar (com exceções como a de Machado de Assis, a quem desagrada a construção da adúltera Luísa). O romance, porém, atingiu estrondoso sucesso de público, um feito que o escritor obteria novamente apenas dez anos depois, com a publicação de Os Maias, o terceiro membro de uma trilogia que se faz clara nos subtítulos: respectivamente, Cenas da Vida Devota, para O Crime…, Cenas da Vida Portuguesa, e Cenas da Vida Romântica, para Os Maias. Nesse último, já não demonstra a mesma acidez utilizada nos anteriores, sintoma da desistência da luta reiterada por seu ingresso no grupo literário Vencidos da Vida e, na vida pessoal, até mesmo por seu casamento aos 40 anos. Finalmente, obtém o sonho de sua geração galófila: é nomeado cônsul de Portugal em Paris. Já no fim da vida, recebe uma herança que o torna rico. Escreve ainda A Ilustre Casa de Ramirez e A Cidade e as Serras, às vésperas de sua morte, há exatos 100 anos. O conjunto de sua obra, incluindo artigos e cartas, traça um panorama crítico da cultura e dos problemas sociais e políticos de seu tempo. Seu estilo, que modernizou a prosa portuguesa, é límpido e preciso e seu tom, cáustico e mordaz, desnuda os vícios da sociedade portuguesa do fim do século XIX.

Publicado em 1888, Os Maias é um retrato da decadência da aristocracia portuguesa na segunda metade do século XIX, sendo considerado por muitos a mais perfeita obra literária produzida em Portugal depois de Os Lusíadas (1572), de Luís de Camões.

Trata-se, na verdade, “de um grande melodrama – um melodrama deliciosamente bem escrito melodrama dentro do realismo contundente de Eça e com um pano de fundo retratando de maneira impecável a sociedade e todos os vícios morais de Portugal do século passado, através dos tipos criados e das situações que cercam cada um dos personagens”, descreve a autora desta minissérie, Maria Adelaide Amaral.

Embora se constitua em um romance realista, Os Maias não apresenta grande número de personagens populares. Centrada na aristocracia portuguesa, a história, porém, traça com destreza um perfil psicológico verossímil, de pessoas comuns não na classe ou no modo de vida, mas ao menos no caráter e na falibilidade de atitudes. E elas tomam consciência de suas fraqueza, de seus defeitos, da vitória do instinto sobre a civilização ao se verem impotentes diante do poder maior do destino: à moda das tragédias clássicas, inocentes são castigados em tempo (um ano) e espaço (o Ramalhete) concentrados. Essa consciência é capaz de modificar o próprio aspecto físico da personagem, como o que ocorre com Carlos, que se percebe gordo apenas após cometer o pecado do incesto.

Mas mesmo nos momentos de maior tensão emocional, Eça não deixa sua tradicional ironia. Riso e Choro se misturam como suas próprias convicções em relação aos estilos literários. Em Os Maias, por exemplo, retoma o diálogo com o Romantismo através do subtítulo “Cenas da vida romântica”. Sem o saber, ele resgata nesse estilo algo que transcende a rixa entre escolas: pois não é senão a própria crise do sujeito moderno o que se está a descrever no romance?

As idéias por vezes contraditórias de Eça, além de seus questionamentos acerca de temas como a validade de uma invasão espanhola, o papel das mulheres e dos judeus, estão manifestos nesse romance através da figura de João da Ega, que até nas fisicamente se assemelha ao autor do livro.

Os Maias na TV

Antes de começar a adaptação do romance para a tevê, um antigo projeto de Maria Adelaide, a autora foi ao cemitério onde Eça está enterrado para obter sua “permissão”. Ela conta que, enquanto estava rezando diante de seu túmulo, pediu a ele um sinal de sua aprovação. Quando se voltou para ir embora, leu o nome Adelaide de Jesus na primeira lápide que avistou. “Coincidência ou não, pouco importa. O fato é que a visão do nome Adelaide soou como uma espécie de “vão em frente”. E fomos.

Para a minissérie, ela optou por uma estrutura em flashback em função do deslocamento da cena do retorno de Carlos ao Ramalhete para o início da história. Além disso, ela precisou dar maior importância aos personagens femininos, uma minoria no livro de Eça. Para acabar de ajustar o livro às exigências da linguagem audiovisual da televisão, Maria Adelaide “pediu ajuda” a dois outros livros do autor: A Relíquia, de onde extraiu a sátira de Teodorico e Titi, e A Capital, de onde retirou Artur, um aspirante a artista que busca a fama na cidade.

Resumo dos Capítulos

Capítulo 05
Terça, dia 16/01

Durante a festa de batizado de Carlos Eduardo, Maria Monforte conhece Tancredo e fica encantada com o estrangeiro. Sob pretexto de tentar conquistar o sogro, decide mudar de vida e dedicar-se mais ao lar e à caridade. Toda Lisboa a considera uma santa. No entanto, Maria encontra-se com Tancredo e se entrega a ele secretamente. Aproveitando a ausência de Pedro, em viagem de negócios, ela foge com o amante, levando a filha.

Capítulo 06
Quarta, dia 17/01

Pedro fica desesperado com a fuga de Maria, cede o orgulho e procura o pai. Afonso fica encantado com o neto, a quem, finalmente, conhece. Pedro não resiste ao sofrimento e se suicida com um tiro no peito. Xavier e Teodorico pedem esmola nas ruas. Xavier é preso por roubar um frango para saciar a fome do filho, que, assim, fica aos cuidados de Amélia. Com a morte de Pedro, Afonso decide mudar-se com o neto para a quinta de Santa Olávia, às margens do rio Douro. Sete anos se passam e Carlos Eduardo se transforma em um rapazinho esperto. Seu preceptor inglês, Mr. Brown, educa-o com muitos exercícios e horários rígidos, apesar dos protestos de todos os amigos do avô. A pedido de Afonso, Manuel Vilaça, administrador da família, parte à procura de Maria Monforte com a missão de tentar resgatar a neta.

Capítulo 07
Quinta, dia 18/01

Por coincidência, Alencar encontra-se com Maria em Paris. Vendo a foto de uma menina adornada com símbolos de luto, o poeta presume que a neta de Afonso morrera. Amélia se apaixona por um argentino e parte com ele, deixando Teodorico aos cuidados de Padre Vásques. O eclesiástico leva o menino para sua “titi” Dona Patrocínio, que o aceita acreditando na sua propensão a seguir a vida sacerdotal. Vilaça confirma a desconfiança de Alencar em relação à morte da menina de Maria e Pedro. Carlos Eduardo demonstra sua precoce vocação para a medicina ao brincar com a amiguinha Teresinha, filha de Dona Eugênia.

Capítulo 08
Sexta, dia 19/01

Alguns anos se passam. Teodorico, cada dia mais religioso, vai estudar em Coimbra. Carlos e Euzebiozinho também partem para esta cidade. Na universidade, Carlos é procurado por Ana, que precisa de cuidados médicos. Apesar de ser casada, Ana entrega-se à paixão por Carlos. O romance dura pouco; logo ele se encanta pela bela espanhola Encarnación. Preocupada com a falta de notícias, Teresinha e Dona Eugênia viajam para a cidade para saber de Carlos. Eusebiozinho as leva até a casa do rapaz, onde encontram Carlos nos braços de sua amante. Teresinha fica decepcionada com Carlos, que na infância lhe prometera casamento.

Os Maias de Eça de Queiroz, os anos do Gouvarinho

Posted in ANA PAULA ARÓSIO, e, EÇA DE QUEIROZ, FÁBIO ASSUNÇÃO, OS MAIAS, Sequencia de Videos on 16 de Abril de 2008 by os.maias

Os Maias de Eça de Queiroz, os anos do Guvarinho
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