Arquivo de Abril, 2008

Os Maias (livro) em MP3

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Leitura
Não é gratis


José Maria Eça de Queirós

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José Maria Eça de Queirós, one of the most important figures of Portuguese Literature. Born in 1845 in Póvoa de Varzim. Died in Paris, in the year 1900. Pictorically revived for the “Breaking the Fourth Wall” Art Exhibit.

Dan Stulbach

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Date of Birth 26 September 1969, São Paulo, São Paulo, Brazil

Birth Name Dan Filip Stulbach

Height 6′ 2″ (1.88 m)

Dan Filip Stulbach (São Paulo, 26 de setembro de 1969) é um ator brasileiro. Descendente de imigrantes poloneses.

Formado em Comunicação Social pela Escola Superior de Propaganda e Marketing.

Dan Stulbach participou de diversos grupos de teatro na cidade de São Paulo, como ator e como diretor.

Seu primeiro longa-metragem de grande circulação foi “Cronicamente Inviável”, em 2000, dirigido por Sérgio Bianchi. Aprofundou então seu trabalho em teledramaturgia, participando da mini-série “Os Maias”, em 2001, dirigida por Luiz Fernando Carvalho.

Ficou popularmente conhecido quando interpretou um personagem polêmico na novela das 8 da TV Globo, Mulheres Apaixonadas, onde seu personagem era emocionalmente perturbado e batia em sua mulher. Em seguida atuou em Senhora do Destino, onde interpretou um homem bom e apaixonado.

Stulbach experimentou como ninguém a força da identificação dos telespectadores com os personagens de novelas. Quando estava em Mulheres Apaixonadas era hostilizado publicamente, a ponto de as pessoas se negarem a sentar a seu lado em viagens de avião. Já na novela seguinte, era abordado nas ruas para ouvir palavras de estímulo e conforto pelos problemas vividos por seu personagem.

Em 2002 Dan Stulbach entrou em cartaz com o espetáculo “Novas Diretrizes em Tempos de Paz”, de Bosco Brasil, que, após duas trocas de elenco, recebeu como companheiro de cena Tony Ramos. O espetáculo, grande sucesso de crítica e público, rendeu ao ator prêmios importantes no cenário cultural brasileiro.

Em 2006, o ator integrou o elenco da peça “Dúvida”, dirigida por Bruno Barreto. Desde abril de 2006, o ator é integrante da equipe da rádio CBN e comanda o programa Fim de Expediente com mais 3 amigos, o escritor José Godoy, o cirurgião-dentista Rodrigo G. Bueno de Moraes e o economista Luís Gustavo Medina.

CHAT COM SELTON MELLO

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chat com Selton Mello

13/11/2001, 21:00

Ana Paula Arósio & Fábio Assunção

Posted in ANA PAULA ARÓSIO, EÇA DE QUEIROZ, FÁBIO ASSUNÇÃO, OS MAIAS on 17 de Abril de 2008 by os.maias

Depois de 8 anos sem fazer uma novela de época – a última havia sido Salomé -, a Globo decidiu investir numa superprodução, que teria a missão de levantar a audiência, há muito enfraquecida, do horário.

Alcides Nogueira havia escrito a sinopse de Força de um Desejo há muitos anos e, na década de 80, ela foi aprovada pela direção da Globo para ir ao ar, sob o título de Amor Perfeito, com Maria Zilda Bethlen (originalmente a protagonista se chamaria Ester Donabelli), Leonardo Villar (à época como Roberto de Sobral) e Thales Pan Chancon (o Inácio estava batizado como Trajano, seguindo a obra de Taunay) como os principais protagonistas.

Depois que a sinopse foi aprovada em 1998, Gilberto Braga recebeu a missão de desenvolvê-la, enquanto Alcides ainda colaborava com Sílvio de Abreu em Torre de Babel. Na verdade a trama seria ambientada nos anos 50 (do século XX), mas a ação acabou sendo situada no século XIX.

A trama foi inspirada em três romances de Visconde de Taunay: “A Retirada de Laguna”, “Inocência” e “A Mocidade de Trajano”.

A produção é formada por números grandiosos. São 60 figurantes, centenas de mulas e cavalos, mil peças de roupa e 25 cenários que criam 60 ambientes diferentes. Há ainda duas cidades cenográficas – uma reproduz uma vila fictícia do interior e outra, a Corte.

Numa semana de gravação, foram queimadas cerca de mil velas, espalhadas em candelabros e lustres, para dar um clima mais real às tramas.

Somente as externas na gravação do primeiro capítulo, feitas em Lumiar, região serrana do Rio de Janeiro, envolveram mais de 100 profissionais, outros 100 figurantes, 44 mulas, 15 cavalos e 23 veículos. Foram gastos mais de R$ 2 mil por dia em cachê e cerca de R$ 18 mil em diárias de hospedagem. Isso sem contar gastos extras, alimentação e transporte (trecho de uma reportagem, leia aqui).

As cenas suntuosas da inauguração da estaão de trem Rio-Vassouras foram gravadas numa estação antiga na região serrana do Rio.

Foi realizado um workshop com os atores, para que tivessem uma melhor compreensão do Brasil do século XIX. Em pauta, a História (Segundo Reinado, abolicionismo, republicanismo, economia cafeeira) e os costumes dos barões do café. Além disso, vários atores tiveram aulas de equitação, esgrima, caligrafia e trabalhos de voz e corpo.

Os figurinos, criados por Beth Filipecki, foram inspirados em filmes como O Leopardo, de Luchino Visconti, e (especificamente os de Ester) no guarda-roupa deslumbrante da famosa Elizabeth da Baviera, conhecida também como Sissi.



Cenas de O Leopardo (1963)


A bela e fascinante Sissi, imepratriz da Áusrtia: grande semelhança com o visual de Ester Delamare

E para conferir às roupas a beleza necessária, gastou-se muito: cerca de meio milhão de reais para confeccionar 2.500 peças.

Vários filmes serviram de inspiração também para a produtora de arte, Denise Carvalho, reprudizir peças antigas, como máquinas da redação de um jornal, moedas, notas, apólices, grilhões, etc.

Para viver a Ester, Gilberto Braga tinha em mente Ana Paula Arósio mas, comprometida com Benedito Rui Barbosa (ela protagonizaria, no horário nobre, Terra Nostra), a atriz não pôde aceitar o papel.

Mesmo assim, Fábio Assunção – que desde o início seria o Inácio – e Ana Paula Arósio fariam par romântico, dois anos depois, na minissérie Os Maias (inclusive ao lado de Salton Mello).

Sem Ana Paula, Malu Mader foi convidada para dar vida à deslumbrante Ester Delamare. Gilberto Braga confessou que Malu não estava em seus planos, “apesar de Malu fazer sempre parte do meu time”, como disse, mas a atriz caiu como uma luva. Ester era prostituta sim, mas elegantíssima, nem um pouco vulgar ou escandalosa, tinha porte de rainha, além de ser inteligente e íntegra. É difícil – para não dizer impossível – imaginar outra atriz interpretando Ester.

E pensar que Malu por pouco também não integrou o elenco de Força de um Desejo. Ela estava comprometida com o autor Euclydes Marinho e iria estar de Andando Nas Nuvens. Mas felizmente – e como! – Malu acabou não participando da novela – por motivo que desconheço – e pôde nos brindar com a mais charmosa cortesã das telenovelas.

Aliás as prostitutas parecem perseguir Malu. Antes de Ester, ela já havia interpretado a Márcia de O Dono do Mundo e a Paula Lee de Labirinto, todas moças que levavam a difícil vida fácil das prostitutas – embora a primeira tenha ficado no “ramo” apenas um curto período. E depois da Ester, Malu fez ainda uma outra, a Fátima, de Bellini e a Esfinge, adaptação para o cinema do livro de seu marido, Tony Belotto.

Malu e Fabio Assunção, aliás, já haviam formado um casal apaixonado no ano anterior, na minissérie Labirinto, do mesmo Gilberto Braga.

Depois de quase 20 anos afastada, Sônia Braga voltava às novelas brasileiras. Marcada por papéis de mulheres sensuais e alegres, ela retornava para viver uma mulher e oprimida e culpada, que sofria com as humilhações impostas pelo marido e se torturava por tê-lo traído. Sônia mostrou mais uma vez que não é apenas um rosto e um corpo bonitos, mas sim uma atriz de primeira categoria, uma atriz soberba. Todas as suas cenas foram profundamente emocionantes, sobretudo a última, em que contracenou com Reginaldo Faria (ouça).

Antes de Helena, Gilberto Braga já havia reservado três outros papéis para Sônia: a Luíza de Brilhante, a Ester de Pátria Minha, que acabou sendo reescrita para Patrícia Pillar e a Betty de Labirinto (a personagem acabou ganhando o nome de Leonor porque, como as negociações com Sônia deram em nada, Betty Faria acabou ficando com o papel, mas se sentiu incomodada por interpretar uma personagem com seu nome).

Em entrevista a um jornal carioca, Gilberto fez um comentário curioso: disse, em tom de exemplo, que poderia na reta final da trama, revelar que Helena não tinha morrido de morte natural. Como era apenas um exemplo que o autor estava dando, para dizer que escrever uma novela é como entrar num labririnto onde nem mesmo ele sabe como chegar ao fim, ninguém levou muito a sério, mas no fim foi justamente o que aconteceu: a morte de Helena era o ponto de partida para todas as outras mortes misteriosas que ocorreram em Santana e que estavam previstas na sinopse.

Júlia Feldens seria na verdade a escrava branca Olívia. Acabou ficando com a Juliana e deu graças à Deus: chegou à conclusão de que não daria conta do papel.

Se ela daria conta ou não, não sabemos, mas certamente sua Juliana foi impecável. Júlia conseguiu passar uma doçura e um romantismo impressionantes, conquistanto para si a simpatia do público.

A novela revelou o talento de vários atores negros, entre eles Sérgio Menezes, Ana Carbatti e Alexandre Morenno (leia reportagem) e representou uma ótima oportunidade para fazer outros já conhecidos brilharem, como Chica Xavier e Isabel Fillardis.

Isabel Fillardis, aliás, estava confirmada no elenco de Suave Veneno, novela de Aguinaldo Silva, mas, sem mais nem menos, foi substituída por Patrícia França. Tanto melhor, já que Isabel acabou se revelando uma atriz ainda melhor do que se pensava, pois sua Luzia era ao mesmo tempo má, nos fazendo sentir raiva dela, e cômica, nos fazendo rir. Já Patrícia França caiu numa fria em Suave Veneno e sua Clarice, que era em tese o centro do grande mistério da novela, acabou se apagando em meio a uma trama confusa – ainda que na teoria fosse brilhante – e foi assassinada bem antes do previsto.

Cláudia Abreu foi unanememente aclamada por sua Olívia, a escrava branca que sofreu horrores nas mãos do vilão Higino Ventura, mas nem por isso caiu na mesmice de uma lacrimejante moça sofrida. Olívia era ladina, inteligente, sensual, decidida. Cláudia encontrou o tom exato e fez rir, chorar e vibrar numa interpretação memorável.

Outra que roubou a cena foi a grande Nathália Timberg. Sua Idalina reinou absoluta e a atriz esbanjou talento, como aliás sempre faz. A personagem circulou por diversos núcleos, deixando sempre o seu rastro de maldade e arrogância.

O vestido de noiva de Alice, desenhado pelo figurinista Otacílio Coutinho, foi inspirado no traje que Claudia Cardinale usou em O Leopardo. Com tule rebordado com miçangas e vitrilhos e prgas que valorizam o decote, se fosse vendido nas lojas, esse vestido não sairia por menos de 350 mil reais – “o que encarece a roupa são os bordados, todos feitos à mão”, diz o figurinista.

Ao contrário de outras novelas, que utilizam os persoangens escravos apenas como meros coadjuvantes que compõem de forma pouco presente as tramas, em Força de um Desejo os escravos tinham importância capital, com tramas próprias, além de ser mostrada sua cultura e religião.

Mais uma vez Iaçanã Martins fez uma novela de Gilberto Braga: ela entrou na trama como a ambiciosa Socorro, que chatageou e arrancou muitas lágrimas – e um broche de brilhantes, diga-se de passagem – de Juliana.

Para o papel do conde Pedro Afonso, foi cogitado o nome do ator Marcello Novaes.

Foi a última novela de José Lewgoy, que faleceu em 2003.

As novelas globais são estruturadas para 180 capítulos, em princípio. Força de um Desejo teve 226, o que desgastou bastante os autores que, mesmo assim, não deixaram aparecer a famosa “barriga”.

Força de um Desejo foi uma novela curiosa. Tinha texto brilhante, elenco afinadíssimo, figurinos deslumbrantes, cenários suntuosos, direção perfeita, enfim, tudo impecável, foi elogiadíssima pela grande maioria dos críticos, mas a audiência ficou muito aquém do esperado. O “trilho” da Globo era de 35 pontos, mas Força patinava nos 25, conseguindo ter média pior que a de sua antecessora, Pecado Capital, já considerada fracasso. Depois de algumas pesquisas, a emissora descobriu que o defeito da novela era ser sofisticada demais. Daí conclui-se: jogou-se pérolas aos porcos.

Maria Adelaide Amaral – A emoção libertária.

Posted in EÇA DE QUEIROZ, IMAGENS, OS MAIAS on 17 de Abril de 2008 by os.maias

la escreve magnificamente, tem uma capacidade de produção invejável, é corajosa, leal, amiga, bom caráter… “Uma guerreira”, como definiu a atriz Tuna Dwek na recente biografia Maria Adelaide Amaral – A emoção libertária. Discreta, a premiada escritora e dramaturga declarou que se sente constrangida quando é alvo de elogios. Mas como não expressar admiração por sua rara sensibilidade ao retratar emoções e conflitos, situações e relações humanas?

De peças como A resistência, Bodas de papel, De braços abertos, Para tão longo amor, Intensa magia, Tarsila e Mademoiselle Chanel, entre outras que mereceram o aplauso do público e da crítica, às prestigiadas minisséries de tevê – A muralha (baseada na obra de Dinah Silveira de Queiroz), Os Maias (Eça de Queiroz), A casa das sete mulheres (Letícia Wierzchowski), Um só coração –, todos os seus trabalhos se tornaram marcantes, seja pela força dos diálogos e das seqüências, seja pela fantástica precisão e reconstituição de época. Sem esquecer os romances publicados, entre eles Luísa – Quase uma história de amor (Prêmio Jabuti), O bruxo, Aos meus amigos, Querida mamãe, Ó abre alas, Estrela nua.

No momento, a autora está mergulhada num novo projeto, que considera um dos mais significativos de sua carreira: a minissérie JK, que estreou em janeiro na Rede Globo, sobre a trajetória do presidente Juscelino Kubitschek. “Estou possuída, só penso nisso dia e noite, só leio sobre isso. É a bendita paixão que move meu trabalho; não conheço outra forma de atingir o coração das pessoas.”

Maria Adelaide se encantou pela literatura ainda menina. Portuguesa de nascimento, paulistana de coração, ela se acostumou, desde cedo, a buscar refúgio nos livros de história. “Minha realidade era tão complicada e sofrida que eu precisava inventar um mundo melhor para mim. Quer um mundo melhor do que o da ficção? Eu embarcava nas narrativas sobre fadas e princesas e passava a viver o que lia num exercício de pura evasão. Era algo compulsivo – eu adorava, sorvia, vivia emocionalmente de leitura. Meus pais estavam muito ocupados com a questão da sobrevivência, então, aprendi a viver com os livros. Foram eles que me ensinaram a pensar, a discernir, me deram princípios, formaram meu caráter. E foi graças a eles que me desenvolvi profissionalmente. Com certeza, esse conhecimento é o que faz a diferença nos meus trabalhos.”

Foram as dificuldades também que a impeliram a escrever: “Quem nunca enfrentou problemas não tem motivação para fazer ficção e poesia. Fazer ficção é um mecanismo de compensação extraordinário. Agradeço todos os dias a Deus e aos meus santos por esse dom. Escrever, para mim, é uma necessidade vital. Escrevo para dizer o que não consigo de outra maneira, para saber como sou e o que penso. Escrevo para ser amada, para não enlouquecer, para resgatar e transmutar através da ficção o que não foi possível transmutar na vida real.”

Seu percurso no universo da leitura começou de forma caótica, como diz. “No início, o que me atraía era apenas um bom enredo. No fim da adolescência, passei a exigir também qualidade de linguagem e de estilo. Muitos autores conseguem essa junção perfeita. Machado de Assis e José Saramago, por exemplo. Mas eu lia de tudo, com sofreguidão, desordenadamente. De J. Cronin a Jorge Amado, passando por Eça de Queiroz, Pitigrilli e Maria José Dupré (Sra. Leandro Dupré).”

“Houve uma fase em que meu amigo Décio Bar, um intelectual brilhante, resolveu me orientar e fez uma lista dos autores fundamentais, incluindo Sartre, Simone de Beauvoir, Fernando Pessoa, Erich Fromm e muitos mais”, conta. “Adorei Com a morte na alma e Sursis, de Sartre. Simone de Beauvoir sempre me fascinou. Sua biografia, Memórias de uma moça bem comportada, é um livro essencial, que me abriu os olhos e a cabeça. Eu sentia um prazer imenso também em escolher um tema, época ou autor e mergulhar fundo. Fazia até roteiros sentimentais literários nas minhas viagens, visitando as casas onde os escritores haviam morado e os lugares que freqüentavam. Assim foi com Proust, Flaubert, Balzac, Shakespeare…”

Quando alguém lhe pergunta o que é preciso para se tornar um autor, Maria Adelaide responde: “Leia muito”. E, seguindo a iniciativa de Décio Bar, faz uma lista dos escritores que contribuíram para a sua formação, entre os quais Dostoiévski, Machado de Assis, Thomas Mann, Tolstói, James Joyce, Joseph Conrad, Fernando Pessoa, Clarice Lispector, Virginia Woolf, Stendhal, Gustave Flaubert, Marcel Proust, Lawrence Durrell. Para os leitores do Cultura News, indica algumas leituras prediletas:

Ricardo III, o melhor drama histórico de Shakespeare.

Ligações perigosas, de Pierre Choderlos de Laclos. Um tema eterno, exemplo perfeito de literatura epistolar.

O vermelho e o negro, que alia romance histórico, acuidade psicológica e o precioso estilo de Sthendal.

Educação sentimental, de Flaubert. Menos conhecido que Madame Bovary, é um grande romance de fundo biográfico desse garimpeiro da palavra certa.

Guerra e paz. Grande Tolstói, grande galeria de personagens de um misógino que conhece e traduz como ninguém a alma feminina.

Os Maias, obra-prima de Eça de Queiroz. Uma trama esplendidamente narrada, com um rico painel de personagens e o característico pathos lusitano.

No caminho de Swann, primeiro volume de Em busca do tempo perdido. Uma bela introdução a Proust, cuja obra eu levaria para uma ilha.

O quarteto de Alexandria – os quatro volumes (Justine, Balthazar, Mountolive, Clea) de Lawrence Durrell. Sua melhor obra, tradução perfeita do mundo entre as guerras. Um dos momentos mais belos: a volta de Darley a Alexandria.

A montanha mágica. Este, assim como qualquer outro romance de Thomas Mann, eu levaria não para uma ilha, mas para um sanatório.

Madredeus: regresso com nova vocalista

Posted in Uncategorized on 17 de Abril de 2008 by os.maias

Madredeus: vida nova pós-Teresa Salgueiro
A notícia saiu ontem no jornal CORREIO DA MANHÃ:

29 Março 2008 – 00.00h
Futuro
Madredeus: regresso com nova vocalista
Carlos Maria Trindade, teclista do mais internacional projecto musical português, garante que “há vida após a Teresa Salgueiro”

O produtor, compositor e músico Carlos Maria Trindade, único sobrevivente dos Madredeus, a par com Pedro Ayres Magalhães, afirmou em entrevista à Vidas que o grupo poderá regressar, muito em breve, ao activo com nova vocalista.
“Eu e o Pedro Ayres acreditamos, sinceramente, numa vida pós-Teresa Salgueiro. Madredeus é um nome que está gravado a letras de néon no Mundo inteiro. Tem um público global à sua espera. E está certamente à espera que voltemos com ou sem a Teresa, porque o verdadeiro património da banda são as canções. Neste momento, quando eu e o Pedro encontrarmos a voz, a figura, que possa interpretar as canções dos Madredeus, não teremos qualquer pejo em continuar a nossa embaixada. A única dificuldade será encontrar a tal voz, mas também temos que ver que a Teresa, quando começou, não era o que é hoje. Cresceu nos Madredeus”, disse Carlos Maria Trindade.
“Esta pausa é perfeitamente natural, sobretudo se tivermos em conta que o grupo já teve várias vidas: a primeira com a formação original, a segunda sem o Rodrigo Leão, o Francisco Ribeiro e o Gabriel Gomes, que seguiram os seus caminhos. Como tal, é perfeitamente possível que haja uma terceira fase. A Teresa teve uma verdadeira escola nos Madredeus e era previsível que quisesse caminhar pelos seus próprios passos. Ela diz que agora tem de voar sozinha e nós percebemos isso perfeitamente. Não há rancores”, acrescentou.


Li aqui:

http://madredeusbrasil.blog.com/

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