Polícia investiga se engenheiro preso integra rede de pedofilia pela internet

Publicada em 05/09/2008 às 18h36m

Leonardo Guandeline e Fabiana Parajara, O Globo Online

O engenheiro Marcelo Adriano foi preso acusado de pedofilia - Leonardo Guandeline - O Globo Online

SÃO PAULO – A Polícia Civil investiga se o engenheiro eletrônico Marcelo Adriano Barbosa, preso esta manhã na Mooca, na zona leste de São Paulo, integra uma rede de pedofilia pela internet. Na casa de Barbosa, policiais da Divisão de Investigações sobre Furtos e Roubos de Cargas (Divecar) do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) encontraram 15 fitas VHS com imagens gravadas pelo engenheiro, além de CDs e um laptop com fotos e vídeos de pornografia infantil. O material ainda será analisado pelos policiais.

Segundo o delegado Carlos Eduardo Carvalho, da 4ª Divecar do Deic, foram identicados 212 contatos de e-mails o computador pessoal encontrado pelos policiais nesta sexta-feira na casa do engenheiro. Com alguns dos contatos, Barbosa trocava fotos e vídeos de sexo com crianças. Os nomes serão investigados pela polícia nos próximos dias.

O engenheiro de 42 anos teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. Ele foi preso em seu apartamento. Segundo a polícia, pelo menos quatro crianças, entre elas uma menina de apenas 4 anos de idade, teriam sido vítimas do engenheiro. O número pode crescer porque a polícia ainda vai assistir as outras fitas. Segundo a polícia, ele praticaria pedofilia há pelo menos oito anos.

O delegado Ubiracyr Pires da Silva, do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), afirmou que há uma semana Barbosa era acompanhado de perto por investigadores. De acordo com a investigação, ele cometia os crimes dentro de seu apartamento, que fica na Rua Jaboticabal.

A polícia chegou ao pedófilo por meio de uma denúncia. Foi recebida uma fita VHS que mostra o estupro da menina de 4 anos. No apartamento dele foram apreendidas mais fitas com cenas de abuso sexual de outras meninas e, segundo o delegado, o engenheiro foi reconhecido nas imagens pela própria namorada.

- O material apreendido é uma prova bastante contundente. Vimos pelo menos quatro crianças, meninas de seis, sete e 12 anos em cenas repugnantes – disse o delegado.

As vítimas ainda não foram identificadas.

Barbosa foi preso por volta das 9h e levado à sede do Deic, onde prestou depoimento. O delegado afirmou que as respostas dele, por enquanto, foram evasivas, mas as provas encontradas no apartamento e no escritório do acusado seriam suficientes para qualificar o crime. Além de computadores, foram apreendidos brinquedos e doces.

- Ele (Barbosa) dizia que não era ele nas imagens, o que é um absurdo, pois não há como negar. Depois falava ‘eu preciso me tratar, sou um doente’ – diz o delegado Carlos Eduardo Carvalho.

O advogado da empresa de Barbosa desistiu de defender seu cliente quando viu a fita com imagens do engenheiros e as menores tendo relações.

- Tenho 19 anos de polícia e nunca vi nada igual. Os policiais sequer conseguiram assistir essa primeira fita até o fim – diz o delegado Carlos Eduardo Carvalho.

Marcelo morava sozinho, mas tem dois filhos, um de 20 e outro de oito anos, os dois com mulheres diferentes. Há um ano e oito meses namorava a gerente de um banco, cuja filha tem 7 anos. A namorada do acusado negou conhecer o comportamento de Barbosa. Ela disse que nunca deixou a filha sozinha com o engenheiro.

De acordo com a polícia, existe a suspeita de que engenheiro tenha aliciado algumas das vítimas pela internet, através de programas de mensagens simultâneas.

Segundo o delegado Carlos Eduardo Carvalho, o engenheiro desenvolve projetos de informática e presta serviço para escolas infantis. Não há, por enquanto, qualquer informação que ligue as vítimas de abuso ao trabalho que ele exercia nas escolas.

O delegado Ubiracyr afirmou que será preciso identificar as crianças que aparecem nos vídeos e os pais delas, para descobrir como elas chegavam ao apartamento do engenheiro.

A polícia investiga também se o material gravado e que mostra os abusos era vendido ou divulgado pelo engenheiro.

Homem é acusado de abusar de criança no Ipiranga

Um homem de 35 anos foi preso e acusado de molestar um menino de 11 anos, que é seu primo. A denúncia foi feita pela mãe da criança, que descobriu que o abuso era cometido sob ameaça. Edicarlos Oliveira de Souza, de 35 anos, é acusado de ameaçar o menino com arma de fogo, encontrada em sua residência, no Ipiranga.

O engenheiro de 42 anos preso na manhã desta sexta-feira (5) sob suspeita de molestar crianças pode fazer parte de uma rede de pedofilia, afirmou o delegado Carlos Eduardo Carvalho, titular de Delegacia de Repressão a Fraudes do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic). Ele é suspeito de ter molestado pelo menos seis meninas, com idades entre 4 e 12 anos.

O suspeito foi detido em seu apartamento, na Mooca, Zona Leste, após ter a prisão temporária de 30 dias decretada. Na casa dele, foram apreendidos brinquedos e balas. A investigação durou cerca de uma semana e começou depois que uma testemunha entregou uma fita à polícia

Segundo a polícia, foram encontrados mais de 200 contatos no computador do suspeito, entre eles de adolescentes entre 12 e 15 anos. A polícia acredita que ele pudesse aliciar as vítimas pela internet. Segundo o delegado, as crianças que aparecem nas imagens que levaram à investigação aparentam ser de convívio do suspeito.

“Uma menina que aparenta ter 4 anos fica à vontade com ele, não demonstra receio”, disse. Ainda de acordo com o delegado, a pessoa que entregou a primeira fita à polícia disse, no momento da denúncia: “Por favor, tomem providências”. Além desta fita entregue à polícia, foram apreendidas outras 15, além de 10 CDs, material que ainda será periciado.

O passo seguinte será identificar as possíveis vítimas do suspeito. “A identificação destas crianças será feita pelo próprio acusado”, afirmou Giovanni Sesti Moschini, delegado da Delegacia de Repressão a Fraudes do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic) que também participou das investigações.

Segundo a polícia, a sócia e a namorada assistiram a algumas cenas e fizeram o reconhecimento tanto do acusado quanto do quarto do apartamento dele onde foram gravadas. A polícia informou que o suspeito tem dois filhos, um de 20 e outro de oito anos e que moram com as respectivas mães.

O suspeito responderá aos crimes de atentado violento ao pudor, que prevê pena de seis a dez anos de prisão, além da acusação de divulgação de imagens de pedofilia pela internet, que prevê de dois a seis anos de prisão.

Cenas

Segundo o delegado Ubiracyr Pires da Silva, também do Deic, outros vídeos encontrados na casa do engenheiro mostram “cenas grotescas” entre o suspeito e as crianças.

Além de ir à casa do engenheiro, policiais fizeram ao longo da manhã buscas na empresa dele, no bairro do Tatuapé, também na Zona Leste. Segundo a polícia, o suspeito desenvolve projetos de informática e presta serviço para escolas infantis. O delegado informou que já havia uma fotografia do suspeito nos arquivos do Deic

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